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A Família

Que fazer quando os filhos começam a sair de casa?

 Que fazer quando os filhos começam a sair de casa?    

Os filhos crescem, fazem as suas escolhas e começam a sair de casa

As mães que tanto reclamam da correria com fraldas, mamadeiras, brinquedos e noites sem dormir por causa de doenças, criam dentro de si um desejo de que os filhos cresçam, para que possam ter tempo para si.

E eles crescem e crescem rápido. Vem, então, a adolescência e os pais deparam-se com os problemas da escola, amigos e festas. Logo, descobrem que quanto mais os filhos crescem mais as preocupações aumentam. Vem o sentimento de impotência diante dos conflitos de um mundo que ensina tantas coisas aos filhos, mas que muito pouco tem a ver com os valores familiares.

Com os filhos adultos, as preocupações passam a ser com a escolha da profissão, das festas, bebidas, formaturas e dos casamentos. Os sentimentos dos pais para com os filhos vão muito além do cansaço, vivem também muitos momentos de alegria.

Chega o dia, porém, em que os filhos crescem, fazem as suas escolhas e começam a sair de casa. É um momento importante e, às vezes, crucial na vida familiar. E pode ser uma mudança positiva, desde que considerada como uma oportunidade para dedicar mais tempo ao cônjuge, cuidar de si e da relação.

Entretanto, dependendo de como é sentida a saída dos filhos, este momento pode, realmente, tornar-se difícil e doloroso, principalmente se o casal descobrir que construiu toda a relação em função da vida dos filhos. Neste caso, a saída destes para construir a própria família ou por outras razões, deixa um grande vazio, e os pais deparam-se com uma imensa solidão.

É um momento de reflexão, e não vale olhar no retrovisor do passado e pensar no “se tivesse…”, pois pensar que poderia ter agido diferente não vai mudar a situação; sentir-se culpada, porque não estudou ou não trabalhou, não vai ajudar em nada. É momento de olhar para o futuro e decidir o que fazer, o que não fez até hoje e recriar-se.

Como toda a mudança, as pessoas são afectadas de forma diferente, dependendo das expectativas, dos projectos e do modo de ver esta transformação na vida delas. O ideal é aproveitar para redescobrir o seu relacionamento conjugal e social. É hora de melhorar a qualidade de vida.

Independentemente de ser fácil ou difícil, é necessário que os pais continuem a sua vida e, dentro do possível, realizem novos projectos.

Lembrem que os filhos não abandonaram os pais, apenas seguem o curso da vida. Isto vai ajudá-los a iniciar a nova etapa de vida profissional, matrimonial ou missionária longe deles, de forma independente. A distância torna-se menor à medida que os filhos sentem vontade de estar com os pais não tanto pela sobrevivência, mas pela alegria de estarem juntos. De modo geral, querem estar perto de pessoas felizes e realizadas.

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