Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Alguns Santos

Santa Inês

SANTA INÊS 

Quando era ainda de jovem idade, fui submetida ao martírio, era justamente como um cordeirinho, imolado para glória do Pai. Eu tinha tido fé no meu ideal, tinha mantido o meu juramento feito ao Esposo Celeste, pelo qual desejava manter intacto o meu corpo e o meu amor deveria ter um único objecto. Não queria e não podia dividir o meu coração com nenhum homem deste mundo, mesmo que se me oferecessem colares e pedras preciosas, com que teria podido enriquecer.

As riquezas que eu ansiava eram as do Céu. Desejava guardar a pureza que é o melhor adorno da mulher, como desejava também dar testemunho da minha fé cristã. Ter um ideal na vida significa ter a finalidade ou intenção de viver. Vós sabeis de onde vindes e sabeis que a vida neste mundo é breve e limitada e que a uma certa altura vos faltará. Mas, qualquer que seja a sua duração, sabei que é uma provação e que, no fim dela, devereis dar contas a Deus do modo como a tiverdes vivido e vencido.Não podeis, por isso, viver com indiferença os vossos dias e preocupar--vos apenas com coisas banais.

As preocupações terrenas devem ser limitadas ao estritamente necessário, pois interesses bem mais importantes vos devem ocupar ou afligir. Deveis crescer na santidade e aumentar cada vez mais o vosso património espiritual, até vos tornardes esses verdadeiros ricos que poderão então ser os verdadeiros habitantes do Céu.Não vos resta senão um caminho, que se vos abre à vossa frente: o de seguir Jesus, que é Caminho, Verdade e Vida. Segui-Lo, na prática do Evangelho. Segui-Lo, levando a cruz; e não essa cruz que vós próprios desejais, mas aquela que Ele Mesmo vos deseja dar. Segui-Lo, amando-O até ao sacrifício e à imolação. Todos sois convidados a ter este ideal, que se adapta a qualquer estado de vida.Mas agora, como boa irmã que sou, quero dirigir-me às pessoas que, não tendo ainda atingido omatrimónio e tendo o desejo de se instalar ou de se empregar, se sentem sempre insatisfeitos e cujos pensamentos andam sempre a vaguear por metas inatingíveis e ardentemente cobiçadas.

Minhas filhas, o que é que afinal é melhor do que dar um decisivo tiro na asa de tais desejos e deste modo os fazer passar a ser um verdadeiro e santo ideal? É verdade: quem deseja formar uma família, mal suporta a solidão do coração. Mas,não é afinal bem certo que todo o mundo é vossa família? Alargai o vosso coração, apertai cada vez mais os laços que vos devem unir a um Esposo que é o melhor, que é o mais santo, o mais amável e o mais fiel de todos os esposos. Se vós soubésseis aproximar-vos d'Ele e compreender o Seu amor por vós, Ele Mesmo vos encheria o coração, de forma a não desejardes outros diferentes d'Ele. Mas se depois o próprio Senhor desejar destinar-vos um esposo nesta terra, com quem partilhardes alegrias e dores, Ele Mesmo pensará em abrir-vos um tal caminho e vos fará compreender e aproveitar tais ocasiões. Tudo é predestinado e definido por Deus, particularmente aquilo que se relaciona com a vocação; e verdade é que a Deus não faltam os meios de levá-la a realizar-se pelos Seus filhos.

Perdoai-me se insisto, mas uma jovem e um jovem que não têm um ideal de pureza e de amor e fazem da sua vida apenas um simples sonhar com o matrimónio, assemelham-se às sarças que, tendo nascido e crescido sempre à sombra, aspiram continuamente ao sol que jamais poderão ver.É belo o matrimónio, que o próprio São Paulo chamou o grande Sacra­mento; mas as núpcias celestes não têm comparação com as terrestres. Estas fazem do corpo de jovens a conquista do Rei que os introduzirá no Seu Reino e que os fará ser Seus seguidores e companheiros no próprio Céu, como aqueles que seguem o Cordeiro mais de perto. Eagora, uma especial palavra para essas irmãs e para esses irmãos que, tendo--se encontrado com o matrimónio, acabaram por ser privados do companheiro ou companheira de sua própria vida.Mesmo que em determinados casos venha a ser necessária ou útil uma nova disposição ou ideia de novo matrimónio, principalmente quando os filhos ainda em pleno crescimento reclamam um pai ou uma mãe; o certo é que, na maior parte dos casos, como é belo ver jovens viúvas ou jovens esposos dar-se completamente a Jesus, para enlaçar com Ele esse idílio amoroso que, ajudando-os a manter a castidade, os torna ainda mais vigorosos na entrega total a todas as necessidades dos outros. São novos esponsais que homens e mulheres contraem com Jesus e com a Sua Igreja, de forma a merecer d'Ele uma par­ticular protecção. Os homens castos, as mulheres puras, são os instrumentos mais adequados para realizar nomundo as obras que não são senão a continuação das obras de Deus.Desejaria que em nome de Jesus que Se mantém fiel às Suas promessas, também vós sentísseis o desejo de vos despojar cada vez mais daquilo que passa, para conquistardes os bens eternos.

O próprio Senhor vos dirá um dia: "A ti que deixaste tudo por Mim, Eu Mesmo te darei o cêntuplo".Inês, que muito honrava os seus pais, deseja, em nome de Deus, entrar uma vez mais no mundo, para que o seu exemplo suscite ainda vocações à perfeição, coroadas pelo martírio de que necessita. A todos quantos têm o meu nome, que significa Cordeiro, os meus votos mais festivos e mais santos. Àqueles a quem puserdes ou derdes o meu nome, prometo assistência e auxílio. Abençoo-vos a todos. Pais, recomendai-me os vossos filhos e toda a juventude. Jovens, amai os altos ideais que vos santificam. 

Santa Inês – virgem e mártir 

"Quem não carrega a sua cruz e não vem após mim, não pode ser meu discípulo" Lc 14,27”.Santa Inês é muito conhecida e amada. Ela é, sem dúvida, a mais famosa de todas as virgens e mártires dos primeiros tempos do cristianismo. Viveu por volta de 304-306. A sua lembrança e o seu culto nunca foram interrompidos.
Na idade de treze anos, recebeu uma proposta de casamento por parte do filho do prefeito de Roma, apaixonado pela sua beleza. Inês pertencia à nobreza romana. Mas era, acima de tudo, cristã. E queria dar a Cristo todos os seus dons, juntamente com a vida.
Conta a história que, por vingança, ela foi condenada à fogueira. E o povo acrescenta que o fogo não tocou nem mesmo os seus longos e belos cabelos. Decidiram então os algozes decepar-lhe a cabeça. Só então ela morreu. Ou melhor, não morreu, mas passou definitivamente para a verdadeira Vida, com Cristo, no Reino do Pai. O Papa São Dâmaso escreveu sobre Santa Inês, exaltando-lhe as virtudes e propondo-a como modelo para as jovens cristãs de todos tempos. O Evangelho, bem o sabemos, leva os jovens a fazerem a sua grande opção. Tudo receberam de Deus! Tudo a Deus podem dar!  

Ainda não apta para o sofrimento e já madura para a vitória 

Celebramos uma virgem: imitemos a sua integridade. Celebramos a mártir: ofereçamos sacrifícios.Celebramos Santa Inês. Conta-se que teria sofrido o martírio com doze anos. Quanto mais detestável se mostra a crueldade que nem a infantil idade poupou, tanto maior é a força da fé que até naquela idade encontrou testemunho. Em corpo tão pequeno haveria sequer espaço para os sofrimentos? Mas aquela que quase não tinha tamanho para ser ferida pela espada, teve forças para vencer a espada. E contudo, as meninas desta idade não suportam sequer o rosto zangado dos pais e choram como se de feridas se tratasse por causa da picada de um alfinete. Mas Inês permanece impávida entre as mãos doscruéis algozes, imóvel perante o pesado e estridente arrastar das cadeias. Oferece o corpo à espada do soldado furibundo, sem saber o que é a morte, mas pronta para ela; levada à força até ao altar dos ídolos, estende as mãos para Cristo entre as chamas de fogo, e no próprio lume do sacrilégio assinala o troféu do Senhor vitorioso; por fim introduz o pescoço e as mãos nos aros de ferro, mas nenhum elo é suficientemente apertado para reter membros tão pequenos. 

Novo género de martírio! Ainda não apta para o sofri­mento e já madura para a vitória; mal pode combater e facilmente triunfa; dá uma lição de fortaleza, apesar da sua tão tenra idade. Nenhuma noiva se adiantaria para o leito nupcial com aquela alegria com que a virgem avançou para o lugar do suplício, levando a cabeça enfeitada não de tranças mas de Cristo, e coroada não de flores mas de virtudes. Todos choram, só ela não tem lágrimas. Todos se admiram de que tão generosamente entregue a sua vida quem ainda não a começara a gozar, como se já a tivesse vivido plenamente.

A todos espanta que se levante já como testemunha de Deus uma criança que, pela idade, não podia ainda dar testemunho de si mesma. E afinal foi fidedigno o testemunho que deu acerca de Deus esta criança que ainda não podia testemunhar a respeito de um homem; porque o que ultrapassa a natureza, pode fazê-lo o Autor da natureza. Quantas ameaças do algoz para que ela se atemori­zasse, quantas seduções para que se convencesse, quantas promessas para que o desposasse! Mas a sua resposta foi esta: “É uma ofensa ao Esposo fazer-se esperar; aquele que primeiro me escolheu para si, esse é que me receberá. Por­que demoras, verdugo? Pereça este corpo, que pode ser amado por quem eu não quero».

Levantou-se, rezou, incli­nou a cabeça. Terias podido ver o carrasco perturbar-se, como se fosse ele o condenado; tremer a mão direita do verdugo; empalidecerem-se os rostos, temerosos do perigo alheio, enquanto a jovem não temia o próprio.Tendes numa única vítima dois martírios, o da pureza e o da fé. Permaneceu virgem e foi mártir.(Do Tratado de S. Ambrósio, bispo, sobre as virgens) 

Oração

Deus eterno e omnipotente, que escolheis os mais fracos do mundo para confundir os fortes, concedei que, celebrando o triunfo da vossa mártir Santa Inês, imitemos a firmeza da sua fé. Por nosso Senhor.

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