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Curiosidades

Jovem testemunha como conciliar a fé e a razão

Jovem testemunha como conciliar a fé e a razão 

"O meu nome é Fabiano Landim e sou estudante de Direito da Faculdade Farias Brito, em Fortaleza - Brasil.
A Universidade é meio por excelência da edificação do saber no qual se forjam os novos profissionais do milénio. No longo caminho que percorremos com vistas à profissionalização, deparamo-nos, consequentemente, com a responsabilidade de arquitectar nosso próprio futuro, com as expectativas que temos de nós mesmos e da sociedade que espera de nós algo de bom, algo de grande.
Para o cristão o arquitectar esse futuro deve estar enraizado nos valores fundamentais da vontade de Deus, manifestada pelas Sagradas Escrituras, o Magistério da Igreja e pela oração que é o diálogo profundo com Deus. Pela Vontade Divina vale a pena lutar e se lançar por inteiro não obstante os grandes obstáculos que devemos ultrapassar, como autênticos discípulos e missionários de Jesus Ressuscitado.
Através dos estudos universitários, lançamos mão da ciência, na busca pelo conhecimento, que é uma arma para a realização daquilo que desejamos para nós, daquilo que desejamos contribuir para o mundo. Elevamos assim nossa capacidade técnica e intelectual para um novo patamar do qual nos utilizaremos posteriormente da melhor forma: com a ética e a moral cristã. É certo que nos centros académicos encontramos jovens de todas as culturas, de diferentes formações, e isso é bom para a construção de uma nova sociedade. Porém, torna-se um desafio quando nos encontramos rodeados de conceitos que não nos farão felizes e tampouco convém ao exercício ético da nossa profissão. Desta forma, a ciência, que pode ser instrumento para a constituição de um homem novo e uma sociedade nova, passa a ser uma perigosa arma de destruição e negação da verdade caso não seja bem manejada. Os centros académicos representam em sua essência lugares de emancipação do intelecto, de orientação e revelação da profissão e é exactamente aí nesse ambiente, por vezes hostil à nossa fé, o lugar onde somos chamados, em nossa juventude, a ser autênticas e corajosas testemunhas de Jesus Cristo, O Ressuscitado que passou pela Cruz, com a mesma parresia dos primeiros discípulos.
É indispensável citar as mentalidades que nos rodeiam, tais como o mundanismo que simboliza a ganância desenfreada dando ares de que a riqueza pode satisfazer a todos os nossos anseios e necessidades, caindo no materialismo sem rédeas; o relativismo que quer confundir a nós sobre os conceitos absolutos da fé e da moral cristãs, sobre a verdade de Cristo. Em nome de uma falsa liberdade justifica-se todo conceito e comportamento enquanto na verdade ameaçam constantemente a nossa liberdade autentica e nossa escolha fundamental pelo Evangelho.
Posso falar de maneira particular sobre uma mentalidade, que se vem alastrando entre os jovens e famílias do meu estado, o Ceará: a escolha da profissão motivada pela busca da riqueza. Dá-se preferência aos cursos que levam às profissões mais rentáveis às custas do ideal e da vocação pela qual anseiam e indiferentes às necessidades da sociedade e da humanidade. Que tipo de sociedade teremos no futuro? Uma sociedade que luta para estar no rol dos ricos? Que aumente o fosso entre ricos e pobres? E quem se voltará para o pobre? Nós universitários esqueceremos os pobres, os fracos? A nossa escolha deve ser baseada nesse diálogo profundo com Deus, perscrutando o Seu coração e Sua vontade. Essa caminhada pode parecer um deserto muitas vezes, mas é fato que “Deus quer ardorosamente abrir uma vereda no deserto e assim formar um povo”, um povo que actue nas mais diversas áreas, como na política, nas ciências exactas e humanas e em todos os meios nos quais a humanidade e a vida do próprio homem possam ser enriquecidas. A escolha fundamental por Cristo Ressuscitado não deve ser um momento apenas, (talvez esquecido na nossa adolescência) mas (uma constante crescente) em todo o percurso no qual estamos.
Inseridos num mundo que valoriza cada vez menos a Cristo, onde as incertezas de um futuro bom nos põe em dúvidas constantes sobre a verdade da fé, (nós, universitários católicos) somos aqueles em que Deus põe Sua confiança e deseja que ajamos. A universidade é tempo de inúmeras graças que nós podemos aproveitar sem nos desviarmos do Caminho da Verdade. É tempo de amizades profundas que durarão anos, tempo de escolhas fundamentais das quais nos felicitamos nos tempos que virão. E o bom, nesse tempo, é a escolha renovada da vontade de Deus, isso é grandioso.
O tempo passado na Universidade funciona como uma forja, uma fornalha, que é regida por nós, com a Graça de Deus. Não podemos deixar que o nosso futuro seja subvertido pelo toque de uma cultura que reage contra a verdade e a liberdade. E o remédio para nós é o anúncio explícito de Cristo, o amor-perfeito, que traz a mais perfeita felicidade, a mais concreta alegria, ainda que com tribulações. Estaremos no centro da vontade de Deus quando O fizermos conhecido e amado (também no meio universitário), com gratidão por ter sido Ele quem nos amou primeiro. Enfim, tornaremos plena a nossa vida e serão imensuráveis os nosso actos, tão grandes actos como os dos santos da nossa Igreja, e tão pleno o nosso sim como o de Maria verdadeira Arca do Conhecimento.

 

 

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