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Jesus virá realmente uma segunda vez?

Jesus virá realmente uma segunda vez?

A Igreja espera ansiosamente a segunda vinda de Jesus Cristo

O Senhor declara: “Pois o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta” (Mt 16,27)

Esta é uma promessa de Deus para nós; a grande proclamação do Antigo Testamento: “Sim! Vou criar novo céu e nova terra!” (Is 65,17a)

Ao fazer esta promessa, o Senhor não se está a referir a um símbolo, mas a algo real. Aliás, esta afirmaçãoNovo céu e uma nova terra acompanha a Bíblia inteira. Ela entra pelo Novo Testamento, passa por Jesus, pelos Atos dos Apóstolos, pelas cartas de Pedro, de Paulo e chega ao Apocalipse. Não se trata, portanto, de conclusão teológica, mas da verdade revelada pelas Escrituras em várias passagens. O Senhor fez assim para termos a certeza de uma terra nova e vivermos nessa expectativa.

Nós católicos, costumamos mandar tudo para o céu ao pensarmos: “No fim de contas, todos vão para lá quando morrerem!” Se fosse assim, o Senhor não insistiria em dizer, por toda a Bíblia, que a terra será renovada.

Depois que o pecado entrou no mundo, fomos envolvidos por uma nuvem negra, poluída e cáustica; acabamos por conhecer somente esta subvida em que vivemos. Na verdade, este mundo não era o que Deus queria para nós, esta terra não foi criada assim! A Bíblia mostra isto.

O pecado, a infâmia que o inimigo nos trouxe e para a nossa terra foi o responsável por isto. E o maligno é tão vil que nos anestesia; não percebemos como vivemos. O inimigo de Deus faz isto conosco para que não percebamos a desgraça a que nos levou. Mas o Senhor dá-nos a certeza de que, quando chegarmos ao céu novo e à terra nova, tudo será diferente: “[…] pois farei de Jerusalém uma festa, do meu povo, uma alegria. Eu farei festa por Jerusalém, terei alegria no meu povo!”(Is 65,18b-19a)

A alegria e o entusiamo que sentiremos serão imensos quando o Senhor nos der o que reserva para nós. Então, consideraremos a vida atual uma subvida, uma vida subumana. “As coisas antigas nunca mais serão lembradas, jamais voltarão ao pensamento. Mas haverá alegria e festa permanentes” (Is65, 17b-18a)

Tu podes imaginar o que será para cada um de nós essa terra nova depois de passarmos pelo vale de lágrimas que é a nossa vida? Somos os degredados filhos de Eva, os exilados nesta terra… Não podemos imaginar o que será essa terra nova.

A Bíblia diz ainda: “Ali não mais se ouvirá o soluçar do choro nem o suspirar dos gemidos. Não haverá ali crianças que só vivam alguns dias, nem adultos que não completem os seus dias, pois será ainda jovem quem morrer com cem anos. Não alcançar os cem anos será maldição. Quem fizer casas, nelas vai morar, quem plantar vinhedos, dos seus frutos vai comer. Ninguém construirá para outro morar, ninguém plantará para outro comer. A vida do meu povo será longa como a das árvores, os meus escolhidos vão gozar do fruto do seu trabalho. Ninguém trabalhará sem proveito, ninguém vai gerar filhos para morrerem antes do tempo, porque esta é a geração dos abençoados do Senhor, ela e os seus descendentes. E, então antes que me chamem, já estou a responder, ao começarem a falar, já estou a atender. O lobo e o cordeiro pastarão juntos, o leão comerá capim junto com o boi, quanto à serpente, a terra será o seu alimento. Ninguém fará o mal, ninguém pensará em prejudicar na minha santa montanha”- diz o Senhor (Is 65,19b-25).

Para negar esta verdade da Bíblia, seria necessário arrancar-lhe muitas páginas, inclusive as do Apocalipse, em que João nos diz: “Vi, então, um novo céu e uma nova terra” (Ap 21,1a) . João “viu”! É Palavra de Deus. O Senhor dá a João a visão dessa terra nova, como também desse céu: “Vi então um novo céu e uma terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, vestida como noiva enfeitada para o seu esposo. Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: ‘Esta é a morada de Deus-com-homens. Ele enxugará toda a lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passaram’. Aquele que está sentado no trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas’. Depois, ele disse-me: ‘Escreve, pois estas palavras são dignas de fé e verdadeiras’. E disse-me ainda: ‘Está feito. Eu sou o Alfa e Ómega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante. Estas coisas serão a herança do vencedor, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho” (Ap 21,1-7)

É preciso lutar para chegar íntegro ao céu, pois este é o lugar para os decididos, para os violentos. O inferno é para os moles, os fracos e indecisos. Se cairmos durante a caminhada, a solução ideal será o arrependimento. Arrepender-se, imediatamente, pois temos um Defensor, um Advogado de defesa diante do Pai: Jesus Cristo, o justo. Ele é vítima de expiação pelos nossos pecados e os do mundo inteiro.

Ninguém ficará, aqui na terra, eternamente. Seremos transplantados para o lugar d’Aquele a quem servimos. Serviremos a Deus, nosso Pai, ou serviremos o príncipe deste mundo, que é um traidor, um usurpador, que quer roubar os filhos de Deus? Não é possível servir, aqui, o príncipe deste mundo e esperar que sejamos transplantados para a casa de Deus. Queiramos ou não, iremos para os braços daquele a quem servimos nesta vida. Ainda bem que tu não tens um lugar reservado no inferno. Tu só irás para lá se quiseres e teimares. Portanto, tem os olhos sempre voltados para o Alto, para onde está o teu tesouro, o lugar eterno que Deus tem para ti.

A nossa meta deve ser romper com o pecado e seguir a Deus. Investir a vida naquilo que é definitivo: a nossa morada no céu. É por isso que nós estamos em ordem de batalha. Não estamos sozinhos; conosco está aquela que é “a Mulher vestida de sol”, a capitã dos exércitos do Senhor, aquela que avança à nossa frente, ganhando terreno no campo do inimigo. Aquela a quem rezamos dizendo: “Quem é esta que avança como aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha? Esta é Maria, a mãe de Jesus, a nossa Mãe!”

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