Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Temas de Formação

Aprovada a veneração aos Santos Ícones

O VII        O VII Concílio Ecuménico

               aprovou a veneração aos Santos Ícones

Em 730, a querela iconoclasta provocou graves perseguições, desta feita, contra os ícones. A crise durou mais de um século, pois os iconoclastas não admitiam que se representassem realidades sobrenaturais.Em 754, tinha sido convocado um concílio para proibir o uso de imagens no culto. A Igreja Ocidental não aceitou a decisão deste concílio. Houve grande confusão teológica. No Oriente, os monges, muitos clérigos e pessoas simples queriam de volta as imagens. Apoiavam-se nos argumentos de João Damasceno ou São João de Damasco (675-749), famoso teólogo.

O II Concílio de Nicéia, aceito como o VII Concílio Ecuménico, último Concílio universal, aconteceu em Nicéia, visando a regularização do uso de imagens nas igrejas e no culto. Estendendo-se de 24 de Setembro a 13 de Outubro de 787, reuniu 350 Bispos, aos quais logo se agregaram dezassete outros Hierarcas, que, num consenso, abjuraram a heresia iconoclasta. Com os representantes do Papa e dos Patriarcas de Antioquia e de Jerusalém, os monges, tão cruelmente perseguidos, pelos imperadores iconoclastas, Leão III, o Isáurico, (717-741) e Constantino V, Copronymus, filho de Leão (741-775), estavam fortemente representados. Este último Concílio promulgou o restabelecimento do uso de imagens nas igrejas e nos cultos, e diferenciou o termo "latria", a adoração que se deve a Deus, do termo "dulia", a veneração inferior que se presta às imagens.

No Concílio, reconhecido por todas as Igrejas Apostólicas, os Santos Padres proclamaram a eterna memória dos defensores da ortodoxia, colocando em perigo a própria vida. O Patriarca São Germain de Constantinopla (715-730), Santo André de Creta, São João Damasceno, Georges de Chipre e todos os que haviam escolhido o exílio e a tortura para defender os Santos Ícones, fizeram-no em nome do mistério da Encarnação: "Negar que Jesus Cristo seja representado e lembrado em pinturas significa negar que Ele tivesse tido um aspecto corporal, e que o Filho de Deus fosse realmente Filho de Maria. É negar que Deus tenha verdadeiramente visitado a nossa história e que se tenha verdadeiramente unido à nossa humanidade para nos comunicar a sua vida divina.

" No Concílio de Nicéia, reunido para decidir o debate contra os iconoclastas, ficou declarado que há sentido e liceidade na representação pictórica e na veneração dos ícones, em homenagem à Encarnação do Verbo de Deus, distinguindo-se a adoração devida a Deus e a veneração prestada às imagens. "Nós definimos com literalidade e com muito zelo que, assim como as representações da Santa Cruz, preciosa e vivificante, as veneráveis e Santas Imagens, telas, mosaicos, ou qualquer outra forma de apresentação, devem ser colocados nas santas Igrejas de Deus, quer seja em utensílios ou paramentos, vestes, paredes, quadros, assim como pelos caminhos.

Não somente as imagens de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, mas, igualmente, as da nossa Soberana Imaculada, Mãe de Deus, de todos os Santos Anjos e Santos."

Finalmente a crise terminou e, em 843, a ortodoxia triunfou: " Podemos adorar a Jesus Cristo, venerando as suas imagens, assim como as imagens de Maria e as dos santos e os anátemas condenam com firmeza aqueles que se recusam a fazê-lo." 

 "Quanto mais vermos estas representações em imagens, mais aqueles que as contemplarem serão levados a lembrarem-se de tais modelos, a dirigirem-se a eles e a testemunhar, venerando-os respeitosamente, sem que isto seja adoração ou idolatria, pois, segundo a nossa fé, a verdadeira adoração é devida somente a Deus. Como fazemos com o sinal da Cruz, Cruz que nos é preciosa e vivificante, como agimos em relação aos Santos Evangelhos e a outros objectos sagrados, podemos oferecer incenso e velas em sua honra, segundo o piedoso costume dos antigos povos.

Pois, prestar honra a uma imagem, faz-nos meditar nas atitudes santas daquela pessoa, e incita-nos a seguir o seu exemplo de vida e de fé.  

Quem venera um ícone, venera nele a pessoa (hipóstase) que representa. Guardamos, então, os ensinamentos dos santos Padres e a tradição da Igreja que recebeu a mensagem do Evangelho, estendendo-se de uma extremidade à outra da terra." Os Santos Padres estabeleceram, não apenas a defesa em favor do culto às Santas Imagens, mas, igual e profundamente, a lembrança da Encarnação do Filho de Deus: "Eu represento o Deus invisível, disse São João Damasceno, não tanto como invisível, mas na medida em que Ele se tornou visível para nós, pela participação da nossa carne e do nosso sangue." Tendo assumido a natureza humana, o Verbo de Deus divinizou-a sem que ela perdesse as suas características próprias. Isto explica o motivo pelo qual, apesar de glorificado, não mais acessível aos nossos sentidos, esta natureza pode ser representada pela figura.

E a imagem de Cristo, cuja fidelidade é garantida pela tradição da Igreja, torna-se presença verdadeira da Pessoa divina e humana do seu modelo, canal de graça e de santificação para aqueles que a veneram com fé.

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