«Deus existe. Eu encontrei-O»
Resumo do testemunho da conversão de André Frossard, nascido em 1915.
De um perfeito ateu passou a ser um cristão feliz.
O meu pai era secretário do partido comunista francês e eu era um ateu. Para mim, Deus não existia, o céu estava deserto e a Terra era uma combinação de elementos juntos ao acaso.
Um dia, entrei numa igreja de Paris em busca de um amigo. Entrei ateu e, cinco minutos depois, saí cristão e com uma alegria que não consigo descrever. Entrei com vinte anos e saí como uma criança. Quando tentei pôr tudo por escrito, resumi isso nesta frase: «Deus existe. Eu encontrei-O».
Uns minutos depois de entrar na igreja, senti como que uma iluminação interior. Percebi que existe uma ordem no universo e que existe Alguém no qual nos movemos e existimos e que é Deus, a quem os cristãos chamam Pai.
Eu, que até aí detestava os padres, busquei um para me preparar para o Baptismo. Recebi com alegria os seus ensinamentos. Uma coisa me surpreendeu: a Eucaristia. Parecia-me incrível queCristo, para ficar connosco, tivesse escolhido o pão, que é o alimento dos pobres.
Descobri também que existe um outro mundo, onde acontecerá a ressurreição dos mortos. No mundo que há-de vir, seremos saciados da nossa sede e fome de vida em abundância e de felicidade para sempre. Antes da minha conversão, detestava a Igreja Católica. O que eu lia dava-me dela uma imagem muito feia. Falavam do pecado dos seus membros, mas não contavam tudo o que nela existe de belo. Nunca me falavam dos seus santos, como Francisco de Assis, que tanto admiro.
O Deus que eu encontrei é uma família de três pessoas. E a segunda, Jesus Cristo, viveu neste mundo, foi morto e ressuscitou.
Quando entro numa igreja deserta, recordo-me do dia em que, por dom de Deus, se fez luz na minha vida. Saio com mais entusiasmo para, como jornalista e escritor, dar testemunho da minha fé e da minha esperança.