Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

O Carnaval

O Carnaval

O cristão, que vive na esperança, não pode ser triste

O Carnaval  

Em tempo de Carnaval é bom fazermos uma reflexão sobre a alegria, este dom maravilhoso de Deus que restaura as nossas forças, lembrando-nos da dignidade da nossa criação e da nossa redenção.
A tristeza leva-nos às profundezas da terra, a um lugar inóspito, como lamentava Job, onde não há ordem e habita o eterno horror. (Cf. Job 10,22)
O coração do homem, do cristão, deve transbordar sempre de alegria pelo reatamento da união entre a humanidade e Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança e pela salvação que nos foi dada em Cristo Jesus.
A alegria e a festa devem ser pessoal e colectiva. Pessoal, enquanto sabemos que Deus nos ama e sempre nos acolhe, mesmo quando deixamos de lhe ser fiéis. Mas também colectiva, enquanto povo santo pela redenção realizada por Cristo.
Já os profetas proclamavam para abrir o nosso coração ao júbilo. E mesmo para o povo que jazia na escravidão e fora deportado para longe da sua terra, apontavam a alegria do retorno, porque o Senhor vira a sua aflição e o alimentava na esperança. Isaías clamava: "Rejubila, Jerusalém, e vós todos que a amais. Uni-vos para partilhar do seu júbilo" (Cf. Is. 66,10).
O cristão, que vive na esperança, não pode ser triste. São Francisco de Sales dizia: "Um santo triste é um triste santo" condenando àqueles que não se alegravam com a graça.
São Paulo, igualmente, convidava os evangelizados à alegria: "Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo alegrai-vos" (Cf. Fl. 4,4).
Os dias de Carnaval deveriam conduzir-nos à alegria do corpo e do espírito, pois se fomos criados do limo da terra, temos também em nós insuflado o Espírito de Deus e recebemos este mesmo Espírito pelo qual podemos chamar a Deus de Pai.
Quando o povo hebreu foi reconduzido do cativeiro da Babilónia, o sacerdote Esdras, depois de lhe ter exposto a lei, convida-o à festa: "Hoje é dia consagrado a Javé vosso Deus (...). Não vos entristeçais nem choreis... Ide e comei carnes gordas, tomai bebidas doces e mandai porções a quem não a preparou, porque hoje é um dia consagrado a nosso Senhor" (Cf. Neem.8,10).
Este é o espírito que nos deveria animar nos dias de Carnaval: a alegria que se traduz nas festas e danças a que todos são convidados, ricos e pobres, porque a nossa salvação está próxima, como confirma São Paulo na complementação do texto acima.
Estes dias não nos deveriam afastar de Deus, com excessos, que deturpam a nossa própria natureza e nos levam a extremos aos quais o mesmo Apóstolo Paulo se refere na sua Carta aos Romanos e que atraem a ira de Deus (Cf. Rm. 1,1 e ss).
Infelizmente, o Carnaval tornou-se uma festa pagã, na qual o que vale é o luxo e a luxúria, no incitamento ao pecado e no completo esquecimento da miséria que se abate sobre grande parte do povo, até mesmo daqueles que, à falta de opções, só lhes oferecem o "circo".
Os dias de Carnaval deveriam e poderiam ser dias de alegria, de dança e festa, mas também de partilha com os que nada têm, e com aqueles que têm o coração vazio. Repartir o pão sabendo conter os gastos excessivos e repartir a esperança para todos aqueles que, perdida a fé, se entregam aos excessos das bebidas e das drogas e à dissolução moral.
Por esta razão, voltamos a dizer com o Apóstolo: "Alegrai-vos. Mais uma vez vos digo, alegrai-vos". E que a vossa alegria seja completa, extravasando dos vossos corações, celebrando a nossa completa libertação.





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