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A Família

Por que é que o homem quer futebol quando a mulher quer companhia?

Por que é que o homem quer futebol quando a mulher quer companhia?  

Por que é que o homem quer ir jogar futebol quando a mulher quer a companhia dele?

Desde a época das cavernas, tanto o cérebro dos homens como o das mulheres são condicionados a desenvolver diferentes percepções.

O homem saía para caçar, o que lhe trouxe maiores aptidões em áreas específicas para cumprir esse seu ofício, como um maior sentido de direção (localização, orientação, posicionamento), visão focal/direcionada num alvo (a presa), agilidade e força física. Todas as habilidades para a caça.

Enquanto a mulher cuidava da caverna; então, também lhe foram moldadas características para tal, como uma visão mais periférica, apurada percepção e sensibilidade (tudo isto para desempenhar as funções que lhe eram próprias, por exemplo: ter múltiplas atividades ao mesmo tempo, pois elas precisavam de manter o fogo aceso e cuidar das crianças, interpretar as necessidades dos filhos, mesmo quando estes ainda não sabiam comunicar).

Estas atividades distintas fizeram do homem um ser voltado para tornar as coisas práticas. Para ele quase tudo tem um foco, um alvo. Daí a tendência a tornar tudo objetivo, desenvolvendo uma maior impulsividade, potência e resistência muscular. E no ser feminino isto gerou a capacidade de interiorização, elas tendem a buscar o significado de cada gesto. Ficaram mais emotivas.

O cérebro feminino formou-se com um maior número de conexões entre as células nervosas. Os hemisférios, direito e esquerdo, trocam mais informações do que no cérebro masculino, o qual trabalha de forma mais compartimentada. Isto equivale a dizer que homens têm a tendência de separar e resolver os assuntos pertinentes à sua vida de forma isolada, por isso uma crise na área afetiva dificilmente vai afetar o seu trabalho ou outros aspectos da sua vida.

Já as mulheres geralmente fazem ligações e interpretam significados entre as várias dimensões das suas vidas, e também fazem isto na vida daqueles que convivem com elas. Quando vivem um problema no trabalho podem transferir essa tensão para o relacionamento com o esposo ou com o namorado, para a vida financeira, entre outros. E quando elas sentem que eles estão um pouco diferentes ficam a imaginar mil coisas que podem estar a acontecer.

Quando um casal vive o dilema: “Por que é que o homem quer ir jogar futebol quando a mulher quer a companhia dele?”, para o homem o facto de ele sair para jogar a bola, ir à academia, praticar algum um hobby, ficar um pouco com os amigos (também assistir ao futebol) não significa trocá-la por outra opção. Na cabeça dele, ele reservou para o seu dia, entre os seus afazeres, responsabilidades e compromissos, um momento para cada coisa, e inclusive pensou no momento mais tarde para namorar e estar com ela. Tendo praticado o seu lazer ele estará bem física e psiquicamente, e no tempo em que estiver com a sua parceira ele será única e exclusivamente para ela. A sua maior impulsividade, potência e resistência muscular geraram nele também a necessidade de movimento.

Para a mulher, amar significa estarem juntos, fazer as coisas juntos, afinal, ela entrou no relacionamento para estar com alguém, para criar EMPATIA. Para ela, é essencial sentir que ele faz questão de entrar no mundo dela e vice-versa. É prova de amor a presença dele nas situações diversas.

O pensamento feminino, que conecta todas as coisas, interpreta o facto de ele querer sair para jogar futebol, ou praticar outra atividade, como um alerta para o relacionamento. “Algo está errado, pois ele não quer estar comigo!“, elas dificilmente separam um facto de outro.

É claro que não estou a falar de casos em que o homem sai muito frequentemente e quase não dá atenção para à sua mulher ou quando ela não permite que ele nunca faça o que goste. Nestas situações existe mesmo um desequilíbrio! Estou a referir-me aqui às situações em que é gerado um mal-estar entre o par que está a viver este dilema, facto que geralmente acontece quando há a adaptação entre o casal no início de namoro ou casamento, uma nova fase. Talvez o seu antigo namoro ou ritmo de vida nunca o(a) tenha colocado diante de situações assim.

Então, tudo bem! Chegámos a um entendimento sobre o que ocorre e como cada sexo interpreta os factos. Mas, o que fazer a partir de agora, pois, continuamos com as mesmas tendências primitivas dentro de nós?

Quando duas pessoas se relacionam com o intuito de viver uma vida a dois, tudo deve ser colocado para tal direção. Não existe uma fórmula ideal, mas ambos devem saber que a vocação maior é de constituírem uma família, o que requer união, vínculo e responsabilidades recíprocas.

Portanto, que ele tente compreender mais e se interessar mais pelas necessidades específicas da sua parceira, e qual o nível e o grau de interação e aprofundamento que ela necessita. Da mesma forma, que ela perceba quais os anseios e intensidade de experiências e movimento de que ele precisa.

A partir da visão da beleza do outro, desde o que compreendemos sobre o sexo oposto até as características e necessidades individuais de quem amamos, podemos direcionar melhor nossos esforços e nos alegrar com a concórdia. O sacrifício de fazer acontecer a felicidade de quem amamos traz sentido ao coração, desde que não venha a tolher o que somos. Acredite: existe um ponto de acordo, tudo depende do diálogo.

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