Castidade
Masturbação, remédios para vencer este vício
- 16-08-2025
- Visualizações: 39
- Imprimir
- Enviar por email
A realidade da masturbação
Uma das discussões no âmbito da sexualidade que mais surgem, em especial entre os jovens do nosso tempo, é sobre a realidade da masturbação. Por muitos mestres da espiritualidade, é chamado o “pecado solitário”. Todos os pecados ligados à sexualidade são desdobramentos e o alargamento da compreensão do Sexto Mandamento: “Não pecar contra a Castidade”. De facto, ao falarmos sobre o tema da masturbação, deveríamos reflectir principalmente sobre a sua forma de combate principal, ou seja, a castidade.
A abordagem psicológica
Na actual abordagem psicológica, a masturbação é vista como uma forma de válvula de escape para enfrentar pressões ou traumas diversos. Outros apresentam a masturbação como modo de conhecimento do próprio corpo.
Esta abordagem leva em consideração a abordagem freudiana do complexo de Édipo. Este tem como base a realidade de um desenvolvimento sexual da criança. Assim, a masturbação deveria ser incentivada para ajudar no desenvolvimento da pessoa. Todavia, esta é uma visão reducionista que desconsidera outras características da pessoa humana.
O Catecismo da Igreja Católica
Tendo em vista a existência desta abordagem, é importante perceber o que o Catecismo da Igreja Católica ensina sobre isto. No Artigo 6º do Catecismo, encontramos uma reflexão sobre os temas relacionados com a realidade que estamos a tratar aqui. Nos números 2351 a 2354, encontramos uma reflexão sobre o tema da luxúria, este é um dos pecados capitais, da masturbação, da fornicação e da pornografia. Todas estas realidades, de algum modo, estão relacionadas entre si, porque, quando se vai pela masturbação, normalmente, as pessoas acabam por cair em tudo isto em algum nível.
O Catecismo da Igreja Católica considera a masturbação como um “desvio intrinsecamente e gravemente desordenado”. Porque, na prática, a masturbação é um acto individual de excitação sexual. E sendo individual, ele desvia-se da ideia de uma sexualidade sadia entendida pela Igreja, que é entendida e concretizada na entrega ao outro, com finalidade unitiva e procriativa. A masturbação seria apenas com a finalidade de prazer.
Remédio para o vício da masturbação
A masturbação é vício enquanto contrário à prática virtuosa ou como sentido de dependência.
Também é vício enquanto dependência. Comumente, aquele que pratica este acto não o faz raramente, mas é levado a repetições, em casos mais patológicos, mais de uma vez ao dia. E, normalmente, está associado à pornografia. Realidade que tem invadido os nossos ambientes devido à alta da concepção sexual do mundo que temos actualmente. Onde as relações humanas mais puras vão sendo deixadas de lado.
A escolha pelo caminho de santidade
Um remédio para esta situação viciosa parte do princípio de castidade ensinado pela Igreja; parte do purificar os pensamentos e o olhar do mundo. E este é um caminho tortuoso, porque em todos os meios encontramos uma constante sexualização das coisas. Desde a maneira de falar até às músicas de maior sucesso da actualidade. Seria realmente um “nadar contra a maré”.
Contudo, é possível de ser alcançado, porque o que propõe a Igreja não é a construção de redomas nas quais devemos entrar e excluir todo o contacto com o mundo. Mas a formação de uma consciência que seja capaz de discernir e de fazer a escolha pelo caminho de santidade. Para isso, a castidade é entendida pela Igreja como o melhor caminho porque propõe um domínio e controle de si mesmo.
Isto é o que falta no pensamento daquele que vive uma castidade desordenada, a falta de controle pessoal. Muitos que caem nesta realidade descrevem isto, só motivados por diversos elementos externos que os leva a cair. Assim vão outras sugestões práticas: evitar ficar sozinho ou com tempo para o ócio; banhos prolongados; curiosidades nas redes sociais; curiosidades e olhares pelas ruas (este evitar os olhares pela rua, tão aconselhados por alguns místicos, hoje esta rua poderiam ser as redes sociais); evitar conversas imorais ou locais que o levem a pecar.
Que outros meios poderíamos utilizar
São muitos os meios práticos, mas nenhum deles funcionará se faltar a força de vontade. É preciso fazer uma escolha. É preciso fazer-se acompanhar quem possa contribuir para o crescimento espiritual e para evitar as ocasiões de queda. Então, não se trata somente de evitar, mas de empreender meios que possam substituir as ocasiões de vício.
Em vez de estar em grupos de conversas devassas, procurar temas que possam fomentar a espiritualidade ou a aprender uma coisa nova: aptidão. Estabelecer horários e locais para acesso às redes sociais. Não levar o telemóvel para o quarto de banho (WC) – para muitos, poderia ser um caminho. Talvez, alguém não consiga fazer isto sozinho, por isso a buscar um director espiritual experimentado na vida poderia ser um meio eficaz. Além de prática desportiva, que ajude a manter também o corpo a funcionar, porque alguns psicólogos falam da masturbação como válvula de escape, mas não existe somente uma possibilidade de válvula, existem outras opções, e o desporto é uma delas. Apesar de que para alguns o desporto de contacto físico poderia ser um caminho adverso.
Os sacramentos, caminho para a santidade
Enfim, são diversas as possibilidades, e cada um poderia discernir o melhor caminho. Mas nenhum deles pode tornar-se barreira para alcançar a meta da santidade ou desviar do propósito principal, uma vez que a masturbação, de algum modo, já está a ser uma barreira para a perfeição. Aqui, não se trata de levantar uma outra barreira distinta da primeira, mas um meio eficaz para a salvação. E existem os meios ordinários deixados por Nosso Senhor, os Sacramentos, em especial, neste caso, a Confissão e a Eucaristia.
Peçamos a Deus que purifique o nosso olhar e a nossa mente para que possamos pensar como Jesus pensou, e viver como Jesus viveu.
