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Página Eucarística

Um dos MIlagres Eucarísticos mais incríveis

Um dos Milagres Eucarísticos mais incríveis… O Milagre de Bilhetes

 

Em 1290, sob o reinado do ímpio Filipe, o Belo, uma pobre mulher penhorou o seu vestido junto a um judeu, por uma soma de 50 francos.

Alguns dias antes da Páscoa, ela pediu-lhe para lhe dar o vestido para esta festa, para poder cumprir com mais decência o dever pascal.

 “Voluntariamente, disse-lhe o judeu, te darei para sempre e sem interesse, se tu me trouxeres o pão que recebes na Igreja e que vós cristãos pretendeis que seja o vosso Deus; quero ver se Ele o é realmente”.

A miserável mulher consentiu, e ao ir comungar na sua paróquia guardou furtivamente a Santa Hóstia, levou-a ao judeu e foi-se. Colocou-a num lugar seguro e pôs-se a feri-la com golpes de faca…

Espantado e furioso ao ver sair dela, sangue, tomou-a e cravou-lhe um prego com um martelo. Mas o sangue começou a sair à volta do prego. O judeu então, num acesso de raiva, retirou-o, tomou a Santa Hóstia e lançou-a ao fogo…

Acreditava assim livrar-se dela; mas qual não foi o seu terror ao ver a Hóstia misteriosa sair do meio das chamas e voar de lá para cá em sua casa!

A sua mulher e os filhos estavam estupefactos: ele, cada vez mais furioso, pegou novamente na Hóstia, prendeu-a numa vara e começou a bater-lhe com um flagelo. E tenta então cortá-la em pedaços com uma faca de cozinha: esforço em vão; a Hóstia permaneceu inteira, sem a menor lesão.

Atormentado, tomado por uma raiva diabólica, leva-a às latrinas da sua casa, e, digno filho de seus pais, fixa-a no muro com três pregos; depois perfura-a com uma grande lança; rios de sangue brotam da Hóstia…

Não sabendo mais o que fazer, o malfeitor desprende-a mais uma vez e, tomado de cólera, lança-a num caldeirão de água a ferver que a sua mulher tinha posto ao fogo.

Ó prodígio! Esta água torna-se toda sanguinolenta, e a Santa Hóstia eleva-se, mostrando a ele, à sua esposa, e aos filhos, a figura do Salvador crucificado, como no momento em que morreu sobre a cruz…

A mulher, tocada e ao mesmo tempo assustada, reprovou o marido pelo que tinha feito, e ele, perdendo a cabeça, escondeu-se na sua adega.

Neste momento, tocava o sino para a Missa solene na Igreja vizinha, e a multidão dos fiéis enchia a rua. Um dos filhos do judeu, impressionado com o que viu, diz a um dos seus colegas que ia à Missa: “Perdes o tempo indo rezar ao teu Deus na Igreja: Ele já lá não está; o meu pai, após tê-lo atormentado, fê-lo morrer”.

Estas palavras ouvidas por uma vizinha, excitaram a sua curiosidade, e, suspeitando de algo, entra na casa do judeu, sob o pretexto de pedir-lhe fogo.

E viu imediatamente o crucifixo de sangue sobre o caldeirão, ajoelhou-se e adorou o seu Senhor…

Mas, desaparecida a forma do crucifixo, a mulher não percebeu mais senão a Hóstia Sagrada, que veio pousar sobre um vaso que ela tinha nas suas mãos. Ela correu imediatamente para levar o seu tesouro à Igreja; onde a Hóstia milagrosa foi depositada, pelo pároco, num ostensório de ouro.

A notícia do milagre espalhou-se por toda a cidade de Paris e o povo invadiu a casa do judeu e levou-o prisioneiro com a sua mulher e filhos.

Eles foram levados ao tribunal episcopal; ele confessou o crime com todas as suas circunstâncias, e este detestável sacrílego foi condenado pela justiça do rei a ser queimado vivo na Praça.

A sua esposa e os filhos, como muitos outros incrédulos, tocados por este grande milagre, converteram-se e receberam o Batismo.

A casa foi demolida, ergueu-se ali uma capela e um convento de carmelitas. Os muros, que ainda existem, foram enfeitados com esculturas representando a Eucaristia; mas os protestantes, em cujas mãos infelizmente caiu este belo monumento da presença real, fizeram-nas desaparecer o mais que puderam.

Ainda se pode ver o lugar da casa onde Nosso Senhor apareceu na forma da sua crucificação. Até à Revolução Francesa, celebrava-se, cada ano, a memória deste milagre de Bilettes, por um ofício público; e a Hóstia milagrosa, conservada num relicário de cristal, era exposta à veneração dos fiéis.

Foi um grande milagre, ou, antes uma série de milagres, tão autênticos, constatados tanto quanto possível, pelo culpado, e pelas testemunhas oculares; e mesmo assim o judeu sacrílego não se converteu.

Fonte: retirado do livro “A Presença Real e os Milagres Eucarísticos” de Mons. de Ségur.

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