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Jovens com Valor

Zeferino Namuncurá – O filho dos pampas

Zeferino Namuncurá – O filho dos pampas 

Zeferino era filho do “Senhor dos Pampas”, o grão cacique dos Araucanos.
Aos onze anos, o pai colocou-o na escola do governo, em Buenos Aires. Queria fazer dele o futuro defensor dos Araucanos. Zeferino, porém, ficou insatisfeito e o pai transferiu-o para o colégio salesiano Pio IX. Ali, a graça, transformou um coração ainda não iluminado pela fé numa testemunha heróica de vida cristã. Demonstrou logo um grande interesse pela escola, gostava muito de rezar, apaixonou-se pelo catecismo e tornou-se simpático para os colegas e superiores. Dois acontecimentos lançaram-no na direcção de metas mais altas: a leitura da vida de S. Domingos Sávio, do qual se tornou fervoroso imitador, e a Primeira Comunhão, quando fez um pacto de absoluta fidelidade ao seu grande amigo Jesus. Desde então, este menino, que achava difícil “ficar na fila” e “obedecer ao toque da campainha”, tornou-se um modelo.
O clima de família que se vivia no colégio salesiano fez com que gostasse muito de Dom Bosco. E começou a nascer nele o desejo de ser salesiano sacerdote para evangelizar a sua gente: “Quero estudar para ajudar o meu povo”.
Escolheu S. Domingos Sávio como modelo, e durante 5 anos, através do esforço extraordi-nário tornou-se ele mesmo um outro Domingos Sávio.
Empenhava-se na maneira de rezar, na caridade, nos deveres quotidianos. Este jovem que achava difícil "pôr-se na fila" ou "obedecer ao sino", tornou-se aos poucos um verdadeiro modelo. Como queria Dom Bosco, era exacto na realização dos deveres de estudo e de oração. Era o árbitro no recreio: os colegas obedeciam-lhe no jogo. Impressionava a lentidão com que fazia o sinal da cruz, como se meditasse em cada palavra; com o seu exemplo corrigia os colegas ensinando-os a fazê-lo devagar e com devoção.
Um dia, Zeferino, que era aspirante, foi visto a saltar em cima de um cavalo. E perguntaram-lhe: “Zeferino, do que é que gostas mais?”. Esperavam uma resposta relativa à equitação, mas ele, segurando o cavalo respondeu: “Do que mais gosto é de ser sacerdote”, e continuou a corrida. Ficou doente de tuberculose. Tiveram que o internar num hospital, onde faleceu em 11 de Maio de 1905, deixando atrás de si um caminho de luz, pureza e alegria inimitáveis.
Os seus restos mortais encontram-se agora no Santuário de Fortín Marcedes – Argentina, e o seu túmulo é meta de contínuas peregrinações porque é grande a fama de santidade de que goza entre o seu povo. Foi declarado Venerável em 22/6/1972.
No dia 11 de Novembro, foi beatificado pelo Cardeal D. Tarcísio Bertone.

 

 

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