Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Alguns Santos

São João de Deus

São João de Deus 

Foi o fundador da Ordem dos Irmãos Hospitaleiros. Nasceu em Montemor-o-Novo em 1495.
Os seus pais deram-lhe o nome de João Cidade. Tinha oito anos quando, movido pela aventura, fugiu para Espanha e foi ter a Oropesa. Ficou em casa de um homem rico que o manteve como tra¬balhador nas suas propriedades.

Novas aventuras
Mas ele sonhava com novas aventuras. Alistou-se no exército e tomou parte na guerra de Navarra. Foi um tempo de duras provações. Chegou a ser condenado à morte, acusado de ter deixado roubar valiosos valores que tinham sido tirados ao inimigo. Felizmente, a pena foi-lhe comutada com a expulsão do exército. Entretanto, peregrinou até S. Tiago de Compostela. Voltou depois à sua terra natal, mas os seus pais já tinham morrido.
Ficou pouco tempo em Montemor-o-Novo. Voltou para Sevilha, onde se fez pastor. Depois embarcou para Ceuta, onde trabalhou como pedreiro. Com o que ganhava começou a ajudar os pobres e os doentes. Para obter mais dinheiro, fez-se vendedor ambulante de livros e de imagens.

"É pelo fruto que se conhece a árvore." Mt 12,33b
Conta-se que, tendo transportado aos ombros um menino andrajoso que com dificuldade se deslocava, este lhe mostrou uma granada ou romã, com uma representação da Santa Cruz e, referindo-se à cidade espanhola com esse nome, lhe disse: "Granada será a tua Cruz". A seguir desapareceu.
Desfez-se de todos os seus bens. Reuniu esmolas e foi cuidar de doentes, especialmente dos loucos e dos incuráveis. Entre eles, como ele próprio conta, havia paralíticos, leprosos e até mudos. "Nas horas difíceis – dizia João de Deus – é Jesus Cristo quem provê tudo e dá de comer aos meus queridos doentes".
Mantinha mais de oitenta hospitais, que fundara só em Espanha. Por isso, tornou-se também o Fundador dos Irmãos dos Enfermos. E foi declarado patrono dos hospitais, por Leão XIII.


«Irmãos, fazei o bem»
Um dia, João encontrou um menino pobre e cansado. Teve pena dele, colocou-o aos ombros e parou junto de uma fonte para beber. Viu então naquele menino o próprio Menino Jesus. Irradiava luz e numa das mãos tinha uma romã entreaberta (romã em espanhol diz-se granada). O Menino disse a João: «Granada será a tua cruz!» E desapareceu.
Chegou a Granada aos 42 anos de idade. Ali escutou os sermões de João de Ávila, hoje santo. A sua pregação fez com que mudasse completamente a sua vida. Passou a dedicar-se totalmente aos pobres. Vivia uma vida tão austera, que muitos o julgaram louco. Por isso, foi internado num hospital de doentes mentais. Ficou de tal modo impressionado como eram maltratados esses doentes, que se tornou enfermeiro. Era feliz a cuidar dos pobres, especialmente dos doentes mentais.
Em Granada, percorria as ruas dizendo: «Irmãos, fazei o bem!» A sua atitude de amor fraterno começou a impressionar as pessoas. Outros começaram a ajudá-lo e assim nasceu a actual Ordem dos Irmãos Hospitaleiros de S. João de Deus. O bispo da cidade, como sinal de gratidão, começou a chamá-lo de João de Deus, pois Deus era o centro da sua vida. Deixou de ser apenas o aventureiro João Cidade.
Morreu em Granada (Espanha), no dia 8 de Março de 1550. Foi beatificado em 1630 e canonizado em 1690.

Nossa Senhora aparece ao moribundo

São João de Deus estava prestes a morrer e aguardava a visita de Nossa Senhora: ele amava tanto esta boa Mãe! Como a Mãezinha celeste não chegava, ele entristecia-se e, até, se queixava. Porém, na hora certa, nos seus últimos momentos de vida, a Mãe divina apareceu.

Eis o relato do Padre Saglier:
"A delicadeza do Arcebispo de Granada em celebrar a santa Missa e de administrar o Santo Viático ao enfermo, proporcionou-lhe dupla e incomparável alegria. Após a santa Comunhão, estando o desvalido inteiramente concentrado, em acção de graças, a Virgem Santíssima apareceu-lhe, acompanhada do Arcanjo Rafael e de São João Evangelista. João de Deus compreendeu, então, que Nossa Senhora havia inspirado e preparado tudo o que acontecera, e não sabia como lhe agradecer.
Entretanto, enquanto lhe enxugava o suor do rosto, a Mãe Santíssima dignou-se dizer-lhe:
'Eu não costumo abandonar aqueles que me seguiram em vida, num momento extremo como este. E sabei, igualmente, que jamais abandonarei os vossos pobres'."



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