Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

O Demónio existe

Revelações de Santa Romana sobre os demónios

 

Revelações de Santa Francisca Romana sobre os demónios

Segundo Santa Francisca Romana, há três classes de demónios: demónios do inferno, demónios da terra e demónios dos ares. Resumindo um pouco a exposição de Santa Francisca Romana, ela mostra o seguinte: que Lúcifer era um Serafim que pairava no mais alto dos céus, e como Serafim que era, o pecado dele foi de uma grande responsabilidade porque os Serafins constituem o mais alto coro dos anjos. Como ele foi o maior dos revoltados, ele foi precipitado para o mais fundo dos infernos. E houve anjos que por malícia própria, por uma maldade própria, resolveram acompanhá-lo por uma iniciativa própria. Esses anjos estão no inferno com ele e ele atormenta-os continuamente porque ele é mais poderoso do que os outros e é encarregado pela justiça divina de punir eternamente os espíritos que ele mesmo induziu mas que por um entusiasmo próprio foram juntos para a catástrofe. Depois há os anjos sob a direção dele. Há três anjos principais. Asmodeu é o demónio da imoralidade e o que tenta os homens especialmente para a sensualidade, o pecado da carne. O outro é Mamon, que era um Trono. Ou seja, um anjo da categoria dos que acompanham as harmonias da História e que se enlevam vendo Deus compor a trama histórica pelos seus decretos e o encaminhar a história dos anjos e do mundo. Mamon é o demónio da avareza. Belzebú é o demónio da idolatria, dos sortilégios e dos encantamentos. Quer dizer, dos bruxedos. Lúcifer tem por característica o orgulho. Asmodeu tem por característica o vício da carne; era chefe dos Querubins. E Mamon que tem como característica a avareza, era o chefe dos Tronos; e o terceiro, que é chamado de Belzebú, é o chefe das idolatrias e das obras tenebrosas em geral. Principais anjos rebeldes: Lúcifer (o demónio do orgulho), Asmodeu (demónio da sensualidade), Mamon (demónio da avareza e do dinheiro), Belzebu (demónio da idolatria, dos sortilégios e dos encantamentos).

Vê-se, portanto, que os dois principais anjos rebeldes, Lúcifer e depois Asmodeu, são os anjos do orgulho e da sensualidade. O que corresponde à nossa concepção de que o orgulho e a sensualidade são os vícios que impulsionam e que dão rumo à Revolução gnóstica e igualitária, surgida no final da Idade Média.

Estes anjos estão no inferno e Deus só raramente permite que alguns deles saiam para catástrofe da humanidade. Mas a impressão é de que, na época atual, a “chave do poço do abismo” caiu, o inferno abriu-se e estes anjos péssimos estão espalhados por aí. E que a presença de Lúcifer é mais assídua, mais contínua, mais forte do que em qualquer época da História, depois da crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 

Revelações de Santa Francisca Romana sobre os demónios

Segunda categoria de anjos rebeldes: os demónios, “terceira força”.

Agora há outros anjos. Estes anjos quiseram representar entre Deus e o demónio um papel de terceira força. Quer dizer, eles, propriamente, não se revoltaram contra Deus.

Eles não se solidarizaram com Deus, mas também não se solidarizaram diretamente com Lúcifer. Ficaram numa posição como que neutra, naturalmente com simpatia por Satanás. O resultado é que eles também foram condenados…

Esta condenação deles à justiça divina tornou de algum modo menos terrível porque, em vez deles estarem a sofrer o fogo do inferno, estão na terra e nos ares,  condenados a penas terríveis.

Mas quando chegar o Juízo Final eles vão ser precipitados no inferno, e vão sofrer lá por toda a eternidade.

Mas este curto lapso de tempo – porque em face da eternidade isto é um curto lapso de tempo – que vai desde o pecado deles até ao dia do Juízo Final – é menos do que um minuto em comparação com a eternidade, na qual eles vão ser atormentados no inferno.

Na terra: contínua batalha entre os anjos da guarda e os anjos perdidos

Estes anjos condenados, “terceira força”, dividem-se em duas categorias. Uns são os anjos que estão espalhados pelos ares e que produzem as intempéries, que assustam as pessoas. Outros são os anjos que estão na terra e que são do mesmo coro dos nossos anjos da guarda.

Então há, na terra, uma batalha entre os anjos da guarda e os anjos perdidos. Há uma batalha de anjos na qual naturalmente o predomínio é dos anjos da guarda sobre as almas que se entregam a eles.

Sendo assim, nós temos aqui uma lição muito importante para compreender como o homem é pequeno. Como, dentro desta natureza que materialmente falando é maior do que nós, nós, afinal de contas, somos umas “formigas” dentro da natureza material.

Agindo nesta natureza, existem, então, espíritos angélicos de uma força e de um poder incomparavelmente maior do que nós, homens. Houve uma santa que teve a visão do seu anjo da guarda, que é da menos alta das hierarquias angélicas.

Ela ajoelhou-se pensando que fosse Deus, tal é o esplendor do anjo da guarda. Pode-se fazer a ideia qual é o esplendor, por exemplo, de um arcanjo?

E daí podemos imaginar como somos pequenos em face desta batalha de anjos que continua a realizar-se por toda parte: anjos que descem do céu; anjos que saem do inferno; anjos que impregnam os ares; anjos que se misturam no meio dos homens…

Vigiar e orar, pedindo a proteção dos Anjos da Guarda, é o grande meio de defesa contra os anjos rebeldes

Qual é o grande meio de defesa que nós temos contra isto? Aqui aplicam-se as palavras de Nosso Senhor: “é preciso vigiar e orar para não cairmos em tentação”. É preciso, antes de tudo, nós vigiarmos. O conselho de Nosso Senhor foi este.

A vigilância consiste em crermos nos poderes angélicos, crermos no demónio e na ação normal e contínua do demónio.

Quer dizer, a cada momento há uma batalha entre anjos e demónios. Há pessoas que se dão mais a Nosso Senhor e há pessoas que se dão menos a Nosso Senhor.

Isto faz parte do dinamismo da ordem das coisas posta depois da Criação e nós devemos ter isto sempre em vista de um princípio aceito pela maioria dos bons teólogos, de que, sempre que uma pessoa tem uma tentação por uma causa natural, o demónio junta-se a esta causa natural para agravar a tentação.

Por exemplo, uma pessoa que esteja tentada porque está irritada com outra por lhe causar algum incómodo físico. Esta pequena tentação de irritação terá, logo a colaboração do demónio para agravar a tentação. Quer dizer, o demónio está sempre atuando.

Os anjos da guarda estão sempre a proteger-nos. Nós devemos discernir a ação do demónio, e pedir a ação do anjo da guarda. Devemos rezar, porque, se não rezarmos e não vigiarmos, teremos medo de… pequenas formigas.

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