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Curiosidades

São Leonardo de Porto Maurício

São Leonardo de Porto Maurício

São Leonardo muito se empenhava na recitação da Via Crucis. De onde o facto de esta devoção se ter tornado mais popular e estimada. Geralmente dava como penitência, no confessionário, a reza deste santo exercício, que era também o tema predileto das suas pregações.

No fim de cada missão instalava em cada paróquia as 14 estações da Via Sacra.

Outras devoções que ele pregava: ao Santíssimo Sacramento, ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, então quase em esquecimento por causa da péssima mentalidade jansenista. Ele chegou a organizar uma colecta de assinaturas para pedir ao Sumo Pontífice a declaração do dogma da Imaculada Conceição.

São Leonardo combateu o abusivo costume da realização de bailes e outros folguedos profanos nas festas religiosas. Com fortes argumentos mostrava que só o demónio saía ganhando com tudo isso.

Numa missão em que, apesar das suas admoestações, promoveram um baile, o santo apareceu no salão com semblante terrível, crucifixo na mão, rodeado por dois círios. O seu aspecto provocou pânico. Ele deteve os dançarinos e começou a pregar.

Nesse momento um dos braços do crucificado destacou-se da cruz. À vista disto, todos caíram de joelhos, clamando a Deus por misericórdia. E fizeram então um voto de nunca mais profanarem a festa dos santos com esses divertimentos profanos.

Deste modo ele acabou também com o carnaval em Gaeta, cidade quase exclusivamente militar, e em Liorna, cidade marítima que parecia uma sentina de vícios. Nesta última, o baile de máscaras foi substituído por uma procissão de penitentes.

As missões na Córsega foram das mais difíceis. O santo assim as descreve: “Em cada paróquia encontramos divisões, ódios, brigas e peleja. Mas no final das missões fizeram as pazes. Como estão em guerra há três anos, nestes o povo não recebeu nenhuma instrução.

Os jovens são dissolutos, aloucados e não se aproximam da Igreja. E o mais grave é que os pais não se atrevem a corrigi-los. Apesar de tudo, os frutos que estamos a conseguir são muito abundantes”.

Outro grande obstáculo que o santo encontrava no borbulhante povo italiano era o vício da blasfêmia. Por qualquer coisa se blasfemava. São Leonardo combateu insistentemente este vício, e um milagre estupendo veio confirmar as suas palavras.

Um jovem que tinha o costume de blasfemar riu em público das suas ameaças. Mas quando atravessava a cidade a cavalo, caiu subitamente por terra, morrendo miseravelmente com a língua fora da boca, negra como um carvão.

O santo recomendava que, quando se ouvisse uma blasfêmia, se rezasse: “Meu Jesus, misericórdia”. Para inspirar horror a este vício, recomendou que se pusesse o monograma do santíssimo Nome de Jesus nas portas das casas.

São Leonardo ameaçava com a cólera divina os que profanassem os domingos com o trabalho. Uma jovem que apesar das ameaças do santo foi trabalhar para o campo, logo começou a sentir arder as suas entranhas com um fogo invisível. Foi encontrada depois morta e escura como se tivesse caído numa fogueira.

O grão-duque Cosme Médici III, da Toscana, e a sua família tornaram-se ardentes admiradores de Frei Leonardo. A pedido do grão-duque, o santo evangelizou todos os seus Estados com copiosos frutos. Sempre que podia, este mesmo governante ia ouvi-lo para aprender a arte de governar.

Um dos seus secretários, indicado por ele para acompanhar São Leonardo, providenciando do que ele necessitasse, escreveu dizendo que muito pouco tinha podido fazer, pois Frei Leonardo e os seus auxiliares comiam o que conseguiam de esmolas e deitavam-se diretamente no chão.

O santo pregou 339 missões ao longo de 44 anos, como consta do diário do seu inseparável companheiro, Frei Diego de Florença. Muito frutuosas foram aquelas que ele pregou em Roma no jubileu extraordinário de 1740, e depois na preparação do Ano Santo de 1750, que terminou com a solene instalação da Via Crucis no Coliseu.

São Leonardo de Porto Maurício faleceu aos 74 anos, no dia 26 de Novembro de 1751. Indo ao Céu, ele queria continuar a sua batalha na Terra: “Quando morrer, agitarei o Paraíso, e obrigarei os Anjos, os Apóstolos, todos os Santos, que façam uma santa violência à Trindade Santíssima para que mande homens apostólicos, e chova um dilúvio de graças eficacíssimas que convertam a Terra em Céu”.

Foi canonizado por Pio IX em 1867.

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