Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Página Mariana

Gemendo e chorando neste vale de lágrimas

A Mãe do Salvador é também Mãe de todos nós

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve!

A vós bradamos os degredados filhos de Eva.

A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.

Quando eu era criança, cada vez que rezava uma Salve-Rainha, imaginava quando a minha vida deixaria de ser tão doce e agradável para se tornar o vale de lágrimas que me faria suspirar, pedindo o socorro a Nossa Senhora, entre choros e gemidos. A vida adulta encarregou-se de me dar a minha porção de lágrimas neste imenso vale que é o mundo, mas conforme vamos caminhando rumo a uma intimidade maior com Deus, passamos a compreender o real motivo que temos para chorar: somos os “degredados filhos de Eva”, que desterrados, expulsos da presença de Deus, nos voltamos para a Nova Eva, nossa advogada, a quem imploramos: “Mostrai-nos Jesus!”

Quando Adão e Eva habitavam o Jardim do Éden, não havia lágrimas, porque eles contemplavam Deus face a face. Mas, a virgem Eva, com a sua desobediência, ao dar ouvidos às palavras mentirosas da serpente, é desterrada do Jardim com o seu companheiro. Quando chegou o tempo, outra Virgem, a segunda Eva, ouviu as palavras do anjo e foi obediente aos planos de Deus. Santo Irineu então diz-nos que “o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria. O nó que a virgem Eva amarrou pela sua incredulidade, a Virgem Maria desamarrou pela sua fé”.

Vivemos exilados da nossa pátria, que é o céu. Não pertencemos a este mundo, porque fomos criados para a eternidade, para contemplarmos a Glória de Deus, e tudo aqui é efémero, passageiro. Com facilidade caímos em armadilhas. O que parece bom revela-se mau, o que na ponta da língua era doce mostra-se amargo ao engolirmos, o que é suave ao toque rasga a nossa carne quando nos abraça. Assim será enquanto vivermos neste vale de lágrimas: uma batalha sem fim para não sucumbirmos ao mal, à tristeza, à penúria, à escuridão que é viver sem Deus.

Talvez neste momento alguém que leia este texto esteja convencido de que há dor demais, mentiras e traições demais neste mundo e que a vida não vale mais a pena ser vivida. Digo a essa pessoa: há esperança, meu irmão, minha irmã! Não pares na primeira Eva, que desobedeceu e colheu os frutos amargos da desobediência! Maria disse sim a Deus! Se Eva seduziu Adão ao pecado, Maria, a Nova Eva, coopera com a nossa redenção. A Mãe do Salvador é também Mãe de todos nós. Mais do que isso, é Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa.

Se é o peso dos teus pecados que te oprime, que te leva a crer que não há saída nem perdão, que não adianta mais tentar, porque não tens maneira, clama à Mãe de misericórdia, Maria, Mãe da divina graça, Mãe amável e admirável! Ela te cobrirá com o seu manto e te levará até ao seu Imaculado Coração e, de lá, até ao Sagrado Coração do seu Filho Jesus.

Se é o aguilhão da morte ou da doença que te fere – a perda de um ente querido, uma doença grave, a limitação proveniente de uma enfermidade, Maria é vida, pois o seu sim trouxe-nos Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Como disse São Luís Maria Grignion de Montfort, “Foi ela (Maria) quem deu o ser e a vida ao Autor de toda a graça, e, por causa disso, é aclamada com o título de Mãe da graça”. Recorre à Mãe da graça e nunca serás frustrado.

Se o cálice que a vida te tem oferecido é amargo demais, como o vinagre que aqueles malvados ofereceram a Jesus no Calvário, recorre à doçura de Maria. A tua vida não tem que ser azeda porque te acontecem contrariedades. Nossa Senhora viveu as sete dores, uma espada trespassou o Seu coração, mas isso não lhe tirou a suavidade, a bondade, a leveza da Mãe que a todos acolhe com uma palavra doce e terna. Pede à Mãe do céu que seja doçura na tua vida!

Não tens forças, nem ânimo, nem vontade de dar mais um passo? Para onde quer que tenhas apontado as tuas armas, os inimigos têm se mostrado ainda mais agressivos, violentos e opressores? Não vês mais nenhuma luz, nenhuma saída, não há mais esperança no teu coração? Deixa a Mãe da esperança embalar-te no colo, consolar-te, acalmar-te. Maria esperou contra toda a esperança quando disse “Sim” à proposta do anjo Gabriel, quando ouviu as profecias dolorosas de Simeão e de Ana, quando fugiu para o Egipto e quando viu o seu filho ser crucificado. Cheia da Graça, a Virgem Maria nunca perdeu o ânimo e certamente animou os apóstolos nos dias que precederam a Ressurreição, quando esperavam o Pentecostes e ainda mais nos momentos de maior perseguição por parte dos judeus. Recorre ao auxílio da Virgem Maria se te tem faltado esperança para continuar a tua caminhada neste vale de lágrimas.

Então, rezemos, suplicando o auxílio da Santa Mãe de Deus:

 

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve!

A Vós bradamos os degredados filhos de Eva.

A Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,

e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre,

ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria.

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,

para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Amém.

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