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Página da Catequese

Ser catequista: Muito mais do que uma tarefa, é um chamamento de Deus

A origem da vocação do catequista e a missão do Batismo

Todos nós temos que evangelizar, falar do Evangelho, dar testemunho do Senhor Jesus com a nossa vida, transmitir a fé católica que um dia recebemos. Portanto, existe uma missão comum a todos nós, cristãos batizados, que se assemelha à vocação do catequista. Mas vamos falar da missão tão singular e essencial na Igreja, fruto de um chamamento específico: o catequista.

O papel do catequista na história da Igreja Católica

Na história da Igreja, sempre houve catequistas. A catequese sempre foi uma parte essencial da preparação para o batismo, sobretudo para os adultos. Os catequistas eram responsáveis pela formação dos catecúmenos. É importante destacar que a formação não se resumia (e não se resume, também nos dias de hoje) a uma questão intelectual, pois o objetivo maior da catequese e, portanto, a missão do catequista, era a transformação da vida dos novos cristãos, a busca pela santidade. Por isso, nos primeiros séculos, a catequese era rigorosa e extensa, porque a conversão ao cristianismo exigia um rompimento profundo com a vida pagã ou qualquer tipo de sincretismo religioso. Os catequistas acompanhavam os novos crentes num caminho de mudança pessoal e de conversão.

O que diz o Magistério e os papas sobre ser catequista

Papa Leão XIV, ao falar aos catequistas por ocasião do ano Jubilar da Esperança, declarou:

“A este respeito, vós, catequistas, sois aqueles discípulos de Jesus que se tornam suas testemunhas: o nome do ministério que exerceis vem do verbo grego katēchein, que significa ‘instruir de viva-voz’, ‘fazer ressoar’. Isto quer dizer que o catequista é uma pessoa de palavra, uma palavra que pronuncia com a própria vida. O papel dos catequistas na Igreja Católica é fundamental na educação e na formação da comunidade cristã, pois são agentes da transmissão da fé”.

O Catecismo da Igreja Católica, ao falar sobre o caminho da oração, destaca este importante papel do catequista:

Na tradição viva da oração, cada Igreja propõe aos seus fiéis, segundo o contexto histórico, social e cultural, a linguagem da sua oração: palavras, melodias, gestos e iconografia. Compete ao Magistério ajuizar sobre a fidelidade destes caminhos de oração à Tradição da fé apostólica. E aos pastores e catequistas incumbe a tarefa de explicar o seu sentido, sempre com referência a Jesus Cristo. (CIC 2663)

A Igreja sempre entendeu o papel do catequista como uma vocação, uma missão, e não como um trabalho.

Ser catequista não é executar apenas uma tarefa ou um trabalho; ser catequista é uma verdadeira vocação que exige compromisso, dedicação e amor a Deus e ao próximo. Ser catequista é muito mais do que ensinar o que se encontra em livros ou materiais mediáticos com conteúdos religiosos, ou preparar para receber um sacramento e fazer a primeira comunhão.

Ser catequista é responder a um chamamento que vem do coração de Deus e ecoa no coração do homem. É colocar-se ao serviço do Reino dos Céus, comprometendo-se com a evangelização, a formação e o acompanhamento da fé. Pois o catequista é o servo que visa transformar os corações e a vida das pessoas. É aquele que entende que a sua missão só será realizada com eficácia se ele for íntimo de Cristo e fiel à Doutrina da Igreja.

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