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A Mulher

Mae, a alegria de dar tudo sem receber nada

Mãe, a alegria de dar tudo sem receber nada  

A maternidade tem o poder de impulsionar a mãe a doar-se completamente sem receber nada em troca

Independente de ser capaz ou não de gerar um filho no seu ventre, toda a mulher é chamada a ser mãe, nisto constitui a essência do seu ser feminino.

A maternidade é a ternura de Deus na vida e na alma de toda a mulher”, é o grande carisma feminino, seja ele realizado na maternidade biológica, na adoção ou na maternidade espiritual.

Ser mãe é ser capaz de gerar vida, nutrir, proteger e guardar! Amor de mãe pode ser traduzido numa palavra: doação. A mãe doa a sua vida, doa o seu tempo, a sua força, energia e juventude para cuidar, amparar, proteger e formar o seu filho em todos os sentidos.

Falar deste sentimento é entender que é a mais completa forma de amor. O amor de uma mãe é tão sincero e tão profundo, que o próprio Deus usa deste sentimento para o comparar ao seu amor por nós. A mãe é a guerreira incansável, é a rainha do lar, aquela que passa dia e noite pacientemente amamentando, consolando e cuidando do seu filho. A mãe “vive no seu filho”, e os sofrimentos deste estão contidos na sua vida.

Ela é a prova viva do amor incondicional de Deus por nós, pois assim como Ele, ela é capaz de amar com todo o seu coração sem esperar nada em troca, pois quando se é mãe, mais do que nunca se é capaz de entender a sabedoria máxima de que “há mais alegria em dar do que em receber”. A mãe sabe o que é viver isto desde o mais profundo das suas entranhas, desde o mais profundo da sua alma, a cada minuto do seu dia, em cada hora das suas noites em claro. Um amor sincero, sem limites, que sabe sacrificar a própria vida para gerar mais vida; um amor que sabe renunciar, mas que também sabe sonhar; um amor que sabe morrer para si mesma, mas, ao mesmo tempo, deseja viver mais – não apenas para realizar os seus sonhos, mas também para ver realizados os sonhos de seus filhos.

A mãe vive no filho, mas o filho não vive na mãe; pelo contrário, todo o destino materno não faz senão repetir até ao infinito as dores do parto. Dar a vida a um filho quer dizer vê-lo separar-se da sua vida dia após dia, e as dores do parto não passam apenas de um começo.

 Nenhuma solidão é comparável à solidão materna, pois não é um ser amado distinto dela que a deixa, senão aquele que é a própria extensão do seu ser.

Impossível falar de mãe sem falar da pureza de um amor que, diante de todo o sofrimento, disse ‘sim': Maria. Uma mãe que, como tantas outras, olha com lágrimas nos olhos o presente e o futuro do seu filho. Talvez seja por isso que Maria se expressa em cada olhar de mãe, em cada gesto de doação da mulher. No rosto de uma mulher que assume a maternidade inteiramente, mesmo diante de tudo o que possa vir, está a sua capacidade de, ainda assim, dizer ‘sim’, mesmo que um dia a espada possa vir a traspassar-lhe o coração.

Ser mãe e ter o sentido maternal significa voltar-se especialmente para os mais necessitados, debruçar-se amável e caridosamente sobre cada coisa pequena e fraca sobre a face da terra. Acolher de braços estendidos os abandonados, estar aberta a todos os que pedem socorro e proteção. Por isso, a alma de toda a mulher foi feita para ser maternal, e este é um convite sublime. Ela é aquela que como Maria é capaz de morrer para si mesma e de deixar de existir para que o outro exista.

Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio, adivinhar sentimentos, encontrar a palavra certa nos momentos incertos e fortalecer o filho quando tudo ao seu redor parece ruir. Toda a mãe tem a sabedoria emprestada de Deus para proteger e amparar o seu filho. A sua existência é em si um ato de amor.

Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar e amar… Amar com um amor incondicional que nada espera em troca. Afeto desmedido e incontido, mãe é um ser infinito. E a verdadeira essência da maternidade é vencer o tempo. A mulher que dá à luz um filho estende a vida até ao infinito; a mulher que é mãe espiritual é também a guardiã e protetora dos valores espirituais e carrega consigo no tempo uma parte do eterno. Em ambas as formas, é ser o próprio amor manifestado em forma de mulher.

Bem-aventuradas são todas as mães! Se nesta vida são capazes de suportar grandes dores sem, muitas vezes, serem reconhecidas, no íntimo da sua alma sabem que já receberam a maior das recompensas d’Aquele que tudo vê, tudo sabe e tudo conhece!

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