Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Página Eucarística

POR QUE É QUE JESUS HABITA CONNOSCO NO SANTÍSSIMO SACRAMENTO - Mons. de Ségur

Nosso Senhor habita connosco na Eucaristia, primeiro, para continuar sobre a Terra, até ao fim do mundo, a obra da Sua Encarnação.

O Filho Eterno de Deus fez-se homem para unir Deus ao homem, o homem a Deus. Ele fez-se homem para dar Deus aos homens, para colocar Deus ao alcance dos homens. Assim Ele foi chamado pelo Profeta: Emanuel, isto é, Deus connosco.

O que Deus fez outrora pelo ministério da Santíssima Virgem Maria, Ele faz todos os dias pelo ministério não menos admirável da Sua Igreja.

A Santíssima Virgem deu-nos a Deus no menino Jesus; a Santa Igreja continua a no-lo dar ao consagrá-lo sobre os altares e dando-nos o mesmo Jesus no Sacramento da Eucaristia. É o mesmo milagre de bondade, de misericórdia e de amor.

Em segundo lugar, Nosso Senhor habita connosco sob esta forma visível e sensível do Seu Sacramento para ser Ele mesmo o centro da nossa vida.

Nós somos compostos de corpo e alma, e precisamos, por assim dizer, de um Deus ao mesmo tempo visível e invisível.

O Filho de Deus fez-se homem, no tempo, para satisfazer esta necessidade do coração humano: em Jesus, Deus-homem, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, encontramos o Deus que nos criou, um Deus eterno, infinito, omnipotente, todo adorável, e ao mesmo tempo um Deus que podemos ver com os nossos olhos, ouvir com os nossos ouvidos, tocar com as nossas mãos; um Deus que fala a nossa linguagem, cujo coração é um coração de carne como o nosso, cuja mão se eleva para nos abençoar, cuja boca se abre para nos ensinar, cujos lábios sagrados nos dão o doce beijo do amor.

Ora, a Eucaristia continua este belo mistério na medida do possível: o Santíssimo Sacramento é o centro visível da religião e do culto do bom Deus; é Ele que perpetua sobre a Terra o papel da humanidade visível do Salvador; é Ele que nos permite ver, aproximar, tocar e receber em nós mesmos o Deus que amamos e que vemos face-a-face no Céu.

A Santa eucaristia é como a alma das nossas Igrejas, como o coração da nossa piedade. O que torna os templos protestantes tão frios, tão vazios, é que Jesus Cristo não está lá.

Ao contrário, o que torna a religião católica tão viva é a presença do Seu Senhor e do seu grande rei sobre os altares.

Nas nossas Igrejas, tudo se refere à Eucaristia; e, se a Missa é o acto principal de toda a religião, é porque a Missa produz e nos dá o Santíssimo Sacramento.

Em terceiro lugar, Nosso Senhor permanece dia e noite presente sobre os altares, para receber as adorações do mundo.

O Santíssimo Sacramento é Jesus Cristo, e Jesus Cristo é o verdadeiro Deus vivo. O altar é, sobre a Terra, o trono onde reside a majestade do Deus verdadeiro, o local onde Deus feito homem espera as suas criaturas para receber as suas homenagens e as suas adorações.

É lá que quer ser buscado, achado, adorado. É lá que o Céu se abre à Terra; é lá que Deus chama todos os seus servos.

É ainda pela presença real da Eucaristia que Nosso Senhor Jesus Cristo revive incessantemente em nós a memória de tudo o que fez para nos salvar.

Instituindo o Santíssimo Sacramento, Ele disse aos apóstolos, que foram os primeiros sacerdotes: “E vós, todas as vezes que fizerdes o que vim fazer, fazei isto em memória de mim”.

Em memória de mim, isto é, em lembrança do amor infinito que desceu sobre a terra para vos trazer a salvação e a vida eterna; em memória de todos os meus mistérios, de todos os meus milagres, de todas as minhas palavras, de todos os meus sofrimentos; em memória do meu Nascimento em Belém, no abandono e pobreza; em memória de toda a Minha infância perseguida, da minha vida oculta e obscura em Nazaré; em memória de toda a minha vida pública e dolorosa Paixão que coroou o meu sacrifício de 33 anos; em memória das minhas lágrimas e da minha agonia, da minha condenação, dos meus ultrajes, da minha sangrenta flagelação, da minha coroação de espinhos; em memória da minha crucificação e morte, da minha sepultura, dos meus aniquilamentos; em memória da minha ressurreição triunfante e da minha ascensão aos Céus; enfim, em memória da segunda vinda, na qual voltarei cheio de glória e de majestade, para cumprir o meu mistério, para vingar e glorificar a minha Igreja, para julgar os justos e os pecadores, os vivos e os mortos.

Jesus, presente Ele mesmo no meio de nós na sua eucaristia chama-nos todos os dias.

No Natal, é Ele, o Menino Jesus, que está lá, diante de nós, que adoramos, que recebemos em comunhão; na Sexta-Feira Santa, é ainda Jesus, Jesus crucificado. Na Páscoa é Jesus ressuscitado; e assim por diante em todas as festas que compõem a liturgia da Igreja.

O Deus do Evangelho, o doce Jesus de Madalena e de Zaqueu, o Divino pregador do Sermão da Montanha e do Sermão da Ceia, está lá em pessoa presente e vivo, perto de nós. Ó, como é bom meditar a seus pés o divino Evangelho, onde Ele gravou para nós todos os seus actos e palavras!

Assim, Nosso Senhor está no Santíssimo Sacramento para nos impedir de O esquecer, e como um memorial perpétuo da Sua Encarnação, da Sua Redenção, e da Sua graça.

Uma outra razão que mantém assim o nosso misericordiosíssimo Salvador no meio de nós é a necessidade que temos, que Ele conhece tão bem, de um consolador, de um amigo íntimo, de um refúgio, de um médico, de um confidente no meio de todas as nossas penas e dores.

Jesus, no Santíssimo Sacramento, está todo lá para nós; a Seus pés, vamos repousar todas as nossas fadigas.

Quando o nosso coração estiver demasiado cheio, cheio de lágrimas, vamos chorar junto dEle; quando os homens nos abandonam, quando a maldade nos persegue e nos desencoraja, nós O temos lá, perto de nós, amigo fiel que nunca falha.

Devia estar escrito com letras de ouro, em todos os sacrários, o convite tão terno gravado nos Evangelhos: “Vinde a mim vós todos que estais aflitos, e Eu vos aliviarei”.

O Santíssimo Sacramento é o abrigo de todos os corações; a fonte na qual as almas, como belas pombinhas vêm matar a cede e se refrescar; a casa da oração e do fervor; é uma expressão, o centro de tudo e da verdadeira vida do cristão na terra.

É o abrigo de Céu e da Terra: em Jesus, e só em Jesus, nós nos unimos àqueles que amamos na Terra e àqueles que se foram.

Unimo-nos sempre mais intimamente à Santíssima Virgem, aos Anjos, e aos Santos no Céu, e às almas santas no Purgatório, aproximando-nos de Jesus no Santíssimo Sacramento, e especialmente, recebendo-o na Comunhão.

Sim, na comunhão, pois o nosso divino mestre habita todos os dias no meio de nós no pão eucarístico, para ser Ele mesmo e em pessoa o alimento das nossas almas. Por sua graça, Jesus Cristo é a vida da nossa alma: pela Eucaristia, Ele faz-se o nosso Pão da Vida.

O nosso corpo não pode viver sem alimentação, também a vida da nossa alma tem necessidade de se alimentar para não desfalecer.

O Santíssimo Sacramento é o alimento necessário aos cristãos: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o Seu Sangue, não tereis a vida em vós mesmos”. São as próprias palavras de Nosso Senhor.

Sim! Que grande maravilha do amor do bom Deus! Não contente somente em vir a nós, em nos abençoar, promete-nos o Paraíso; Ele quer ser realmente o alimento das nossas pobres almas!

Sim, alimento, e alimento quotidiano: se quiséssemos poderíamos todos os dias nutrir-nos de Deus; unir a nossa carne enferma e miserável à verdadeira carne do bom Deus; o nosso sangue ao verdadeiro Sangue de Jesus; a nossa pobre alma à alma Santíssima do Salvador; a nossa humanidade à Sua humanidade e divindade…!

Nós podemos diariamente incorporar-nos desde aqui em baixo na Terra ao divino Filho de Maria, e fazer de nós uma única coisa com Ele.

A comunhão: eis o fim principal da presença de Jesus no meio de nós na Eucaristia. Ele está no altar nas mãos dos seus sacerdotes; Ele repousa dia e noite no seu sacrário, com o único objetivo de entrar em nós, de vir repousar em nós e encher-nos de si mesmo.

Estas são as principais razões pelas quais Nosso Senhor, realmente presente na Eucaristia, permanece no meio da Sua Igreja, como um Rei no meio dos seus súbditos.

E tanto amor é pago com tanta ingratidão! Dir-se-ia em verdade, que não temos fé.

Deveríamos ir todos os dias adorar a Jesus no Seu grande Sacramento e render-lhe todos os nossos deveres de amor, de reconhecimento, de piedade, de oração; deveríamos passar com fidelidade a seus pés todo o tempo que perdemos em conversas e frivolidades; deveríamos recorrer a Ele por qualquer coisa, por nossas necessidades e por aquelas do mundo inteiro.

Se tivéssemos uma fé viva, encontrávamos meio de comungar frequentemente, de dar ao Salvador devoção por devoção, amor por amor.

Se tivéssemos uma fé viva, respeitaríamos profundamente as nossas Igrejas; faríamos todo o tipo de sacrifícios para orná-las e torná-las dignas de Jesus Cristo; nada seria poupado…

 

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