Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

A Santa Missa Explicada

O silêncio na liturgia

O silêncio na liturgia não é espaço vazio

Liturgia, música e beleza.

“A própria Liturgia tem na sua sequência uma série de momentos de silêncio, que não são espaços vazios de tempo, mas espaços de tempo repletos da Presença”.

Qual a relação entre liturgia e beleza?
- A beleza tem a tarefa de nos despertar a uma outra coisa que não está nela mesma. Diante da beleza o coração enche-se de espera, porque imediatamente nasce a pergunta: Quem é o Artífice, o Criador disto tudo? Então tudo o que é belo pode abrir em nós o desejo da busca do Senhor, a Beleza encarnada.
Na Liturgia a beleza é o próprio motivo pelo qual a celebração se dá: para Deus, com Ele e Nele. Qualquer motivo que não seja este esconde a Beleza presente em vez de a revelar. A participação diária na Santa Missa é a “coroação” de tudo o que acontece naquele dia porque é o Lugar Privilegiado para retomar a consciência ao reconhecimento da presença da Beleza de Cristo.

No contexto da liturgia e da vida espiritual, há como uma perda da sensibilidade para o belo?
- Na experiência de todos nós católicos (sacerdotes, religiosos ou leigos), creio que esta que poderia ser chamada “perda de sensibilidade” é o nosso maior drama. O drama é justamente o ceder ou não ceder à Beleza de Cristo no contexto da vida. O coração deseja esta familiaridade com Aquele que é a própria Beleza, para que repletos da Sua Presença possamos reconhecê-Lo presente em todas as circunstâncias da nossa realidade, para que os nossos olhos possam transbordar para o mundo este que é a Beleza.

Este drama, ou perda de sensibilidade, é fruto da nossa auto-suficiência, desta separação que fazemos das coisas do dia-a-dia e da vida espiritual. A nossa vida quotidiana, a realidade do trabalho, das obrigações, das alegrias, das perdas e dificuldades... ou é diante do Senhor, com o Senhor, tornando-se um pedido quotidiano “Vem, Senhor Jesus”, ou não é vida.

Regressar