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Jovens com Valor

Alexandrina de Balasar

ALEXANDRINA DE BALASAR

Esta jovem portuguesa sentiu o que é percorrer os caminhos da paixão de Jesus, para se poder chegar à glória da ressurreição.
Alexandrina nasceu em Balasar (Póvoa de Varzim) no ano de 1904. Como todas as crianças da aldeia, frequentou a escola, participava nas brincadeiras e ajudava a mãe nas tarefas do campo e nos trabalhos domésticos.
Aos 14 anos, Alexandrina estava em casa com a irmã Deolinda e uma jovem mais velha, a trabalhar na costura. Bateram à porta três homens. Elas, temendo o pior, fecharam-na à chave. Mas eles forçaram a porta e Alexandrina, sentindo ameaçada a sua virgindade, atirou-se da janela para o quintal.
Caiu no campo a uma altura de quatro metros. Sentiu então uma dor na coluna, que passou.
Passado algum tempo, a dor regressou. Visitas a médicos, viagens cansativas a hospitais. Procurava a cura para a sua doença.
Um dia, um médico do Porto acabou por dizer claramente à sua mãe: “A sua filha ficará paralisada para sempre”.
Começou para Alexandrina a segunda fase da sua vida. Não tendo cura, voltou-se para Jesus Cristo e associou-se à sua paixão.
Vivia de uma forma mística os sofrimentos de Jesus na sua paixão, na certeza de que também teria um dia parte na glória da sua ressurreição. Durante as sextas-feiras, durante algum tempo, entrava num êxtase que só aos místicos é dado a entender.
Apesar das muitas dores que sentia, mantinha um rosto sereno, sem se queixar. Escondia por detrás de um sorriso todo o seu sofrimento. As muitas pessoas que a visitavam saíam maravilhadas do seu modesto quarto.
Todos os dias, um sacerdote levava-lhe a sagrada comunhão. Desde Abril de 1942 até à sua morte, Alexandrina alimentou-se apenas do pão da Eucaristia. Os médicos, incrédulos, constataram que era verdade.
Passava grande parte do tempo voltada para o sacrário da igreja paroquial de Balasar, rezando a Jesus e pedindo-Lhe a conversão dos pecadores. Pediu que, quando morresse, a sepultassem voltada para o sacrário. Assim foi feito.
Graças à colaboração de pessoas amigas, entre as quais uma sua irmã, deixou muitos escritos que, juntos, formariam uma obra de cerca de 5000 páginas.
Morreu a 13 de Outubro de 1955.
Nesse dia, já todos a consideravam santa. Por isso, esgotaram-se as flores no Porto.
O Papa João Paulo II beatificou-a em 2004.

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