Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

A Família

O que é harmonia conjugal? Como vivê-la?

O casamento, a família de modo especial, é uma escola de amor, porque a convivência diária obriga a acolher os outros com respeito, diálogo, compreensão, tolerância e paciência. Este exercício forte de vivência das virtudes, faz cada um crescer como pessoa humana. Na família, Deus ensina-nos a amar e dá-nos a oportunidade de sermos amados.

A harmonia conjugal é atingida quando o casal, na vivência do amor, se supera a si mesmo e harmoniza as suas qualidades numa união sólida e profunda. Quando isto acontece, cada um passa a ser enriquecido pelas qualidades do outro. Há, então, como que uma transfusão de dons entre ambos. Mas, para isso, é preciso que o casal chegue à unidade, superando as falsidades, infantilidades, mentiras e infidelidades. Para chegar a este ponto, é necessário olhar para o outro com muita seriedade, respeito e atenção.

A decisão para uma boa harmonia conjugal

Ninguém é obrigado a casar-se e a constituir uma família, mas se tomamos esta decisão, então, devemos “casar para valer”, com toda a responsabilidade. Aquela pessoa com quem decidimos casar é a “escolhida” entre todos os homens ou mulheres que conhecemos; e, portanto, como o(a) eleito(a), devemos tê-lo em alta conta, como a “pessoa especial” na nossa vida, merecedora de toda atenção e respeito.

É lamentável que, entre muitos casais, com o passar do tempo e com a rotina do dia a dia, a atenção com o outro, e, pior ainda, o respeito, se acabam. Não tem lógica, por exemplo, que um ofenda o outro com palavras pesadas, que provoquem ressentimentos; não tem cabimento que o marido fale mal da esposa aos outros, criticando-a a terceiros. Isto também é infidelidade, pois isto não acontece somente no campo sexual.

A admiração não pode ser esquecida

Por outro lado, é preciso cuidar para que a atenção, o carinho para com o outro não diminua. É importante manter acesa a chama do desejo de agradar o outro. É nos detalhes que, muitas vezes, isto se manifesta. Qual é a roupa que ela gosta que eu vista? Qual é o corte de cabelo de que ele gosta? Qual é a moda de que ele gosta? Qual é a comida de que ele gosta? Quais são os móveis de que ela gosta? Qual é o carro que ela prefere? Qual é o lazer de que ele gosta? Enfim, a preocupação em alegrar o outro, sem cair no exagero, é claro, é o que mantém a comunhão de vida.

Isto não quer dizer que o amor conjugal deva ser um egoísmo a dois. Como dizia Exupéry, “amar não é olhar um para o outro, mas é olhar ambos na mesma direcção”. Isto é, o casal não pode parar em si mesmo, ele tem grandes tarefas pela frente: os filhos, a ajuda aos outros, a vida na Igreja etc. Importa olhar na mesma direcção e caminhar juntos.

Para que a harmonia aconteça na vida do casal, dia a dia, deverá rejeitar tudo o que possa desuni-lo: brigas e palavras ofensivas, comparações com a vida e atitudes dos outros casais, desentendimentos com a família do cônjuge, inveja e ciúme do outro, desentendimento no uso do dinheiro, reclamações, negativismo, apego exagerado aos pais, mau humor, birras, enfim, tudo o que azeda o relacionamento.

Para que a harmonia aconteça é preciso conhecer o outro. Cada um de nós é um mistério insondável, único e irrepetível. Somos indivíduos. Não haverá dois iguais a ti na face da terra nem na história dos homens, mesmo que se chegue ao absurdo da clonagem do ser humano. Cada um de nós é insubstituível, e isto nos mostra quanto somos importantes para Deus.

Quando nos casamos, recebemos o outro das mãos de Deus e da família, como um presente ímpar, singular, sem igual. Deve-se, portanto, ser cuidado com o máximo cuidado para sempre.

É fundamental para a vida do casal que cada um conheça a história do outro: a sua vida, o seu passado, a realidade familiar de onde veio, etc., para poder compreendê-lo, ajudá-lo, amá-lo, perdoá-lo. Ninguém ama a quem não conhece.


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