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A Família

Uma família e nao dois indivíduos

 

Uma família e não dois indivíduos, na origem da sociedade

 

«Na origem da sociedade, há um casal e não dois indivíduos», afirma o secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz, sublinhando a importância irrenunciável do matrimónio frente à crise que a Europa atravessa, onde se produz um divórcio a cada trinta segundos.

«Nem todos compreendem as razões pelas quais a Igreja sublinha a importância da família para a sociedade e para que esta reafirme continuamente o valor social não renunciável do matrimónio», afirma o prelado.

«Considera-se que ele o faz exclusivamente por motivo de fé», mas «a importância do matrimónio para a sociedade e, portanto, o valor inclusive político da família funda-se também em motivos de razão.»

O secretário do dicastério vaticano sustenta que na origem da sociedade «não podem estar só dois indivíduos, sexualmente indiferenciados, mas um casal: homem e mulher, uma comunidade de dois indivíduos que assim se complementam mutuamente e, abertos à vida nascente, geram a comunidade: comunidade de comunidades».

«Se esta comunidade não está na origem, não existirá nunca mais – acrescenta. Se na origem há apenas dois indivíduos, ao invés de um homem e uma mulher que decidem entregar-se e compartilhar a existência abrindo-se à vida de outros, a sociedade será sempre e só uma soma de indivíduos, mas não uma comunidade.»

Segundo Dom Crepaldi, «a sociedade não está em pé sem manter e desenvolver o dom da vida e sem acolher e desenvolver a família, como comunidade originária, primeira comunidade que funda todas as demais».

O presidente do Observatório Van Thuan sublinha que a vida é «receber um dom não produzido, mas acolhido», enquanto a família é «um casal que se une não por desejo, mas por vocação».

«A vida e a família assim entendidas, infundem na sociedade o dom do estar juntos, ou o estar juntos como dom e não só como desejo ou posse.»

Para Dom Crepaldi, acolhendo a vida que chama à porta da existência, não como produto químico de laboratório, «a sociedade aprende a acolher muito além de produzir» e põe-se à disposição de «um projecto» que ela mesma não produziu e que não é só «fruto do nosso desejo de fazer».

«Aceitando fundar-se na sexualidade, ou seja, na diferença e na complementaridade sexual, a sociedade colhe em si reciprocidade e doação», sublinha o presidente do Observatório, acrescentando que «a sexualidade vista no seu significado personalista e aberto à vida é a própria origem da sociedade».

«No encontro de comunhão aberta à vida entre duas pessoas – conclui Dom Crepaldi –, estas integram-se na aceitação de uma vocação e de um bem que supera os dois indivíduos tomados isoladamente.»

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