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A triste ditadura do corpo e da beleza

A triste ditadura do corpo e da beleza

 

Mais uma menina morre por causa desta doentia “cultura do corpo” que se instalou na sociedade, que cria nas jovens uma verdadeira “ditadura da magreza” em busca de uma “beleza” esquisitas, depois de sofrer um AVC e uma paragem cardíaca causados em decorrência de bulimia - distúrbio em que a pessoa força o vómito depois de se alimentar. Um pecado! O desejo de fama sobe à cabeça destas meninas que vendo na televisão o sucesso de muitas outras, querem percorrer o mesmo caminho, mesmo passando por cima da saúde e do equilíbrio psicológico. Os pais precisam de estar atentos a isto e não serem também incentivadores de um sucesso perigoso das filhas. Por causa da “ditadura do corpo” muitos jovens até se revoltam contra a vida ou contra Deus, porque não têm aquele corpo de “top model”, ou aquele cabelo como a da artista da novela; ou porque é um rapaz que não tem a musculatura especial… A mídia colocou na cabeça da juventude que o “mais importante” é ser bonita de corpo, esbelta, magra, segundo os “padrões de beleza” dos que ditam a moda para os outros. A propaganda colocou na mente delas uma grande mentira: se não tiveres a calça “da moda” ou a camisa “de marca”, então não podes ser feliz. O comercial de TV e as novelas ensinaram uma coisa perversa: se não fores “sexy”, não podes ser feliz e não terás um namorado, serás rejeitada. Tudo isto é uma grande e malvada mentira. Por causa desta “cultura do corpo”, que hoje ocupou o lugar da “cultura do espírito”, muitos jovens estão angustiados e até mesmo “escravizados”, porque não conseguem atingir este padrão de “beleza”. Ora, fica a saber que se construíres a tua felicidade em cima destes valores, ela será efémera, vai acabar muito cedo e deixar-te no vazio.

A verdadeira beleza está na alma, no interior, é invisível aos olhos; ela só pode estar naquilo que não acaba; que o tempo não envelhece. Deus seria injusto se a tua felicidade dependesse da cor da tua pele, ou do perfil do teu corpo, ou da ondulação do teu cabelo. Pois tudo isto é genético, e tu não podes mudar isto; já nasceste assim. Ele quer que tu descubras a felicidade, que não acaba, no teu interior, na tua alma, para que a tua felicidade seja autêntica e duradoura. O tesouro que recebeste de Deus é invisível aos olhos do corpo; e tu só serás feliz, de facto, se o encontrares. Eu sei que é dificílimo hoje para ti, jovem, fugir desta onda de super valorização do corpo,  mas não te entregues a ela, senão serás um escravo, uma escrava, desse deus cruel, que está disposto a beber a tua vida. O mundo empurra-te nesta onda fortíssima, mas sabe que Deus não te valoriza pelo teu cabelo, nem pelo teu corpo, nem pela cor dos teus olhos ou da tua pele, nem pela tua roupa. Deus ama-te por aquilo que tu és; e do jeito que tu és. Diante de Deus tu não és avaliado pelo que se vê. Por isso, atira para longe, já, este complexo inferior, olha menos para o espelho, e olha mais para a tua alma. Cultiva o teu saber, a tua fé, a tua espiritualidade, os teus amigos e amigas, a tua família, o teu trabalho, a tua profissão e o teu Deus, muito mais do que o teu corpo. Michel Quoist, um grande padre francês, dizia aos jovens que para ser belo é melhor parar “cinco minutos diante do espelho, dez diante de si mesmo, e quinze diante de Deus. ”Não invertas esta ordem, para que não fiques de cabeça para baixo. Por causa da cultura do corpo, hoje temos edifícios altos, mas homens pequenos; estradas longas e largas, mas as almas são pequenas… As casas hoje são grandes, mas as famílias são pequenas… Fomos à Lua, mas ainda não atravessámos a rua para conhecer o vizinho… Temos mais prazer, mas menos alegria…Se a beleza física fosse sinónimo de garantia de felicidade, não encontraríamos tantas artistas frustradas, buscando fugir das suas angústias na droga, muitas vezes. Quantas meninas lindas já morreram numa overdose de cocaína! Quantos artistas famosos já puseram fim à própria vida, na flor dos seus anos! O grande filósofo francês Paul Claudel dizia que “o jovem não foi feito para o prazer, mas para o desafio”. Aí está jovem, diante de ti, um belo desafio: não construir a tua felicidade numa vida de consumismo e de busca de prazer e de beleza física, que “encha os olhos” das pessoas quando o vê passar. Constrói a tua vida naquilo que os olhos não vêem, mas que é essencial: honra, saber, moral, caridade, bondade, mansidão, força de vontade, humildade, desapego, pureza, paciência, disponibilidade. Estes são valores que te põem verdadeiramente de pé! E tu, deves ser um jovem de pé! Tu és o rei do universo! Não te faças pequeno. De nada vale teres um corpo de atleta ou de manequim se a tua alma está em frangalhos e o teu espírito geme sob o peso da matéria e da carne. Tudo talvez esteja contra ti neste desafio, mas Deus está contigo. E isto basta.

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