Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Curiosidades

Catequese do Papa sobre a Bíblia

Catequese de Bento XVI sobre a leitura da Bíblia

Queridos irmãos e irmãs!

Quando temos um momento de pausa nas nossas actividades, de modo especial durante as férias, normalmente pegamos num livro que desejamos ler.

Cada um de nós tem necessidade de um tempo e um espaço para se recolher, meditar, se acalmar... Graças a Deus é assim!

Esta experiência mostra que não somos feitos só para trabalhar, mas também para pensar, reflectir, ou simplesmente para seguir com a mente e com o coração uma história, uma história que nos coloca de um certo modo “perdidos” para depois nos re-encontrarmos enriquecidos. 

Naturalmente, muitos desses livros de leitura que pegamos durante as férias são, na sua maioria, para “fugir” [da realidade] e isto é normal. Entretanto, várias pessoas, particularmente aquelas que podem ter um espaço de pausa e de relaxamento prolongado, dedicam-se a ler algo mais empenhativo.

Faço uma proposta: por que não descobrir alguns livros da Bíblia que normalmente não são conhecidos? Ou aqueles que talvez escutamos qualquer pedaço durante a Liturgia, mas que nunca lemos por inteiro?

Na realidade, muitos cristãos nunca leram a Bíblia e têm um conhecimento muito limitado e superficial. A Bíblia – como diz o nome – é uma colecção de livros, um pequena “biblioteca”, nascida com o passar de um milénio.

Alguns destes livrinhos que a compõem permanecem quase desconhecidos para a maior parte das pessoas, também para bons cristãos. Alguns são bem breves, como o “Livro de Tobias”, um livro que contém um sentido muito alto de família e de matrimónio; o Livro de Ester, no qual a rainha judia, com a fé e a oração, salva seu povo do extermínio. Ou ainda um mais breve: o Livro de Rute,  uma estrangeira que conhece Deus e experimenta a sua providência. Estes pequenos livros podem ser lidos por inteiro numa hora.

Mais desafiadores, e verdadeiras obras-primas, são: o Livro de Jó, que aborda a grande problemática da dor do inocente; o Eclesiastes que debate a desconcertante modernidade na qual põe em discussão o sentido da vida e do mundo; e o Cântico dos Cânticos, estupendo poema simbólico do amor humano.

Como podem ver, estes são todos livros do Antigo Testamento. E o Novo? Certo, o Novo Testamento é mais conhecido e são géneros menos diversificados. Porém, a beleza de ler um Evangelho completo é a descoberta, bem como recomendo os Actos dos Apóstolos ou uma das Cartas.

Em conclusão, quero sugerir ter em mãos, durante às férias ou nos momentos de pausa, a santa Bíblia, para apreciá-la de modo novo, lendo alguns dos seus Livros, os menos conhecidos e também os mais notáveis, como o Evangelho, mas uma leitura contínua.

Fazendo assim, os momentos de descanso podem-se tornar, além de um enriquecimento cultural, também um alimento do espírito, capaz de alimentar o conhecimento de Deus e o diálogo com Ele, na oração.

Esta parece ser uma boa ocupação para as férias: pegar num livro da Bíblia tendo um momento de descontracção e, ao mesmo tempo, entrar no grande espaço da Palavra de Deus e aprofundar o nosso contacto com o Eterno, justamente como propósito do tempo livre que o Senhor nos dá.


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