Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

O Demónio existe

O mal e o exorcismo

O mistério do mal e o exorcismo

Podemos falar ainda sobre o Demónio nos dias de hoje?

Ouço comentários do tipo: «Padre, essa história de novo? Não me diga que acredita nisso…»
«Depois do século 21, com todas as descobertas da ciência não podemos acreditar mais nesses mitos e símbolos…»

Muitos cristãos já não acreditam na existência de Satanás e do inferno, que é a privação completa de Deus e fazemos uma verdadeira conspiração de silêncio com relação a este assunto, mesmo dentro da Igreja Católica.

Um grande poeta do século 19, na França já dizia que a maior mentira do demónio é nos persuadir que ele não existe. Assim, ele pode agir com toda liberdade para fazer o mal, semeando a confusão nos espíritos, atiçando o ressentimento, aumentando as disputas e o ódio, empurrando-nos para cairmos em suas armadilhas, chegando ao desespero e as vezes até ao suicídio.
Ele atrai o homem ao pecado e procura o desviar de Deus, de Jesus Cristo que é o único Salvador. Procura nos desviar da obediência de sua Lei de amor. Satanás quer fazer do homem seu aliado em sua própria revolta.
Isso que eu vos digo não é somente o resultado de meus estudos teológicos teóricos, desde que comecei no ministério do exorcismo, há 3 anos, já atendi mais de 500 pessoas. Com isso, quero dizer que muitas pessoas são hoje vítimas de armadilhas do Demónio.
Não posso lhes dizer que já o vi face a face, pois ele é uma criatura espiritual, mas já o escutei muitas vezes e descobri assim um mundo espiritual bem real, um mundo de trevas, de violência, de ódio, de opressão dos homens.
Meu ministério não tem muito a ver com o que é mostrado no cinema sensacionalista, mas é um trabalho maravilhoso de escuta, de acolhida para consolar e discernir, para conduzir à cura e libertação. E veja bem, tudo isso num clima não de medo, mas na confiança e esperança.
O Cristo é o vencedor, o Cordeiro de Deus, imolado por nossos pecados, ressuscitado para nos dar a vida eterna e para que vivamos na liberdade dos filhos de Deus.
«Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou: “Que tens tu connosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus! Mas Jesus intimou-o, dizendo: “Cala-te, sai deste homem!” O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu.»
Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!» Marcos 1,23-27
Ouvimos dizer às vezes que o demónio não é nada além de uma forma de falar do mistério do mal, são apenas figuras míticas, simbólicas, válidas só para aquele tempo, ou apenas um jeito de falar de doenças que não eram explicadas na época.
Mas os demónios são os anjos decaídos. Os padres do Concílio de Latrão 215, definiram de maneira dogmática a existência dos demónios como criaturas espirituais, que foram criadas boas por Deus - já que Ele não pode criar nada de mau - mas eles se tornaram maus por causa da própria revolta.
Eles rejeitaram por orgulho a bem-aventurança dada por Deus, se se estabeleceram para sempre nesta revolta contra Deus e tudo o que Ele fez. Rejeitando se submeter a vontade de Deus.
«É por inveja do Demónio que a morte entrou no mundo». Sabedoria 2,24
«O poder divino deu-nos tudo o que contribui para a vida e a piedade, fazendo-nos conhecer aquele que nos chamou por sua glória e sua virtude. Por elas, temos entrado na posse das maiores e mais preciosas promessas, a fim de tornar-vos por este meio participantes da natureza divina, subtraindo-vos à corrupção que a concupiscência gerou no mundo.» II Pedro 2,4
Em Mateus 10,8 Jesus faz distinção entre os problemas de origem cura de doenças e possessão do demónio: «Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios»
Fomos prevenidos assim que o demónio parte em guerra em particular contra aqueles que querem viver na obediência a deus e que dão testemunho de Jesus Cristo. (Efésios 6)
Papa Paulo VI, em 1972, afirmou que a Igreja precisa anunciar o Evangelho e também se defender do Demónio. Certamente ela precisa anunciar o Evangelho, mas da mesma forma também precisa se defender daquele que se opõe a este anúncio.

Padre Jean Régis Froppo
Padre exorcista da Diocese de Fréjus-Toulon

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