Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Alguns Santos

Santa Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia 

Rita foi sempre devota da sagrada paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, e, por isso, sonhava por ter um sinal sensível dos sofrimentos do Senhor. Um dia, tendo ela já 24 anos de vida religiosa, depois de ouvir um sermão, estava a meditar diante de uma imagem do crucificado, venerada num pequeno oratório do mosteiro, quando da coroa do Crucificado se desprendeu um espinho, o qual, rápido como uma fecha, foi cravar-se na testa de Rita. Esta ferida do espinho acompanhou-a até a morte, e fê-la sofrer horrivelmente.

S. Rita nasceu em Rocca Porena, território de Cássia, em 1381, sendo seus pais António Mancini e Amata Ferri. Ambos já eram bastante idosos, quando a Santa veio ao mundo, atribuindo-se, por isso, carácter prodigioso e este facto que encheu de alegria e felicidade o lar dos velhos Mancini. E, como Cássia fica encravada na Úmbria, Santa Rita é conterrânea de S. Bento, de S. Francisco de Assis, de Santa Clara e de inúmeros outros Santos, pois só no dia 9 de Maio, o Martirológio Romano menciona a paixão de 1525 Mártires! Foi baptizada na pia da Igreja de S. Maria de Cássia com o nome de Margarida sendo toda a vida chamada com o diminutivo de Rita, com o qual se tornou conhecida para sempre. Cinco dias contava de nascida, quando lhe pousaram nos lábios, como se fosse uma colmeia, abelhas alvíssimas sem ferrão, como a preludiarem a grande virtude da doçura que seria modelo insigne.

Em 1396, já era menina de 16 anos, quando o seu amor pelo recolhimento e pela oração a levaram a formar uma espécie de sela na casa paterna, onde, após a labuta doméstica, ficava sozinha diante de Deus.
Tinha apenas 18 anos, quando seus pais, orientados pelo seu confessor, lhe propuseram para marido o jovem Paulo Fernando, natural também de Rocca Porena. Rita, apesar de sentir-se chamada para a vida religiosa, viu na vontade paterna um reflexo dos desígnios de Deus, e assim contraiu o matrimónio, na constância do qual deu a luz a dois filhos: João Tiago e Paulo Maria. A vida conjugal transcorreu-lhe cheia de tormentos, devido ao temperamento impulsivo do marido. E, quando os seus sofrimentos de esposa terminaram pela morte trágica e inesperada de Fernando, ela chorou-o com saudade tão cristã, como cristã tinha sido a paciência com que lhe suportava os arrebatamentos do génio.

O ano de 1415, assinala a morte dos seus dois filhos, cuja circunstância especial já demonstrou bastante o extraordinário valimento de Rita junto ao trono do Altíssimo.
Estes rapazes, vendo o assassínio do pai, formularam logo o propósito de o vingarem, consoante os costumes rudes da época. Mas S. Rita preferiu vê-los mortos a vê-los de mãos manchadas de sangue humano; e tanto rezou por esta intenção, que, em menos de um ano da morte do pai, eles expiravam santamente, arrependidos dos seus intentos nefastos. Vendo-se viúva e sem filhos, Rita achou chegada a ocasião de acudir ao primeiro chamamento, ouvido na infância. Quis fazer-se religiosa, mas a superiora do mosteiro agostiniano de Santa Maria Madalena, de Cássia, não a quis aceitar. "Já dera tudo ao Mundo, e só agora resolvera dar os restos a Deus!"... Já tinha sido repelida três vezes, quando João Baptista, S. Agostinho, e S. Nicolau Tolentino, seus protectores a introduziram milagrosamente no claustro.
Em 1417, na vigília da sua profissão religiosa teve uma visão semelhante à da escada de Jacob. No ano seguinte, ocorreu-lhe outro milagre estupendo. Ordenando-lhe a superiora, em nome da obediência que regasse todos os dias um sarmento seco de vinha, mal passou um ano, já daquele ramo morto brotavam cachos de uvas abundantes e saborosas. E a videira, apesar de velha de 5 séculos, ainda hoje está viçosa.
Ocorrendo em 1450, um ano jubilar, Rita, à semelhança de outras religiosas, desejou lucrar a grande graça da indulgência plenária. Mas, como dirigir-se a Roma, se ninguém podia suportar o mau cheiro da chaga do espinho?... Novo e extraordinário milagre! A ferida que nunca cedera a remédios, sarou de repente de modo a permitir-lhe a peregrinação, abrindo outra vez, após a sua volta da cidade eterna.
Em 1456, estava enferma, quando, visitada por uma parente, lhe pediu uma rosa e alguns figos. Aparentemente o pedido era um absurdo, porque estavam em pleno inverno. Replicando Rita a objecção da parente mandou que fosse ao seu jardinzinho de Rocca Porena, onde, apesar do gelo e da neve, tudo havia de encontrar. E assim aconteceu.

Aos 22/5/1456, Rita exalou a sua bela alma, na idade de 76 anos. O seu trânsito ditoso foi anunciado milagrosamente, pelo sino do mosteiro, cujos toques e repiques eram tirados por mãos invisíveis e angélicas.
S. Rita foi canonizada pelo afecto e devoção dos fiéis, muito antes que a igreja lhe concedesse a honra dos altares. Urbano VIII beatificou-a em 1627, e em 1900 Leão XIII fez a sua solene canonização. Mas já em 1577 se erguia em Cássia uma igreja à Santa das causas desesperadas e impossíveis.
Não há livros, cartas ou diários escritos por S. Rita. A sua mensagem provém da sua vida simples e heróica.
S. Rita é uma grande evangelizadora. Ela não anuncia a si mesma, mas o Senhor Jesus e a força do seu Mistério Pascal de cruz e Ressurreição. S. Rita é a manifestação vigorosa do Espírito Santo, que fala e age também na Igreja e no mundo de hoje.

1. MENSAGEM ÀS MULHERES
Santa Rita, antes de mais nada, quer transmitir a sua mensagem às mulheres de todas as idades e condições, porque ela conhece pessoalmente os papéis femininos de filha, esposa, mãe, viúva e religiosa.
Santa Rita anuncia à mulher, o evangelho da liberdade, liberdade der ser ela mesma, de defender a própria dignidade e a de quem é mais fraco. Ela proclama o evangelho da interioridade, porque sem esta, não existe liberdade, e as coisas passageiras podem facilmente seduzir e escravizar o coração.
S. Rita encarna o evangelho do serviço, porque somente quem perde a própria vida por amor a encontra verdadeiramente.

2. MENSAGEM AOS CÔNJUGES
Santa Rita anuncia aos esposos o evangelho da fidelidade ao próprio cônjuge.
Ela proclama o evangelho do perdão, porque quem erra anda errante e somente será ajudado se não for condenado por nós.

3. MENSAGEM AOS PAIS
Aos pais, Santa Rita anuncia o evangelho da coerência, porque, de facto, só se é educador pelo exemplo. Ela anuncia o evangelho da confiança, para que, a família, egoisticamente, não se feche ao futuro e não destrua a vida. Ela proclama o evangelho da oração, porque abrir-se a Deus, significa construir a própria família sobre a rocha.

4. MENSAGEM AOS JOVENS
Santa Rita dirige-se aos jovens de hoje como uma mãe aos próprios filhos.
Ela anuncia aos jovens o evangelho da esperança, porque a vida tem sentido, porque Deus nos ama e não nos deixa sozinhos. Ela proclama o evangelho da obediência, porque somente partindo da humildade se constroem grandes coisas. Santa Rita anuncia aos jovens o evangelho da generosidade, porque com esforço próprio pode-se superar a lógica do ódio e da violência.

5. MENSAGEM A QUEM SOFRE
A quem sofre, Santa Rita anuncia o evangelho da proximidade do Deus Crucificado, Consolador e Salvador. Ela proclama o evangelho da fortaleza em carregar a própria cruz junto a Cristo. Santa Rita encarna o evangelho da compaixão, porque sofre com quem sofre e socorre todo o sofrimento com a sua poderosa intercessão.

6. MENSAGEM AOS CONSAGRADOS
À pessoa consagrada (religiosos e religiosas) Santa Rita anuncia o evangelho da alegria que surge da doação total a quem vale muito mais do que o cêntuplo: o Senhor Jesus.
Ela proclama aos consagrados o evangelho da comunhão, para que na tensão em configurar-se a Cristo "não exista homem ou mulher, e todas as divisões sejam superadas". Enfim, a todas as pessoas que encontra, Santa Rita anuncia o evangelho da paz universal, para que sejamos todos sempre irmãos e (ãs), filhos e (as) do mesmo Pai.

 

Novena a Santa Rita de Cássia

. Fazer o sinal da cruz;
. Ler o tema de cada dia;
. Rezar 1 Pai Nosso; 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai;
. Fazer a oração final.

Primeiro dia

Tema: Rita, alegria dos pais na velhice.
Ó admirável Santa Rita de Cássia, tu que nasceste quando teus pais já estavam avançados em idade, nutriste por eles um carinho todo especial. Ensina-nos a amar sempre mais e a proteger os nossos caminhos. Ensina-nos a amar sempre mais e a proteger todos os idosos que vivem em nossos lares e comunidades. Que tenhamos paciência para com eles e as condições para os amar como imagem de Jesus a quem tanto amaste.

Oração final

Deus Pai de bondade, Vós nos dais o exemplo dos santos para que imitando-os na terra, possamos chegar um dia às alegrias do céu. Dai-me, Vos peço, por intercessão de Santa Rita de Cássia, padroeira dos casos desesperados e impossíveis, que tanto Vos amou nesta vida, as graças que tão ardentemente vos suplico...


Segundo Dia

Tema: Santa Rita, amante da oração.
Ó admirável Santa Rita de Cássia, nutriste desde cedo um profundo amor à oração e à solidão com Deus, ajuda-nos a descobrir a nossa vocação de orantes num mundo que se esquece de orar. Que possamos rezar pelos que não sabem rezar, pelos que não podem rezar e pelos que não querem rezar.


Terceiro dia

Tema: Santa Rita, fiel ao esposo.
Ó admirável Santa Rita de Cássia, mesmo em meio aos mais duros sofrimentos que passaste no teu matrimónio, não desanimaste e oraste incessantemente pela conversão do teu esposo. Ensina aos casais de hoje o teu jeito singelo de ser fiel na alegria ou na tristeza, na saudade ou na doença, no amor, no respeito e na fidelidade.


Quarto dia

Tema: Santa Rita, um coração de mãe para os seus filhos.
Ó admirável Santa Rita de Cássia, foste paciente e carinhosa para com os teus dois filhos que queriam vingar a morte do pai. Ensina aos pais de hoje a ter um coração sempre aberto, preocupado e carinhoso para com os seus filhos a exemplo do pai do filho pródigo, a quem imitaste na tua vida.

Quinto dia

Tema: Santa Rita, amante da vida religiosa.
Ó admirável Santa Rita de Cássia, nutriste como ninguém um amor total à vida consagrada e religiosa. Mostra a muitos jovens de hoje o caminho para descobrir o verdadeiro amor desinteressado e total a Deus e aos irmãos. Intercede para que surjam muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas.

Sexto dia

Tema: Santa Rita, profunda penitente
Ó admirável Santa Rita de Cássia, descobriste na fé e na penitência uma forma misteriosa de amar secretamente a Deus, a quem escolheste seguir. Ajuda-nos também a descobrir a penitência como um valor evangélico de conversão pessoal e desprendimento de todas as formas de egoísmo.

Sétimo dia

Tema: Santa Rita, obediente aos superiores.
Ó admirável Santa Rita de Cássia, como ninguém obedeceste aos teus superiores religiosos por ver nessa obediência um valor evangélico, um amor de quem tudo entrega por um amor sempre maior. Ensina aos cristãos dos nossos dias a verdadeira caridade mútua, que faz com que toda a forma de obediência não seja mais do que um modo de servir aos irmãos.

Oitavo dia

Tema: Santa Rita, amante do Crucificado.
Ó admirável Santa Rita de Cássia, descobriste no amor de Jesus crucificado um caminho para amar também o sofrimento. Ensina-nos a carregar as nossas cruzes quando elas surgirem, sem desanimar ou desesperar.
Mostra-nos também o calor redentor de todo o sofrimento aceite por amor a Jesus que nada mais tendo a oferecer, nos deu a Sua própria vida.

Nono dia

Tema: Santa Rita, padroeira das causas impossíveis.
Ó admirável Santa Rita de Cássia, em virtude dos prodígios que conseguiste de Deus, foste escolhida como padroeira de todas as causas impossíveis. Ajuda-nos a confiar sempre mais no milagre maravilhoso do amor que faz o maior de todos os prodígios sobre a terra: a conversão de todos os corações para Deus.





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