Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

A IGREJA

Qual deve ser a atitude do leigo perante a figura do sacerdote

O sacerdócio na Antiga e na Nova Aliança

O sacerdote, na Antiga Aliança, tinha a missão de recolher as ofertas, ensinar a Lei e oferecer sacrifícios, que, por sinal, eram limitados. O sacerdócio do Antigo Testamento, embora instituído pelo próprio Deus e gozasse de verdadeira autoridade sagrada, tinha um caráter provisório e preparatório, pois prefigurava o sacerdócio perfeito de Cristo. Os seus sacerdotes não receberam os poderes sobrenaturais próprios do sacerdócio da Nova Aliança.

Com a chegada do cristianismo, isto é, com a encarnação de Jesus, o sacerdócio da Antiga Aliança encontrou a sua plenitude e o seu cumprimento no sacerdócio instituído por Cristo. Agora, no Novo Testamento, Cristo concede ao sacerdote, pelo sacramento da Ordem, participação no seu sacerdócio ministerial, tornando-o capaz de consagrar a Eucaristia, fazendo com que o pão e o vinho se tornem verdadeiramente o Corpo e o Sangue de Cristo; de perdoar os pecados em seu nome; de unir a dor de quem sofre aos sofrimentos de Cristo, tornando meritório, em Cristo, o sofrimento do enfermo; e de administrar os sacramentos que lhe competem, entre eles a Crisma.

Vemos, por aqui, uma grande diferença entre o sacerdote do Antigo Testamento e o do Novo. O primeiro exercia um sacerdócio verdadeiro, mas, provisório, sem os poderes sacramentais próprios da Nova Aliança. O segundo, participa do próprio sacerdócio de Cristo e recebe, por instituição divina, os poderes espirituais próprios do ministério sacerdotal.

A autoridade sacerdotal segundo Santo Afonso Maria de Ligório

Santo Afonso Maria de Ligório, no livro ‘A Selva’, dizia que, na ordem autoridade, depois de Deus vem o sacerdote. O sacerdote pronuncia algumas palavras sobre o penitente: “Eu te absolvo dos teus pecados”, e Cristo, por meio do ministério sacerdotal, concede, imediatamente, o perdão dos pecados ao penitente verdadeiramente arrependido. O sacerdote diz: “Isto é o meu Corpo”, e Cristo torna presente, sacramentalmente, o seu Corpo e o seu Sangue sob as espécies do pão e do vinho. Ora, ninguém mais, além do sacerdote validamente ordenado, possui este poder. Quando o sacerdote perdoa os pecados, ele, em Cristo, restitui à criatura batizada a vida da graça que tinha sido perdida pelo pecado. Razão pela qual o sacerdote é chamado pai.

O sacerdote alimenta o povo com a Eucaristia; por isso também é chamado pai, porque provê. Além da autoridade e do ensino, pela graça própria de estado do ministério sacerdotal, conduz os seus filhos espirituais ao caminho da verdadeira liberdade em Cristo.

Qual deve ser a atitude dos fiéis perante o sacerdote?

Então, qual deve ser a atitude dos fiéis perante o sacerdote? Um dos maiores erros do tempo presente, entre tantos outros que adoecem as pessoas, é a inversão de papéis, que podemos definir como uma espécie de insurreição. Quando um filho tenta corrigir o pai ou a mãe, por melhor que seja a sua intenção, há uma inversão de papéis, um movimento de insurreição, no qual o filho tenta assumir, em vão, o papel do pai ou da mãe. Com isto, além de não os conseguir corrigir, acaba por carregar um peso que não lhe pertence.

Qual deve ser o papel do filho? Amar, somente isto. Amar significa obedecer (desde que não lhe seja ordenado algo contrário à lei de Deus, aos Dez Mandamentos, pois, nestes casos, não há obrigação de obedecer), rezar e acolher. Um professor de Filosofia dizia: “Ir contra os pais dá azar.”

Com o sacerdote, precisamos de agir da mesma forma: amá-lo por meio da oração, rezando por ele, acolhendo-o, apoiando o seu legítimo ministério com obediência e devoção. Em muitas comunidades, os fiéis, além de não rezarem pelos seus padres, falam mal deles, desobedecem àquele que recebeu uma graça de estado para os conduzir, e o diabo faz a festa. Deus é a unidade de uma comunidade, e foi o próprio Deus, que é a unidade, quem deixou a figura do sacerdote para a garantir. Rebelar-se injustamente contra o legítimo ministério do sacerdote é rebelar-se contra a ordem estabelecida por Deus para a sua Igreja e ferir a vida espiritual de uma comunidade.

Rezar com amor e perseverança pelo sacerdote

Depois, não podemos esquecer que formar um padre já é um grande milagre. Permanecer no ministério, então, é um milagre ainda maior. Muitas pessoas levantam-se contra os sacerdotes como se fosse a coisa mais fácil do mundo formar um padre. Não é! Quantos morrem? Quantos deixam o ministério? Quantos adoecem? Muitos! Quantos entraram em depressão? Quantos cometeram atentado contra a própria vida? O número é assustador.

Sempre dizemos que um sacerdote não deve escandalizar um leigo. E isso é verdade: não deve escandalizar. Mas, esquecemos que os leigos também não devem escandalizar os padres. Escandaliza quem deixa de rezar com amor e perseverança pelo seu sacerdote; escandaliza quem deixa de obedecer ao seu legítimo ministério; escandaliza quem vive falando mal; escandaliza quem desobedece às orientações pastorais.

O sacerdócio: uma paternidade de ordem sobrenatural

Somos chamados a cuidar de quem cuida de nós. O sacerdote é pai espiritual. Como as realidades espirituais precedem as temporais, podemos considerar, sem medo, que o sacerdote, enquanto pai espiritual, exerce uma paternidade de ordem sobrenatural, conduzindo os seus filhos espirituais à vida eterna. Neste sentido, a sua missão pertence a uma ordem superior à da paternidade meramente natural, porque, na figura do sacerdote, Cristo quis tornar presente, de modo sacramental, a sua própria ação de Bom Pastor.

Não são poucas as pessoas que enfraquecem a própria vida espiritual porque vivem em constante atitude de oposição, murmuração e desobediência ao legítimo ministério dos seus pastores. Ao romperem a comunhão, favorecem aquele que causa a divisão e enfraquece as comunidades. Muitas vezes, colocam-se contra os sacerdotes diante das mudanças porque o seu ego, o seu desejo de aparecer ou de receber aplausos não foi satisfeito, como se estivéssemos na Igreja para isso. Não estamos na Igreja para buscar reconhecimento, mas para conhecer o amor de Deus e viver nesse amor, que, sem sombra de dúvida, manifesta-se de maneira privilegiada na unidade. Amém.

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