Jovens com Valor
A menina que resistiu durante 32 horas presa na Venezuela e saiu sorrindo: "Deus manteve-me calma"
- 11-07-2026
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Tem onze anos e garante que houve algo que nunca perdeu: serenidade, graças à sua fé.
"Sinto como se tivesse nascido de novo. Sinto-me diferente, como se uma luz tivesse brotado dentro de mim que eu nem sabia que tinha", disse ela.
Durante 32 horas, María Fernanda Rivas permaneceu imóvel sob uma mistura de vigas e vidro após o colapso parcial de um bloco de apartamentos em Mérida, causado pelos fortes tremores que sacudiram a região.
Sem água, sem eletricidade e sem saber se as equipas de emergência chegariam a tempo, a menina de 11 anos diz que havia algo que ela nunca perdeu: a serenidade que atribui à sua fé.
Quando os bombeiros conseguiram abrir um pequeno buraco nos restos do prédio, encontraram María Fernanda consciente... E sorrindo.
"Como estás, Maria?"
"Estou calma.
Este breve diálogo tornou-se um dos momentos mais esperançosos de uma tragédia que deixou dezenas de famílias sem teto e vários prédios seriamente danificados.
Dias depois, enquanto continua a recuperar dos ferimentos, a menina explicou o que a sustentou durante aquelas horas intermináveis presa num espaço mínimo.
"Sinto como se tivesse nascido de novo. Sinto-me diferente, como se uma luz tivesse brotado dentro de mim que eu não sabia que tinha", disse ela em entrevista. "É um milagre que eu não imaginei."
María Fernanda sofreu hematomas nas costas, cortes nos braços e pernas e uma fratura no tornozelo. Os bombeiros explicam que ela ficou presa num pequeno "triângulo da vida", uma cavidade que impediu que a estrutura desmoronasse completamente sobre ela.
Mas para ela, o verdadeiro milagre não era apenas sobreviver, mas manter a calma.
"Eu não desesperei. Eu não fiquei nervosa. Isso é o que mais me surpreende, porque geralmente sou muito inquieta", lembra. "Senti que precisava de confiar."
Durante as horas de confinamento, pensou na mãe, nos colegas de classe e no seu quarto, que sentia destruído. E também rezava. "Deus foi quem me ajudou a ficar calma. Senti que não estava sozinha", diz ela.
María Fernanda interpreta o sorriso com que saiu dos escombros assim. "Eu não senti a dor. Era pura adrenalina. Saí com um sorriso enorme porque senti que Deus tinha enviado os seus anjos para me dar força."
