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Ano Sacerdotal

O Papa explica importância do sacerdote na formação cultural dos jovens

Durante o encontro com os párocos da diocese de Roma
 
O Papa Bento XVI sublinha a importância do trabalho pastoral do sacerdote com os jovens, especialmente nos anos da adolescência, nos quais se forma a personalidade madura, ao responder pessoalmente às perguntas e inquietudes formuladas pelos párocos da diocese de Roma.
O sacerdote deve «ajudar os jovens a entrarem numa cultura inspirada pela fé».
O Papa referiu-se a um tipo de pastoral juvenil muito estendido na Itália, o dos «oratórios», experiências que oferecem aos jovens lazer e formação sadios, e que foram criados por São João Bosco (fundador dos Salesianos) no século passado.
Neste sentido, sublinhou que a principal função dos oratórios é o de «ser realmente uma formação cultural, humana e cristã da personalidade, que deve converter-se numa personalidade madura». «Um oratório no qual somente se joga e se tomam bebidas seria absolutamente supérfluo», acrescentou.
Outra das exigências é que o sacerdote, «como educador, deve ser ele mesmo bem formado e estar situado na cultura de hoje, rico em cultura, para ajudar também os jovens a entrarem em uma cultura inspirada pela fé».
Precisamente, sublinhou, esta cultura «integradora» dos conhecimentos com a ética à luz da fé «é muito necessária hoje»: «uma cultura sem conhecimento pessoal de Deus, sem conhecimento do rosto de Deus em Cristo, é uma cultura que poderia ser inclusive destrutiva, porque não conhece as orientações éticas necessárias».
Neste sentido, acrescentou, os sacerdotes têm «uma missão de formação cultural e humana profunda, que se abre a todas as riquezas da cultura do nosso tempo».
Com relação a questões pastorais práticas, como a presença estável dos sacerdotes com os jovens, o Papa, ainda que remeteu a questão em sua resolução prática ao cardeal vigário Agostino Vallini, sublinhou a importância de que o sacerdote esteja presente nas etapas decisivas da formação.
«Na vida do jovem, as dimensões do tempo são diferentes das da vida do adulto. Em três anos, dos dezasseis aos dezanove, são pelo menos tão longos e importantes como os anos entre os quarenta e os cinquenta. Precisamente aqui forma-se a personalidade: é um caminho interior de grande importância, de grande extensão existencial».
«Este tempo não é tão breve para uma certa continuidade, um caminho educativo da experiência comum, para aprender a ser homem. Na juventude, três anos são um tempo decisivo e longo, porque se forma realmente a futura personalidade.»
 
 
 
 

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