Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Ano Paulino

Propostas de meios pastorais para a vivência do Ano Paulino

Propostas de meios pastorais para a vivência do Ano Paulino 

Propostas de meios pastorais para a vivência do Ano Paulino

O Ano Paulino oferece uma ocasião riquíssima para o nosso serviço às Igrejas. Cada uma encontrará os meios que considere os mais adaptados para o viver e celebrar. No entanto a Conferência Episcopal, órgão ao serviço da unidade de todas as Igrejas de Portugal, propõe a todas os seguintes instrumentos pastorais:

1. “Um ano a caminhar com São Paulo”. Trata-se de um itinerário catequético, tendo Paulo como guia, que além do conhecimento mais profundo do Apóstolo, nos fará percorrer, durante 52 semanas, as principais etapas do caminho cristão. Apresenta um tema para cada semana do ano e destina-se, além das pessoas individualmente, às famílias, aos grupos paroquiais, à pastoral juvenil, aos Movimentos.

2. A vivência da Liturgia. Os textos de São Paulo são dos que mais continuamente são lidos na Liturgia. Propomos, durante este ano, uma valorização destes textos, sobretudo nas homilias, não esquecendo que a Liturgia é a grande catequese da Igreja. A Comissão Nacional de Liturgia preparará elementos que ajudem os pastores das comunidades a realizar este objectivo.

3. Estudos sobre São Paulo. A Faculdade de Teologia, nos seus diversos Centros e Escolas filiadas, oferecerá ao Povo de Deus, sessões de estudos paulinos.

4. Valorização de outras ofertas, particularmente a apresentada pela família Paulista (Padres, Irmãs paulistas e Pias discípulas).

5. A festa da conversão de São Paulo, no próximo ano, será celebrada ao Domingo. Será organizada uma grande celebração nacional nesse dia, na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, centrada num aspecto englobante da doutrina de Paulo.

Ao celebrar o Ano Paulino, queremos ter o Apóstolo Paulo como guia inspirador da nossa missão de pastores, de todos os evangelizadores, de quantos, neste mundo secularizado, querem viver connosco a aventura da Igreja.

Fátima, 6 de Maio de 2008

 

ORAÇÃO A SÃO PAULO 

Ó glorioso Apóstolo São Paulo, paixonado seguidor de Cristo, destemido evangelizador, fundador de comunidades cristãs, mártir por amor a Cristo: Concedei-nos uma fé profunda, uma esperança inquebrantável,um amor ardente pelo Senhor, a fim de que possamos dizer com verdade,

"Já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim".

 

Dai-nos a graça de servirmos a Igreja,com uma consciência pura, e de sermos testemunhas do Evangelho, da sua riqueza e da sua beleza,no meio da pobreza do nosso mundo,e da obscuridade do nosso tempo.  Iluminai todas as gentes, com a luz do Evangelho, Suscitai na Igreja vocações, que, a vosso exemplo, levem Cristo aos irmãos de perto e aos povos de longe!  Rogai por nós. Convosco louvamos a Deus nosso Pai. A Ele a glória, em Cristo e na sua Igreja, pelos séculos dos séculos. Ámen.  

 

Três fontes da espiritualidade de Paulo 

Uma das maneiras de «estreitar a amizade» comPaulo é aproximar-se dele por meio de «três grandes fontes» da sua espiritualidade: o encontro com Cristo, o próprio Cristo e as atitudes do apóstolo.

A primeira das fontes brota do encontro de Paulo com Cristo, no caminho de Damasco. Lá ele lhe pergunta: “Quem és, Senhor?” e “Que queres que eu faça?”.Embora nunca se tenham encontrado, pessoalmente, o contacto de São Paulo com Cristo foi de uma profundidade incomparável. Para ele, Cristo tornou-se fonte das riquezas inesgotáveis, descritas nas suas Cartas, e para as quais nos quer conduzir.Antes de se tornar o precursor dos teólogos cristãos, Paulo havia se dedicado ao estudo das tradições do seu povo, tornando-se Rabi ou Raboni, isto é, doutor, dentro do judaísmo.Profundo conhecedor da moral judaica, São Paulo chegou à conclusão de que nenhum de nós pode observar a lei, pois ela nos recomenda o que deve ser feito, ou evitado, mas não nos dá a força para realizá-lo.Aqui entra a novidade ensinada por Paulo: a lei, por si só, não tem grande valor. Ela vale pela caridade, que vai animá-la na sua prática, pois a graça acompanha cada acto bom que se faz.

A segunda fonte Paulina, é o próprio Cristo; mas não Cristo como proposta de fé, delineado pelas teses de Teologia.São Paulo apresenta-nos Cristo na sua autêntica maneira de se relacionar com a humanidade, a ponto de se tornar tão pobre e miserável quanto qualquer um de nós. Assumiu a nossa natureza que, embora estraçalhada pelos sofrimentos da Paixão, ressuscitou gloriosa e está unida à sua divindade para todo o sempre.

A terceira fonte: são as atitudes que devem animar quem queira seguir os passos de Paulo.E adianto que não é fácil. Ele foi flagelado 5 vezes pelos judeus, 3 vezes pelos carrascos romanos, que eram ainda piores, naufragou 3 vezes, passou jejuns, esteve preso cerca de 8 anos (3 em Cesareia, mais 3 na primeira fase em Roma, e mais 2, numa segunda fase).Calculem tudo isto. Imaginem a solidão, o sofrimento, as privações de todo o tipo. Mas em vez de o abater, cada revés aumentava-lhe o ardor e o zelo.Haveria muito a falar sobre Paulo, mas convido-vos a lerdes as suas Cartas e praticardes os seus ensinamentos, que nada mais são do que o eco das próprias palavras de Cristo.

 

Regressar