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A Família

Os cuidados que os casais precisam de ter para não haver traição

Os casais precisam de ser fiéis um ao outro

Pensar na possibilidade de que a pessoa com quem nos relacionamos está a viver um affair pode nos causar calafrios na espinha. Ainda que seja apenas uma piscadela ou um olhar, isto não deve ter espaço dentro da relação comprometida entre os casais, sejam eles casados ou namorados. Pois, facilmente, um acto, aparentemente inocente, pode favorecer um ambiente para iniciar o adultério, se a outra pessoa corresponder favoravelmente à primeira atitude.

O sentimento de “ainda provocar suspiros” pode estimular tanto os homens como as mulheres, fazendo com que se sintam atraentes, charmosos, bonitos e até pensar que mantêm ainda latente a arte do encantamento.

Ninguém está totalmente imune a estas tentações relacionadas com o sexo oposto. “Quem brinca com fogo pode se queimar”, já diz o ditado popular. A imunidade contra este mal não existe, por isso, se um “dragão de sete cabeças” nos andar a rondar, será necessário não alimentar qualquer tipo de atitude que possa revitalizar as suas forças destruidoras de relacionamentos. Infelizmente, há muitos casos em que as pessoas cultivam este tipo de “monstro”, mesmo que seja um “filhote” aparentemente inofensivo. Contudo, devemos considerar que este crescerá ao ritmo das paixões desenfreadas.

Confiança e cumplicidade

Quando decidimos viver um relacionamento, assumimos viver sob os mesmos laços de sentimentos. Estamos directamente ligados e comprometidos por meio da confiança e do respeito mútuo. Qualquer pensamento ou atitude que firam estes laços de compromisso geram um grande desconforto e abalam as nossas estruturas. Se uma crise pode abalar casais de namorados quando estes vivem tal situação, imaginemos quais seriam os seus efeitos na vida conjugal, em que os laços de confiança, respeito e responsabilidade não se limitam apenas entre o casal, mas se estendem até aos filhos.

Se houver a confirmação de uma relação extraconjugal, ficamos a imaginar em que poderíamos ter errado, no que estamos a falhar, o que fulano tem que atrai o nosso cônjuge entre outros. Ainda neste caldeirão de sentimentos feridos e ciúme, pensamos na vergonha e em como enfrentaremos a situação diante dos filhos, da família, amigos, e de todos aqueles que fazem parte do nosso círculo de amizade.

Sacramento do matrimónio

Sem o desejo de revitalizar – sob graça do sacramento – os laços conjugais na sua plenitude, a busca por um prazer fora do casamento se tornará interminável. Talvez, sejam inúmeras as justificativas que poderíamos discorrer na tentativa de justificar um acto de adultério, mas, ao contrário, melhor seria ressaltar os motivos assumidos quando escolhemos viver a nossa vida a dois, os quais foram ratificados pelo sacramento do matrimónio.

Crises e dificuldades vividas ao longo da vida conjugal não são poucas, nem deixarão de existir. Certamente, são muitos os momentos de extrema dificuldade enfrentada pelo casal, como crises financeiras, de adaptação, entrosamento, desemprego, problemas com filhos entre outros. Entretanto, a superação de cada uma delas acontecerá quando ambos assumirem que há um Deus apaixonado por cada um deles e que pela Sua vontade os uniu em corpo e alma, sustentando-os.

A beleza dos frutos deste sacramento está na força restauradora que imbui de coragem os casais e actualiza a consciência do que são e dos projectos que têm a realizar a partir da vida a dois. Ainda que haja, numa relação extraconjugal, a aparente união física na intimidade entre quatro paredes, não haverá nem terá como acontecer a celebração da comunhão de corpo e alma, que alegra o espírito.

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