Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Curiosidades

O perdão é obra do amor

 

O PERDÃO É OBRA DO AMOR

 

Imaginemos (foi assim que Deus o fez...) um mundo transfigurado pela presença de Deus. Um mundo bonito e amigo do homem. Cheio de poesia e de maravilhas, carregado de sentido, como caminho para o encontro de amor com Deus.

Há, porém, um outro mundo que é inimigo de Deus e do homem...

É o mundo adulterado pelo homem, cheio de ervas daninhas (perigosas), que muitas vezes abafam a boa semente. É o mundo do desamor, do ódio, das invejas, das traições, das cobiças e ganâncias sem fim. O mundo que esvazia o homem da sua dignidade humana e cristã.

Há muitos jovens que sentem dentro de si a força terrível deste mundo que cria uma sensação de vazio existencial.

Acontece que esta vida sem-sentido, é o efeito pior de um mundo errado, torto e falsificado, que não respeita a vida e desconhece o amor! E, por desconhecer o amor, também ignora o perdão; e todos sofrem os malefícios de um mundo não reconciliado.

Por isso falemos sobre o PERDÃO.

O perdão é, talvez, a mais profunda e completa manifestação de amor. Quem ama perdoa sempre. Quem não ama, é incapaz de perdoar. Assim, na verdade, quando falamos de perdoar, estamos a falar de amor.

Pensa em Deus, cujo amor se manifestou quando ainda éramos pecadores. E continua a perdoar-nos sempre, sempre.... porque nos ama.

Na verdade, quem ama, não pode nunca estabelecer limites, nem determinar números ou quantidades. É nesta decisão da nossa vontade de sempre querer perdoar, que nos assemelhamos mais ao nosso Deus-Pai.

Como sabes, perdoar muitas vezes é difícil, porque o nosso amor é pequeno, é mistura de muito egoísmo e desamor.

Percebes, também, a grande tarefa que temos, como Igreja, para ajudar a reconciliação dos homens entre si e com Deus.

Vivemos num mundo carente de amor; portanto, incapaz de perdoar. Por isso existe este mundo de divisões, desrespeitos, ódios e guerras. A linguagem deste mundo rancoroso é: "não perdoo", "vais-mas pagar", "isto vai ter resposta", etc...

Isto significa fechar o coração. E isto é péssimo, pois é a mesma coisa que matar alguém. Parece duro? Pois é, mas é isto mesmo, infelizmente.

Dizer e demonstrar a alguém que o perdoamos, é dizer-lhe: quero que vivas, que sejas feliz e participes da salvação do céu.

Que acto extraordinário é o perdão!

Com ele damos nova oportunidade de vida ao irmão.

Com ele somos esperança renovada de felicidade e de paz.

O perdão faz renascer, reconstrói a dignidade da pessoa, levanta e ressuscita. E como é bom ressuscitar! Como é bom ver de novo todas as partes abrirem-se, distâncias desaparecerem, os corações unirem-se num total e amigo abraço de reconstrução interior e na vivência alegre e serena.

O perdão faz reviver as pessoas. Experimenta-o e verás que paz e que felicidade! Sim, porque o perdão é mensageiro fiel da paz!

O perdão é dimensão essencial da mensagem cristã.

No "Pai-nosso" pedimos que o Pai nos perdoe na medida em que nós somos capazes de perdoar: Perdoai-nos, assim como nós perdoamos…

Quem perdoa mesmo, não guarda rancor nem ressentimento.

É preciso perdoar de coração! Perdoar mesmo! Só então seremos filhos do Pai.

O perdão total não inclui, de imediato, a superação total de antipatias, de falta de espontaneidade natural. Às vezes a felicidade e espontaneidade nas relações anteriormente existentes leva tempo a chegar, a restabelecer-se. Isto é limitação humana. Não podemos é, após o perdão, continuar com o coração fechado e amargurado. Seria um sinal visível de que ainda não perdoámos.

Numa comunidade cristã, combatem-se as ofensas, as amarguras, os rancores, as discriminações e reparte-se quotidianamente o perdão. Só então nos podemos assentar felizes à mesa do pão da unidade e da comunhão eucarística: quando antes nos sentamos, de mãos dadas e corações reconciliados, à mesa do perdão.

O perdão é tão fundamental que sem ele não é possível verdadeira convivênciahumana.          

- Como haverá paz entre os povos, sem perdão?

- Como haverá paz entre pais e filhos, sem perdão?

- Como haverá paz no coração das pessoas, quando guardarmos rancor? Como a paz, a vida, o amor, são dons de Deus, assim também o perdão o é.

Precisamos de Deus para saber perdoar. Isto é uma graça.

Olhando para a Cruz de Cristo, vemos que o amor transforma a ofensa em VIDA e RESSURREIÇÃO. Assim, com Cristo, por Cristo e em Cristo podemos sempre perdoar.

Os jovens, todos os jovens, porque são jovens, são chamados, a partir dos seus próprios corações reconciliados,construir a nova Civilização do Amor, civilização que perdoa e ama a paz. E tu também és jovem, então, perdoa para colaborares nesta construção dum mundo novo.

Perdoai e sereis perdoados. Perdoai aos que não vos dão atenção, aos que se riem de vós, aos que vos ofenderam, a todos...

Assim sereis testemunhas do Reino de Deus e vivereis em paz.

Pensa, agora, um pouco, no cântico bem conhecido:

Se vos amardes uns aos outros, Deus permanece em vos (bis)

- É este o Meu Mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.

- Vós sereis Meus amigos, se fizerdes o que vos mando.

- Não julgueis e não sereis julgados; perdoai e sereis perdoados.

Que tal? Tens algo a corrigir na tua vida, na tua maneira de perdoar?

E na tua maneira de aceitar o perdão?

 

É preciso perdoar

 

Precisas de pedir perdão e perdoar. Perdoa porque o perdão vai ser como o ar que entra pelos teus pulmões. Enquanto tu não perdoas, vais respirar com uma parte apenas do teu pulmão. Isto não resolve. O teu pulmão precisa de ficar cheio. O teu sangue tem de se renovar pelo oxigénio. Para deixares o sangue venoso e teres um sangue novo, precisas de oxigénio. Vais fazer isso perdoando. Erraram contigo? Perdoa. Permitiste que errassem, foste ingénua? Perdoa.

Muitos homens casados, pela graça de Deus sentirão um profundo desejo e uma forte decisão de pedir perdão às suas esposas. Por coisas antigas... Por coisas do começo do matrimónio. Não é atirar à cara. Jesus não faz isso. Pelo contrário, Ele tira-te a vergonha de pedires perdão. Tu erraste, mas o perdão de Deus é maior. Da primeira Carta de São João: ”Se dizemos que não temos pecados, enganamo-nos a nós mesmos e chamamos Deus mentiroso. Mas se reconhecemos os nossos pecados Deus aí está” (cf. 1Jo 1,8-9).

Na hora em que reconheceres o teu pecado, Deus já está aí, fiel e justo, para te perdoar os pecados e purificar de toda a iniquidade. Deus não te atirou à ”cara”, Ele fez-te reconhecer o teu pecado para te perdoar e para te dar o privilégio de ires e de pedir perdão.
Que presente da Sagrada Família tu chegares à tua esposa com o coração acalmado por Deus e pedires perdão. Mesmo que sejas duro. Mesmo que fiques com um nó na garganta... vai e diz à tua esposa do modo que falas: “meu bem”, “minha querida”, ou sem dizer nada, entra logo no assunto e diz: “eu peço perdão”.

Talvez tu fales só um pouco e não consigas dizer o resto... Talvez as lágrimas corram. Ou então nem haja mais lágrimas porque secou tudo... Mas ela vai entender. Mais do que isso: a alma dela vai ser lavada. Há tanto tempo ela esperava por isto!

Eu fico a imaginar o abraço que houve entre José e Maria...

Eles eram marido e mulher. Havia uma pureza enorme entre eles, mas eram profundamente afectuosos. José amava Maria. Na hora em que ele entendeu tudo pelo anúncio do Anjo em sonho, quando os dois se encontraram... Seria necessário um cineasta para imaginar a cena e fazê-la. Ia ser muito mais linda do que tantos filmes que já vimos. Mesmo que não sejas um galã de cinema, na hora em que pedires perdão e os dois se abraçarem, vai ser a cena mais linda do mundo. Os anjos vão cantar sobre a vossa casa:
“Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens amados de Deus, a este casal amado de Deus”.

José, o que falta para pedires perdão? Para quê ser tão duro? Por quê não se reconciliar? A Sagrada família é para isso. Para que se segurar tanto, José? Vá, pede perdão! Perdoa. Eu sei que o homem é mais duro. Não sabe o que dizer. Não tem jeito para falar. Mas o seu gesto, o seu carinho vão dizer tudo: pede perdão. Perdoa. Reconcilia-te. Não sei o que é mais difícil: se é perdoar ou pedir perdão. Mas perdoa e pede perdão, José.

Maria, Deus caprichou em ti. Deus deu-lhe o maior amor. Claro, quando te magoas a dor é maior. É mais difícil perdoar e pedir perdão. Mas, reconcilia-te, Maria, por favor. Vai ser uma cena maravilhosa. Deus merece ver esta cena. Lá do alto do céu Ele espera. Para que deixar para depois?

É preciso deixar tudo para trás: as brigas... os desentendimentos... as palavras que feriram... os gestos impensados... as ofensas... Deixar tudo para trás e perdoar. Deixar tudo para trás e pedir perdão.

 

A prática do perdão

O porquê de não conseguirmos perdoar aos nossos pais é um problema bastante complicado. Ás vezes, vivemos anos e anos com a mágoa de algo que nos fizeram, ou que não fizeram. Quanto tempo de bom relacionamento perdemos com estas intrigas. Quantos abraços desperdiçados, quantos beijos, quantas conversas, quanto carinho e cuidado deitados fora. E, muitas vezes, acabamos por nos arrepender de tanto desperdício tarde de mais, pois, às vezes, estas pessoas tão queridas partem da vida, enquanto, nós, filhos, ficamos com o arrependimento do tempo perdido, do que poderia ter sido e não foi.

A prática de não perdoar vem, muitas e muitas vezes, de um pensamento profundamente egocêntrico. Pensamos, na verdade, que o nosso umbigo é o centro deste imenso universo e que todas as constelações, astros e estrelas devem girar à nossa volta. Portanto, digo-te, caro Sol (tu que te encontras na situação), será realmente que os teus pais merecem a tua desaprovação, merecem a tua rejeição, merecem não serem perdoados?

Não esqueças que foram os teus pais (ou a tua mãe sozinha, ou só o teu pai, em alguns casos) que te fizeram chegar aonde estás, o dom da tua vida passa também pelo amor deles por ti, amor que ainda têm, ou se não têm, um dia tiveram, e tu deves ser grato também por isso. Pára para pensares em tudo o que viveste e percebe as manifestações de amor dos teus pais, mesmo se foram pequenas ou poucas. Não é justo que toda uma história de amor seja atirada por água abaixo por causa de alguns acontecimentos que te magoaram. Sabemos que certas coisas nos marcam muito, mas, o amor é maior do que tudo isto e tudo pode ser superado através dele.

Sabemos também que há pais que maltrataram muito os seus filhos e não foram quem deveriam ser, não foram o apoio, o porto seguro, o carinho e a atenção que deveriam ser como pais. É, claro, que é muito difícil para estes filhos conseguirem reconciliar-se com estes pais (aliás, alguns pais nem permitem que os filhos se aproximem), mas, estes filhos não devem esquecer que todos são dignos de amor, e que assim como tu precisas do amor dos teus pais, os teus pais também precisam do teu, mesmo que eles não expressem isto, mas, eles precisam do seu amor para mudar. Devemos procurar entender também que os teus pais, assim como tu, tiveram também as tuas histórias durante a vida, e também tiveram pais que os trataram das mais diversas maneiras. Devemos parar para reflectir sobre os nossos pais como indivíduos normais, como nós, que erramos, que lutamos, que caímos, e como pessoas que também devem ter tido uma vida difícil com os seus pais. Muitas vezes desconhecemos o modo como os nossos pais foram criados, e isto tem muita influência no modo como nos tratam. Há pais que não receberam atenção e amor dos seus pais, foram tratados com indiferença, e para eles é muito difícil dar aos filhos algo que não receberam. Portanto, precisamos, como jovens maduros e de atitude, tomar também as rédeas do nosso relacionamento com os nossos pais, e procurar, através do amor e da compreensão, nos reconciliar com a nossa família, com a nossa história e com a nossa identidade que também passa pelos nossos pais.

E não esqueçamos que o perdão é uma graça de Deus e tu, como conhecedor do Seu amor e da Sua misericórdia, deves, através do perdão que Deus te dá sempre, pedir-Lhe a força e a coragem de perdoar e buscar cicatrizar as feridas que o relacionamento com os seus pais deixou ti. Portanto, esquece-te um pouco de ti, e lembra-te que os teus pais também são fruto de sofrimentos anteriores e esforça-te para sair de ti mesmo, dessa mágoa, pedindo a Deus que te ajude, para que possas abrir-te para uma vida mais sincera, mais amorosa, mais reconciliada, mais leve, mais feliz com os teus pais.

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