Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Jovens com Valor

VIVA CRISTO REI!

Este jovem já beatificado foi canonizado pelo Papa Francisco em 2016, quando reconheceu o milagre feito por sua intercessão em favor de uma menina, ainda bebé declarada sem cura.

A medicina teve que se prostrar mais uma vez, aprovando mais um milagre da Igreja Católica. O corpo incorruptível dum jovem chamado José Luiz Sanchez Del Río, que nasceu a 28 de Março de 1913, na cidade Sahuayo, província de Michoacan, México. Vivia uma vida comum, como qualquer outro adolescente do interior do México, até que esta normalidade foi quebrada pela ascensão de Plutarco Elias Calles à chefia do poder daquela nação. Este presidente tirano, declaradamente comunista e maçom, empreendeu em todo o país uma das maiores perseguições que a Igreja Católica sofreu no século XX. Com o pretexto de “livrar a nação do fanatismo religioso" (qualquer semelhança não é mera coincidência), Plutarco Calles iniciou uma investida militar contra padres, religiosos e fiéis leigos que demonstrassem qualquer sinal da fé católica. Confiscou todas as Igrejas, prendeu e matou padres, bispos, frades, freiras entre muitos outros. Após tanta perseguição, um grupo de fiéis católicos, viu-se obrigado a pegar em armas para garantir a sua sobrevivência. Este conflito ficou conhecido como Cristiada ou Guerra Cristeira, em homenagem aos soldados cristãos que eram conhecidos como “Cristeros”. Um dia, ao visitar o túmulo do beato mártir Anacleto González Flores, que tinha morrido durante a perseguição de maneira brutal e impiedosa, José Luiz Sanchez Del Río rezou a Deus, pedindo para que ele também pudesse morrer mantendo sempre a sua Fé. Então, aos 13 anos de idade, foi procurar o general Prudêncio Mendoza, que tinha a sua base na vila de Cotija, para que pudesse ingressar no exército cristero. Ao chegar, dirigiu-se ao general que lhe perguntou:

- O que vieste fazer aqui meu rapaz? Ele respondeu: - Vim aqui para morrer por Cristo Rei.

A sinceridade daquelas palavras e o brilhante e destemido olhar daquele nobre rapaz, ressoaram profundamente no coração do general “cristero”, que autorizou a sua entrada na milícia. Ao longo de um ano, José Luiz Sanchez Del Río combateu em muitos confrontos ferozes contra o exército regular do governo comunista e maçom.

Em Fevereiro de 1928, cerca de 1 ano após a sua entrada no exército “cristero”, o adolescente e os seus colegas foram surpreendidos numa emboscada. José Luiz cedeu o seu cavalo ao líder da resistência, sendo capturado pelos sádicos soldados do governo de Plutarco. Na intenção de fazer com que o adolescente renunciasse à sua fé, descarnaram-lhe a planta dos pés até aos nervos e amarraram-no a um cavalo, obrigando-o a andar durante cerca de catorze quilómetros a pé e descalço. Não é preciso pensar muito para imaginar o nível de dor que este pobre adolescente sentiu; mesmo assim, nos momentos em que as dores lhe eram insuportáveis, cheio da Graça Divina bradava em voz alta e vigorosa “Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe!"

Sem sucesso na tentativa de que José Luiz renegasse a sua fé por meio da dor mais horrível e alucinante possível, os soldados tentaram intimidá-lo de outra maneira. Ao chegar à vila onde nascera, para ser executado no dia seguinte, os soldados fizeram com que a mãe do adolescente lhe escrevesse uma carta, pedindo-lhe para que ele renegasse a fé católica, para poder ser solto. José Luiz Sanchez Del Río respondeu assim ao bilhete de sua mãe:

“Minha querida mãe: fui feito prisioneiro em combate neste dia. Creio que nos momentos actuais vou morrer, mas não importa, nada importa, mãe. Resigna-te à vontade de Deus; eu morro muito feliz, porque no fim de tudo isto, morro ao lado de Nosso Senhor. Não te aflijas pela minha morte, que é o que temo. Antes, diz aos meus outros irmãos que sigam o exemplo do mais novo, e tu faz a vontade do nosso Deus. Tem coragem e manda-me a tua bênção juntamente com a de meu pai. Saúdo a todos pela última vez e tu recebe por último o coração do teu filho que tanto te amava e tanto desejava ver-te antes de morrer”. No dia seguinte, 10 de Fevereiro de 1928, uma sexta-feira, o adolescente que estava prestes a completar 15 anos ofereceu a sua vida terrena para não perder a vida eterna ao lado de Jesus Cristo, em quem ele depositou a sua fé com bravura e fidelidade.

Precisamos de saber que sem demonstrarmos profunda repugnância e desprezo e combate pelo que destrói a nossa Santa Igreja, não somos verdadeiramente cristãos. Não há verdadeiro amor se não há recusa pelo que imediatamente se opõe ao que amamos. É impossível pensar em ser católico sem concebermos a possibilidade de darmos a nossa vida por Nosso Senhor Jesus Cristo.

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