Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Curiosidades

Por que é que Jesus se esconde na Eucaristia?

 Por que é que Jesus se esconde na Eucaristia?    

Jesus ama-nos tão radicalmente, na Eucaristia, que se submete a nós em tudo 

Muitos ficam angustiados, porque Jesus esconde a Sua glória na Eucaristia, mas Ele precisa de fazer isso para que o brilho da Sua majestade, como o rosto brilhante de Moisés, não ofusque a nossa vista, impedindo-nos de chegar a Ele. 

Ele esconde também as Suas virtudes, porque, se a víssemos, ficaríamos humilhados e, quem sabe, desesperados por nunca poder atingir tal perfeição. Tudo para nos podermos achegar a Ele sem medo.

 Jesus desce até ao nada, na hóstia consagrada, para que desçamos com Ele e sintamos profundamente o que Ele disse: “Vinde a mim. Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. 

Amor de Deus revelado na Eucaristia por nós 

Por isso, podemos chegar a Jesus com toda a confiança, porque Ele já retirou todos os obstáculos para chegarmos a Ele; e espera que não sejamos nós a colocar esses empecilhos com os nossos medos e escrúpulos. 

Jesus ama-nos tão radicalmente, na Eucaristia, que se submete a nós em tudo. Ele desce do Céu logo que o sacerdote pronuncia as palavras da consagração. Ele obedeceu silencioso aos Seus carrascos e está pronto novamente para receber o beijo dos novos Judas por amor a nós. 

Na Eucaristia, perpetua-se a Paixão do Senhor. Ali, Ele a vê renovada diariamente. Por vezes, Ele é traído pela apostasia, crucificado pelo vício, flagelado pelas ingratidões e pecados; e, muitas vezes, Jesus renova o Seu Calvário nos corações que O recebem em pecado mortal ou com indiferença. 

Escondido no sacrário, Ele continua a dar combate ao velho orgulho com as armas da humildade. O sacrário é a nossa escola. Dali, Jesus diz: “Aprendei a esconder as boas obras, as virtudes e sofrimentos como eu”. O Rei da Glória rebaixa-se ao mais baixo grau da humildade para nos deixar o Seu exemplo. 

Este estado humilde e escondido de Jesus anima a nossa fraqueza, dá-nos coragem de Lhe falar sem receio e contemplá-Lo. Se nem mesmo conseguimos olhar para o sol do meio-dia, quanto mais poderíamos contemplar a Glória do Rei do Universo! “Deus é um fogo consumidor”, disse Moisés. Não é possível contemplar a Sua glória e continuar vivo. A nossa natureza humana não está preparada para a ver. Os apóstolos não puderam suportar o brilho de apenas um raio da Sua glória na transfiguração do Monte Tabor. E tem mais, não foi o Tabor que converteu o mundo, foi o Calvário. O amor manifesta-se e opera não pela glória, mas na bondade e humildade. 

O véu eucarístico foi colocado também para fortalecer a nossa fé. Crer no Senhor, ali presente, é um ato do espírito desprendido dos sentidos. 

O escondimento de Jesus sob o véu eucarístico é um bom incentivo para penetrarmos na Verdade escondida e descobrir os tesouros ali escondidos. Assim, neste exercício espiritual, dilatam-se os desejos da nossa alma, que vão descobrindo, sem se cansar, uma beleza sempre antiga e sempre nova. E Jesus vai se manifestando gradualmente à nossa alma, na medida da nossa fé e do amor para com Ele. 

A Eucaristia é um verdadeiro Céu escondido, um Céu Eucarístico 

Ao subir ao Céu, na Ascensão, Jesus tomou posse da Sua glória e foi preparar-nos um lugar. Mas para nos ajudar a esperar com paciência e perseverança o Céu da glória, Ele deixou entre nós esse Céu antecipado. Ora, o Céu é onde está Deus, e Ele está na Eucaristia; com Ele todos os anjos e santos. Assim, Ele baixou o Céu à Terra. Ao comungar, recebemos não só Jesus na alma, mas também o Reino de Deus. Somos os súbditos que têm a honra de hospedar a Sua Majestade e toda a Sua corte. 

O amor manifesta-se em bondade e humilhação, escondendo-se, aniquilando-se; rejeita a glória e os aplausos, oculta-se e desce. Assim fez Jesus ao encarnar; assim Ele fez na gruta de Belém, no silêncio de Nazaré, na tentação do deserto, no Calvário; e, por fim, na Eucaristia. 

Na verdade, o Sacrário é um novo Tabor, no qual Jesus se transfigura, não diante dos olhos do corpo, mas aos olhos da fé. Nesta montanha, não devemos procurar a felicidade sensível, mas as lições de santidade que Ele nos dá pelo seu aniquilamento.

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