Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Temas de Formação

Uma boa preparação para a Primeira Comunhão

 Uma boa preparação para a 1ª Comunhão NÃO é decorar muitas orações, nem muitas respostas do catecismo...

Há uma acentuada preocupação de melhorar a Preparação para a 1ª Comunhão. Mas tem sido muito frágil.

O resultado é que centenas de crianças fazem a 1ª Comunhão e encerram aí a vida cristã, onde devia começar.

Isto acontece porque não lhes damos:

• uma verdadeira noção da vida cristã;

• o senso de Deus, para cuja glória vivemos;

• a responsabilidade dos deveres cristãos;

• um conhecimento vivo dos caminhos a trilhar;

• a iniciação nos grandes hábitos cristãos;

• o desejo da Eucaristia.

Não as preparamos de modo que se possa ter alguma garantia de perseverança, sem a qual, diz Cristo, não é possível a salvação: “Quem perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt. 10, 22).

Por isso, o remédio é uma boa preparação, que urge dar agora, mais do que nunca, sob pena de continuar esse desolador resultado, e, o que é pior, em proporções cada vez maiores.

A boa preparação de uma criança para a Comunhão, não é:

• saber de cor muitas respostas do catecismo

• saber de cor muitas orações

• saber os nomes dos principais mistérios da fé;

Mas exige que a criança:

• saiba realmente as principais verdades da Religião, de modo proporcionado à sua capacidade;

• esteja iniciada conscientemente nos grandes hábitos da vida cristã:

• estado de graça

• orações diárias

• Missa de preceito

• desejo de cumprir os Mandamentos

• fé viva

• obediência à Igreja

• tenha o senso de Deus e de Cristo;

• conheça e deseje a Eucaristia;

• tenha disposição para perseverar na vida cristã, depois da Primeira Comunhão.

A boa preparação deve ser:

• preocupada em formar o cristão, mais do que em dar-lhe noções;

• vital, para infundir hábitos para toda a vida cristã;

• prática, para que a doutrina aprendida se traduza em actos;

• longa, para que estes actos se consolidem em hábitos;

• orientada para um ideal que só se extinguirá com a vida.

Só assim conseguiremos formar cristãos verdadeiros de consciência recta e sensível, responsáveis diante de Deus, capazes de agir de modo pessoal e espontâneo; de reflectir, de julgar com critérios cristãos; de controlar as paixões; de orientar para Deus toda a sua vida.

Uma preparação assim foi sempre necessária, e mais ainda o é hoje em dia, quando são tantas as influências contra a fé e a vida cristã, e quando a própria acção da família só raramente contribui para oferecer à criança o ambiente de que ela precisa para o seu crescimento sobrenatural.

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