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Uma boa preparação para a Primeira Comunhão
- 02-05-2024
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Uma boa preparação para a 1ª Comunhão NÃO é decorar muitas orações, nem muitas respostas do catecismo...
Há uma acentuada preocupação de melhorar a Preparação para a 1ª Comunhão. Mas tem sido muito frágil.
O resultado é que centenas de crianças fazem a 1ª Comunhão e encerram aí a vida cristã, onde devia começar.
Isto acontece porque não lhes damos:
• uma verdadeira noção da vida cristã;
• o senso de Deus, para cuja glória vivemos;
• a responsabilidade dos deveres cristãos;
• um conhecimento vivo dos caminhos a trilhar;
• a iniciação nos grandes hábitos cristãos;
• o desejo da Eucaristia.
Não as preparamos de modo que se possa ter alguma garantia de perseverança, sem a qual, diz Cristo, não é possível a salvação: “Quem perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt. 10, 22).
Por isso, o remédio é uma boa preparação, que urge dar agora, mais do que nunca, sob pena de continuar esse desolador resultado, e, o que é pior, em proporções cada vez maiores.
A boa preparação de uma criança para a Comunhão, não é:
• saber de cor muitas respostas do catecismo
• saber de cor muitas orações
• saber os nomes dos principais mistérios da fé;
— Mas exige que a criança:
• saiba realmente as principais verdades da Religião, de modo proporcionado à sua capacidade;
• esteja iniciada conscientemente nos grandes hábitos da vida cristã:
• estado de graça
• orações diárias
• Missa de preceito
• desejo de cumprir os Mandamentos
• fé viva
• obediência à Igreja
• tenha o senso de Deus e de Cristo;
• conheça e deseje a Eucaristia;
• tenha disposição para perseverar na vida cristã, depois da Primeira Comunhão.
A boa preparação deve ser:
• preocupada em formar o cristão, mais do que em dar-lhe noções;
• vital, para infundir hábitos para toda a vida cristã;
• prática, para que a doutrina aprendida se traduza em actos;
• longa, para que estes actos se consolidem em hábitos;
• orientada para um ideal que só se extinguirá com a vida.
Só assim conseguiremos formar cristãos verdadeiros de consciência recta e sensível, responsáveis diante de Deus, capazes de agir de modo pessoal e espontâneo; de reflectir, de julgar com critérios cristãos; de controlar as paixões; de orientar para Deus toda a sua vida.
Uma preparação assim foi sempre necessária, e mais ainda o é hoje em dia, quando são tantas as influências contra a fé e a vida cristã, e quando a própria acção da família só raramente contribui para oferecer à criança o ambiente de que ela precisa para o seu crescimento sobrenatural.
