Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Curiosidades

O Mês de Maria, em Ano santo Paulino

(Vigararia de Gondomar)


DIA 1

Neste mês, propomo-nos louvar o Senhor, na companhia de Maria e com a ajuda do Apóstolo Paulo. Ao longo deste mês, juntamente com a oração do terço, desejamos colocar diante de nós algumas páginas das cartas do Apóstolo das Nações para melhor compreender o seu pensamento e a sua experiencia cristã, para depois podermos também nós, enriquecidos com a experiencia de Paulo, sermos testemunhas do evangelho do Senhor Jesus. Deixemos que o Apóstolo se apresente:


Leitura da Carta de S. Paulo aos Romanos (Rom. 1, 1-7)
Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado a ser Apóstolo, escolhido para anunciar o Evangelho de Deus, que Ele de antemão prometera por meio dos seus profetas, nas santas Escrituras, acerca do seu Filho, nascido da descen-dência de David segundo a carne, constituído Filho de Deus em poder, segundo o Espírito santificador pela ressurreição de entre os mortos, Jesus Cristo Senhor nosso; por Ele recebemos a graça de sermos Apóstolos, a fim de, em honra do seu nome, levarmos à obediência da fé todos os gentios, entre os quais estais também vós, chamados a ser de Cristo Jesus; a todos os amados de Deus que estão em Roma, chamados a ser santos: graça e paz a vós, da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!

1º mistério: A AGONIA DE JESUS NO JARDIM DAS OLIVEIRAS
“Paulo, servo de Cristo Jesus”: neste texto, S. Paulo atribui-se 3 títulos para se apresentar à comunidade de Roma. Ele é Servo de Jesus. A palavra “Servo” lembra-nos grandes figuras bíblicas, como Abraão e Moisés, que estiveram ao serviço de Deus, na história da Salvação. Paulo vê a sua missão e a sua vida como serviço de entrega para bem da comunidade e por vontade de Deus.

2º mistério: A FLAGELAÇÃO DE JESUS
“Paulo, chamado a ser Apóstolo”: a palavra “Apóstolo” apresenta-nos Paulo como testemunha fiel de Jesus e da sua mensagem. Ele é um enviado em nome de Jesus. É essa a sua vocação pessoal, nascida do encontro com Cristo ressuscitado no caminho de Damasco.

3º mistério: A COROAÇÃO DE ESPINHOS
“Paulo, escolhido para anunciar o Evangelho de Deus”: com esta escolha para anunciar o evangelho, S. Paulo demonstra clara consciência de que a iniciativa do seu ministério não nasce da sua vontade própria ou da suas qualidades ou méritos pessoais, mas nasce da vontade de Deus que lhe confiou essa tarefa em favor de todos os gentios.

4º mistério: O CAMINHO DA VIA-SACRA ATÉ AO CALVÁRIO
A missão de Paulo destina-se a todos os “Chamados a ser de Cristo Jesus, chamados a ser santos”. O cristão é chamado por Deus, pelo seu Baptismo, a ser santo, a “ser consagrado” a Deus, em todos os aspectos da sua vida. Peçamos ao Senhor a graça de descobrir a nossa vida e vocação como dom de Deus para bem de todos.

5º mistério: JESUS MORRE NA CRUZ
Os 3 títulos – servo, apóstolo e escolhido – que Paulo se atribui neste texto apontam para o anúncio do Evangelho, não como um conjunto de ideias e de doutrinas filosóficas, mas sim como Boa Noticia da parte de Deus que se realiza em Jesus e que nos exige fidelidade à mensagem recebida do Apóstolo, enviado de Deus.

ORAÇÃO FINAL: 1

DIA 2

Depois de S. Paulo se ter apresentado ontem, perguntemo-nos hoje o que S. Paulo diz de si mesmo? Que significou para ele o encontro com o Ressuscitado, no caminho de Damasco? Ouçamos a sua voz:

Leitura da Carta de S. Paulo aos Gálatas (Gal. 2, 15-16.19- 21)
Nós, por nascimento, somos judeus, e não pecadores de entre os gentios. Sabemos, porém, que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas unicamente pela fé em Jesus Cristo; por isso, também nós acreditámos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei; porque pelas obras da Lei nenhuma criatura será justificada. É que eu pela Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. E a vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Não rejeito a graça de Deus; porque, se a justiça viesse pela Lei, então teria sido inútil a morte de Cristo.

1º mistério: A ANUNCIAÇÃO DO ANJO A NOSSA SENHORA
“Por nascimento, somos judeus”: S. Paulo, em várias cartas, afirma, com orgulho, a sua ascendência e educação judaicas. Ele sabe-se membro do Povo eleito, escolhido por Deus para ser uma nação santa e consa-grada ao Senhor. Paulo sabe que pertence a um povo com História na qual Deus se comprometeu em Aliança.

2º mistério: A VISITAÇÃO
“O homem é justificado unicamente pela fé em Jesus Cristo”: Paulo foi um judeu zeloso e empenhado em ser justo diante do Senhor, no fiel cumprimento da Aliança. No seu encontro com Jesus ressuscitado, compreende que a salvação não é fruto do mero esforço pessoal por cumprir as prescrições da Lei, mas nasce da iniciativa e graça de Deus que se manifestam naquele que adere à pessoa e Mensagem de Jesus.

3º mistério: O NASCIMENTO DE JESUS
“Estou crucificado com Cristo”: do encontro com Cristo nasceu a vocação de Paulo como apóstolo, na certeza que os destinos de Jesus e de Paulo são chamados a assemelhar-se. Como disse Jesus: “Não há discípulo maior que o Mestre”. Peçamos ao Senhor a graça de nos configurarmos com Cristo.

4º mistério: A APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO
“Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”: Paulo tem a certeza que o seu encontro com Jesus partiu a sua vida em dois, de tal modo que a sua vida já não faria sentido sem Cristo. A partir daquele encontro já não podemos falar de um Paulo isolado. Apenas podemos falar de um Paulo a tal ponto apaixonado por Cristo que só Jesus conta na sua vida.
5º mistério: PERDA E ENCONTRO DE JESUS
“Vivo na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim”: A vida de Paulo, como a nossa, teve as suas dificuldades e quedas. Paulo sabe-se amado por Cristo e vive na esperança todas as circunstâncias da sua vida pessoal. Peçamos ao Senhor a graça de compreendermos cada vez mais a sua presença em nós a fim de nos configurarmos sempre mais a Ele.

ORAÇÃO FINAL: 4

DIA 3

Domingo sempre foi, desde a época dos primeiros cristãos, o dia consagrado ao Senhor ressuscitado. O que terá S. Paulo a dizer nos sobre a ressurreição de Jesus? Que lugar ocupa esta certeza de fé fundamental na sua vida e na sua pregação?

Leitura da Primeira Carta de S. Paulo aos Coríntios (1 cor. 15, 1-10a.12-14.16-19)
Lembro-vos, irmãos, o evangelho que vos anunciei, que vós recebestes, no qual permaneceis firmes e pelo qual sereis salvos, se o guardardes tal como eu vo-lo anunciei; de outro modo, teríeis acreditado em vão. Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que eu próprio recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Céfas e depois aos Doze. Em seguida, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma só vez, a maior parte dos quais ainda vive, enquanto alguns já morreram. Depois apareceu a Tiago e, a seguir, a todos os Apóstolos. Em último lugar, apareceu-me também a mim, como a um aborto. É que eu sou o menor dos apóstolos, nem sou digno de ser chamado Apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou e a graça que me foi concedida, não foi estéril. Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como é que alguns de entre vós dizem que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. Mas se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã é também a vossa fé. Pois, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. Por conseguinte, aqueles que morreram em Cristo, perderam-se. E se nós temos espe-rança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.

1º mistério: A RESSURREIÇÃO DE JESUS
“Transmiti vos o que eu próprio recebi”. A ressurreição de Jesus é uma verdade tão importante para a fé que o apóstolo assume a Tradição da comunidade. O seu anúncio não nasce do cunho pessoal. É uma certeza experimentada no caminho de Damasco e recebida como tradição da comunidade. Não pode ser manipulada ou interpretada de modo subjectivo.

2º Mistério: A ASCENSÃO DE JESUS
“Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Céfas e depois aos Doze.” Esta passagem é ma fórmula de fé, um credo primitivo dos primeiros cristãos que assenta em dois factos reais: a morte de Jesus, comprovada pela sepultura, e a ressurreição, testemunhada nas aparições do Ressuscitado.

3º Mistério: A DESCIDA DO ESPÍRITO SOBRE MARIA E OS APÓSTOLOS
“Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação e vossa fé”. Esta boa notícia da ressurreição de Jesus é o centro do anúncio da igreja. Negar o fundamental seria igual a votar ao fracasso todo o apostolado. A nossa fé seria apenas um sentimento diante de Deus e nada mais. Mas a nossa fé, sabemo-lo, assenta num facto real e histórico. Não nasce de discurso, nasce desta verdade primeira e anterior a toda a reflexão feita acerca da ressurreição.

4º Mistério: A ASSUNÇÃO DE MARIA EM CORPO E ALMA
Paulo, ao citar na sua carta esta fórmula de profissão de Fé primitiva, não esta a inventar nada. Diante da importância fundamental da ressurreição de Jesus, o seu testemunho pessoal concorda em absoluto com a tradição da Igreja que ele recebeu e transmite com fidelidade

5º mistério: A COROAÇÃO DE MARIA COMO RAINHA
A ressurreição de Jesus é promessa e garantia da nossa própria ressurreição - o Senhor ressuscitou como “ primícias”, como o primeiro de um povo de ressuscitados. É essa convicção que dá sentido ao nosso caminhar, com todas as suas alegrias e amarguras. Se assim não fosse, não teria sentido todo o nosso esforço por levar uma vida agradável diante do Senhor, “seríamos os mais miseráveis dos homens”

ORAÇÃO FINAL: 6

DIA 4


S. Paulo, apóstolo das nações, compromete-nos no seu apostolado. Neste tempo pascal no qual a liturgia contempla e apresenta o exemplo dos primeiros cristãos. Aprendamos também nós a ser missionários.

Leitura da Carta de S. Paulo aos Romanos (Rom. 10, 9 – 15)
Se confessares com a tua boca: «Jesus é o Senhor», e acreditares no teu coração que Deus o ressuscitou de entre os mortos, serás salvo. É que acreditar de coração leva a obter a justiça, e confessar com a boca leva a obter a salvação. É a Escritura que o diz: Todo o que nele acreditar não ficará frustrado. Assim, não há diferença entre judeu e grego, pois todos têm o mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam. De facto, todo o que invocar o nome do Senhor será salvo.
Ora, como hão-de invocar aquele em quem não acreditaram? E como hão-de acreditar naquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, sem alguém que o anuncie? E como hão-de anunciar, se não forem enviados? Por isso está escrito: Que bem-vindos são os pés dos que anunciam as boas-novas!

1º mistério: A ANUNCIAÇÃO DO ANJO A NOSSA SENHOR
“Se confessares com a tua boca: «Jesus é o Senhor», e acreditares no teu coração que Deus o ressusci-tou de entre os mortos, serás salvo.” Toda a experiencia missionaria nasce da experiencia de Deus na vida pessoal. É preciso que o anúncio da boca e a fé do coração se iluminem mutuamente. Ser evangelizador requer o encontro pessoal e profundo com Cristo.

2º mistério: A VISITAÇÃO
“Todo aquele que acredita não ficara frustrado”. A fé, nas cartas de Paulo e em toda a Sagrada Escritura, é mais que um simples enunciado de fórmulas e doutrinas. A fé, na bíblia, é uma “ adesão” á pessoa de Jesus, é apoiar-se e confiar-se no Senhor até um filho confia no seu pai, é configurar-se ao Senhor.

3º mistério: O NASCIMENTO DE JESUS
“Não há diferença entre o judeu e o grego”. A salvação de Deus estende-se a todos. Como o apóstolo Pedro, no livro dos Actos dos Apóstolos, “reconhecemos que Deus não faz excepção de pessoas. “ Deus propõe-se a cada homem e espera pacientemente a sua resposta, na liberdade.

4º mistério: A APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO
“Como hão-de invocar aquele em quem não acreditaram? E como hão-de acreditar naquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, sem alguém que o anuncie? E como hão-de anunciar, se não forem enviados?“ Nesta sucessão de perguntas, Paulo mostra-nos um itinerário de evangelização: é necessário ser enviado, pregar, escutar, crer, e invocar. O evangelizador é um enviado de Jesus e da comunidade. Não age por conta própria. A sua missão é resposta á vocação que Deus lhe oferece.

5º mistério: PERDA E ENCONTRO DE JESUS
Também somos, pelo baptismo, enviados em missão nas várias circunstâncias da vida quotidiana: da nossa casa á escola, da nossa profissão á nossa cultura, dos hospitais às cadeias, somos enviados por Deus e pela comuni-dade para anunciar, por palavras, por gestos e atitudes, o evangelho que dá sentido á nossa vida, tendo como único desejo que quem nos ouve venha a partilhar da mesma experiencia que é a nossa.

ORAÇÃO FINAL: 3

DIA 5

Ontem, reflectíamos acerca da missão do evangelizador. Ouçamos hoje o testemunho pessoal de Paulo.

Leitura da Primeira Carta de S. Paulo aos Coríntios (1 cor. 9, 16 – 23)
Se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar! Se o fizesse por iniciativa própria, mereceria recompensa; mas, não sendo de maneira espontânea, é um encargo que me está confiado. Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere. De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número. Fiz-me judeu com os judeus, para ganhar os judeus; com os que estão sujeitos à Lei, comportei-me como se estivesse sujeito à Lei - embora não estivesse sob a Lei - para ganhar os que estão sujeitos à Lei; com os que vivem sem a Lei, fiz-me como um sem Lei - embora eu não viva sem a lei de Deus porque tenho a lei de Cristo - para ganhar os que vivem sem a Lei. Fiz-me fraco com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para salvar alguns a qualquer custo. E tudo faço por causa do Evangelho, para dele me tornar participante.

1º mistério: A AGONIA DE JESUS NO JARDIM DAS OLIVEIRAS
“Se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar!” A urgência do anuncio missionário nasce na vida de Paulo a partir da experiencia do encontro com o ressuscitado. É o amor a Cristo ressuscitado que antes ele, Paulo, perseguia, que o impele a falar de Cristo Paulo é animado por um amor cuja medida é precisamente não ter medida

2º mistério: A FLAGELAÇÃO DE JESUS
“é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar!” Mais uma vez, Paulo tem a certeza que ele é apenas a voz, o instrumento de que Cristo se serve para se dar a conhecer. Peçamos ao Senhor a graça de descobrir em cada gesto e palavra nossa uma Boa Notícias para todos aqueles que nos rodeiam.

3º mistério: A COROAÇÃO DE ESPINHOS
“Pregando o evangelho, faço o gratuitamente”. A única recompensa que Paulo espera é a certeza de ter respondido plenamente á vocação/missão que Cristo lhe confiou. Esta convicção de Paulo lembra-nos o conselho de Jesus: “ Quando tiverdes feito o que vos foi pedido, considerai-vos apenas servos inúteis, fizestes apenas o que devíeis”.

4º mistério: O CAMINHO DA VIA-SACRA ATÉ AO CALVÁRIO
“Livre em relação a todos, fiz me servo de todos”. Paulo vive o seu mistério, a sua missão na liberdade e no serviço á comunidade. Vem nos á memória a cena do lava-pés da Quinta-feira santa. Depois do gesto, Jesus acrescenta o seu comentário que ilumina o serviço que prestou aos apóstolos: “Dei vos o exemplo para que assim façais vós também. Felizes de vós se o fizerdes”.

5º mistério: JESUS MORRE NA CRUZ
“Com os judeus, fiz me judeu; com os que estão sujeitos á lei, comportei me como sujeito a lei”. A liberda-de do apostolo realiza-se no serviço do evangelho que é o único absoluto da sua vida. Nada daquilo que é secundário deve impedir a proclamação e acolhimento da mensagem de Jesus.

ORAÇÃO FINAL: 10

DIA 6

Desânimos e dificuldades estão bem presentes na nossa vida e na vida de todos os cristãos. Ouçamos o exemplo de Paulo para superar as dificuldades como ele as superou.

Leitura da Segunda Carta de S. Paulo aos Coríntios (2 cor. 4, 1-2.6-10.16-18)
Por isso, investidos neste ministério que nos foi concedido por misericórdia, não perdemos a coragem, mas repudiamos os subterfúgios vergonhosos, não procedendo com astúcia nem adulterando a palavra de Deus, antes, pela manifestação da verdade, recomendando-nos à consciência de todos os homens diante de Deus. Porque o Deus que disse: das trevas brilhe a luz, foi quem brilhou nos nossos corações, para irradiar o conheci-mento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo.
Trazemos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que se veja que este extraordinário poder é de Deus e não é nosso. Em tudo somos atribulados, mas não esmagados; confundidos, mas não desesperados; persegui-dos, mas não abandonados; abatidos, mas não aniquilados. Trazemos sempre no nosso corpo a morte de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifesta no nosso corpo. Por isso, não desfalecemos, e mesmo se, em nós, o homem exterior vai caminhando para a ruína, o homem interior renova-se, dia após dia. Com efeito, a nossa momentânea e leve tribulação proporciona-nos um peso eterno de glória, além de toda e qualquer medida. Não olhamos para as coisas visíveis, mas para as invisíveis, porque as visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas.

1º mistério: A RESSURREIÇÃO DE JESUS
“ Investidos neste ministério, não perdemos a coragem”. O preço que Paulo sente pela sua missão, leva-o a ser profundamente coerente com o seu ministério e a entregar-se, sem reserva às suas exigências.

2º Mistério: A ASCENSÃO DE JESUS
“Deus brilhou nos vossos corações para irradiar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo”. A pregação do apóstolo fez renascer os seus ouvintes. Quem ouviu e acreditou foi renovado, recriado por Deus para poder descobrir e compreender o mistério do amor de Deus que transparece no rosto de Cristo, isto é, nos seus gestos, palavras e atitudes.

3º Mistério: A DESCIDA DO ESPÍRITO SOBRE MARIA E OS APÓSTOLOS
“Trazemos este tesouro em vasos de barro”: Paulo tem plena consciência da sua pequenez diante do dom e da missão recebidos e está convicto que essa pequenez não reduz a sua missão mas até lhe confere autenticidade: contrasta a grandeza da missão e a pequenez do apóstolo. Assim, uma palavra tão profunda que pode recriar quem a ouve e acolhe apenas pode vir de Deus.

4º Mistério: A ASSUNÇÃO DE MARIA EM CORPO E ALMA
“Em tudo somos atribulados, mas não esmagados; confundidos, mas não desesperados; perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não aniquilados”. A vida e o ministério do apostolo não são apenas rosas, estão também repletos de dificuldades que Paulo supera na certeza de estar unido ao Mistério pascal de Jesus. Se nas dificuldades, transparece, de modo misterioso, a Paixão de Cristo, Paulo tem a certeza que, na sua vida, também se manifestará a ressurreição de Cristo.

5º mistério: A COROAÇÃO DE MARIA COMO RAINHA
“Em nós, o homem exterior vai caminhando para a ruína, o homem interior renova-se, dia após dia”. Os evangelizadores devem saber que as suas limitações, sofrimentos e aparentes fracassos geram vida para si mesmos e para os outros. É esta renovação certa operada no meio das dificuldades que deve dar ao evangeliza-dor coragem e confiança mesmo no meio das vicissitudes da missão.

ORAÇÃO FINAL: 8

DIA 7

Parte essencial do ministério de Paulo e de toda a vida da Igreja é a celebração da eucaristia. Na sua pregação, que nos diz S. Paulo desse sacramento?

Leitura da Primeira Carta de S. Paulo aos Coríntios (1 cor. 11, 23–28)
“Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus na noite em que era entregue, tomou pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim»”. Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue; fazei isto sempre que o beberdes, em memória de mim.» Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha. Assim, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Portanto, examine-se cada um a si próprio e só então coma deste pão e beba deste vinho; pois aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação

1º Mistério: O BAPTISMO DE JESUS NO RIO JORDÃO
“Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti”. Este relato de Paulo a respeito da última ceia é talvez o mais antigo dos relatos do Novo Testamento a este respeito. Mais uma vez, em tema tão fundamental, o anúncio de Paulo insere-se na fidelidade à Tradição recebida da comunidade. Paulo não se acha digno de interpretar ou comentar uma fórmula tão essencial à vida da comunidade. Ele é apenas transmissor da tradição recebida.

2º mistério: AS BODAS DE CANÁ
“Fazei isto em memória de mim”. A eucaristia, para Paulo e para nós, nasce da entrega voluntária de Jesus. Na última ceia, Jesus dá-se todo e até ao extremo da sua morte. “Fazer memória” não é apenas recordar o que aconteceu, é de certo modo, actualiza-lo no presente da comunidade que celebra. “Fazer isto” não é apenas repetir os gestos e as palavras de Jesus, é viver a vida com paixão e entrega como Jesus a viveu.

3º mistério: O ANÚNCIO DO REINO E O CONVITE À CONVERSÃO
“Todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor”. A eucaristia é sacramento pascal como memorial. Ela põe-nos em sintonia e comunhão com o mistério da entrega, paixão, morte e ressurreição de Jesus. Anunciar este mistério, é também partilhar a nossa vida e serviço com a mesma dinâmica pascal de vida.

4º mistério A TRANSFIGURAÇÃO NO MONTE TABOR
“Anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha”. A eucaristia é também sacramento de esperança. Ela é mesa e alimento dos peregrinos dos novos céus e nova terra que aguardamos. A eucaristia celebrada na nossa vida, é enraizada no passado da entrega de Jesus, é força que nos ajuda no presente a viver de modo pascal (de entrega e serviço) a nossa vida, é também promessa de futuro pois se com Cristo sofrermos também com Ele reinaremos.

5º mistério: A ÚLTIMA CEIA E INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA
“Examine-se cada um a si próprio”. A eucaristia pressupõe um compromisso sério e permanente por parte de quem participa da mesa da eucaristia com os cristãos. Para que a celebração da eucaristia seja autêntica, esta deve aproximar-nos dos irmãos. O amor da entrega que está na sua fonte exige de nós o mesmo amor nas nossas vidas como resposta ao dom recebido.

ORAÇÃO FINAL: 5

DIA 8

O amor de Deus por nós é a certeza constante que deve ser fundamento do nosso peregrinar como o foi de Maria e de Paulo. Escutemos:

Leitura da Carta de S. Paulo aos Romanos (Rom. 5, 1-8.11)
Uma vez que fomos justificados pela fé, estamos em paz com Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo. Por Ele tivemos acesso, na fé, a esta graça na qual nos encontramos firmemente e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus. Mais ainda, gloriamo-nos também das tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência, a paciência a firmeza, e a firmeza a esperança. Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. De facto, quando ainda éramos fracos é que Cristo morreu pelos ímpios. Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa boa talvez alguém se atreva a morrer. Mas é assim que Deus demonstra o seu amor para connosco: quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós. Mais ainda, também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem agora recebemos a reconciliação.

1º mistério: A AGONIA DE JESUS NO JARDIM DAS OLIVEIRAS
“Justificados pela fé, estamos em paz com Deus”. Para Paulo, a nossa vida de cristãos ganha outra profundi-dade no mistério pascal de Jesus. Pela sua morte e ressurreição, estamos justificados, isto é, somos objectos da graça de Deus. Pelo mistério pascal de Jesus, alcançámos a paz com Deus, uma paz que não é apenas harmonia sociológica mas sobretudo um saber-se objecto de todas as bênçãos de Deus.

2º mistério: A FLAGELAÇÃO DE JESUS
“Ele tivemos acesso, na fé, a esta graça na qual nos encontramos firmemente e nos gloriamos, na espe-rança da glória de Deus”. A paz da qual nos sabemos e sentimos objectos é força no presente mas também é chamada a uma plenitude definitiva, “na glória de Deus”. A nossa vida de cristãos desenrola-se entre o “já” e o “ainda não” da plenitude da vida de Deus em nós

3º mistério: A COROAÇÃO DE ESPINHOS
“A tribulação produz a paciência, a paciência a firmeza, e a firmeza a esperança”. A nossa fé não é apenas teórica, é sobretudo e antes de mais adesão a Jesus e a sua mensagem que se fazem vida no nosso quotidiano. Não podemos viver apenas de olhos postos no céu, tempos por missão empenhar-nos em construir, em tornar presente “os novos céus e a nova terra” que aguardamos na esperança. Nessa construção do Reino, nem tudo são rosas: sabemos que as dificuldades e oposições existem, mas elas dão-nos firmeza na esperança da meta.

4º mistério: O CAMINHO DA VIA-SACRA ATÉ AO CALVÁRIO
“O amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo”. No seu discurso da última ceia, o Senhor prometeu-nos não nos deixar órfãos. Recebemos o dom da presença do Espírito em nossas vidas. É Ele, o Espírito santo, que presente em nós, nos recorda e assegura continuamente o amor de Deus por nós. Nas dificuldades, ouçamos a sua voz que nos recorda que somos filhos que Deus cumula de bênçãos, mesmo se, no meio das dificuldades, não conseguimos ver nem descobrir a sua bondade.

5º mistério: JESUS MORRE NA CRUZ
“Quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós”. A raiz de toda a nossa confiança está na certeza do amor de Deus por nós. Como prova deste incrível e louco amor por nós, está a vida e história, também elas incríveis, de Jesus de Nazaré, o Filho a quem Deus entregou em nossas mãos até ao extremo da sua morte. Somos homens de fé e de esperança, confiados no amor de Deus por nós.

ORAÇÃO FINAL

DIA 9


Ainda hoje, em muitos locais, irmãos nossos na fé são perseguidos por acreditar em Jesus. Rezemos hoje o nosso terço pedindo ao Senhor que lhes conceda confiança e perseverança.

Leitura da Segunda Carta de S. Paulo aos Coríntios (2 cor. 6, 3 – 13)
Não damos em nada qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado. Ao contrário, em tudo nos recomendamos como ministros de Deus, com muita paciência nas tribulações, nas necessidades e nas angústias, nos açoites e nas prisões, nos tumultos e nas fadigas, nas vigílias e nos jejuns, pela pureza e pela ciência, pela magnanimidade e pela bondade, pelo Espírito Santo e pelo amor sem fingimento, pela palavra da verdade e pelo poder de Deus, pelas armas ofensivas e defensivas da justiça; na honra e na desonra, na má e na boa fama; tidos por impostores e, no entanto, verdadeiros; por desconhecidos e, no entanto, bem conhecidos; por agonizantes e, no entanto, eis-nos com vida; por condenados e, no entanto, livres da morte; por tristes, nós que estamos sempre alegres; por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo. A nossa boca tem-se aberto para vós, ó coríntios; dilatou-se o nosso coração. Não é estreito o espaço que tendes em nós; o vosso íntimo é que se estreitou. Pagai-nos com a mesma moeda - como a filhos vos falo: dilatai, também vós, o vosso coração.

1º mistério; A ANUNCIAÇÃO DO ANJO A NOSSA SENHORA
“Não damos em nada qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado”. Paulo foi chamado por Deus e nunca se cansará, em tantas cartas e circunstancias, de repetir vezes sem conta essa sua certeza. Mas Paulo também sabe que a sua conduta pessoal como evangelizador é um factor importante de rejeição ou aceitação da sua mensagem por parte dos seus ouvintes. A coerência de vida é ainda hoje um grande factor a ter em conta no sucesso das nossas actividades e iniciativas pessoais e pastorais

2º mistério: A VISITAÇÃO
“Em tudo nos recomendamos como ministros de Deus, com muita paciência nas tribulações, nas neces-sidades e nas angústias, nos açoites e nas prisões, nos tumultos e nas fadigas, nas vigílias e nos jejuns”. Paulo proclama, em diversas partes desta segunda carta aos coríntios, que o serviço apostólico é um misterioso conjunto de luzes e sombras, sofrimentos e alegrias, sucessos e fracassos, temores e esperanças, o que confere um grande realismo ao seu testemunho pessoal. Nesta lista de tribulações está toda a história de Paulo como a podemos ler no Livro dos Actos dos Apóstolos.

3º mistério: O NASCIMENTO DE JESUS
“Em tudo nos recomendamos como ministros de Deus, pela pureza e pela ciência, pela magnanimidade e pela bondade, pelo Espírito Santo e pelo amor sem fingimento, pela palavra da verdade e pelo poder de Deus, pelas armas ofensivas e defensivas da justiça”. O lado difícil do seu ministério é parte da sua renúncia radical de discípulo em favor do Reino de Deus, é o seu modo de participar na Paixão de Cristo. Ouvindo Paulo, neste texto, vêem-nos a memória a advertência de Jesus: “Quem não Me preferir ao pai, à mãe, aos irmãos, a esposa, aos filhos ou aos bens, não pode ser meu discípulo!”

4º mistério: A APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO
“Tidos por impostores e, no entanto, verdadeiros; por desconhecidos e, no entanto, bem conhecidos; por agonizantes e, no entanto, eis-nos com vida; por condenados e, no entanto, livres da morte; por tristes, nós que estamos sempre alegres; por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo”.
O servidor do evangelho deve saber – e tal se converterá em fonte de confiança – que o que realmente é impor-tante não é p juízo ou a opinião dos homens, mas a de Deus, que não são as aparências exteriores que contam mas sim a realidade interior.

5º mistério: PERDA E ENCONTRO DE JESUS
“A nossa boca tem-se aberto para vós, ó coríntios; dilatou-se o nosso coração. Não é estreito o espaço que tendes em nós; o vosso íntimo é que se estreitou. Pagai-nos com a mesma moeda - como a filhos vos falo: dilatai, também vós, o vosso coração.” Nesta última parte, Paulo põe diante de nós as suas dificuldades concretas com uma comunidade concreta. Ele abriu-se à reconciliação, ao diálogo e pede a mesma abertura aos membros da comunidade de Corinto. Parte das nossas dificuldades como evangelizadores devem seguir o mesmo caminho que as dificuldades de Paulo: uma abertura franca que possibilite o dialogo e faça com que a missão prossiga e não estagne por causa de discórdias e divisões.

ORAÇÃO FINAL

DIA 10

Ao domingo, dia da nossa Páscoa semanal, recordamos sempre que somos um povo nascido da Cruz do Senhor. Contemplemos a cruz do Senhor onde está toda a nossa esperança!

Leitura da Primeira Carta de S. Paulo aos coríntios (1 cor. 1, 17-18.20.22-25.27.29-30)
Cristo não me enviou a baptizar, mas a pregar o Evangelho, e sem recorrer à sabedoria da linguagem, para não esvaziar da sua eficácia a cruz de Cristo. A linguagem da cruz é certamente loucura para os que se perdem mas, para os que se salvam, para nós, é força de Deus. Onde está o sábio? Onde está o letrado? Onde está o investi-gador deste mundo? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Enquanto os judeus pedem sinais e os gregos andam em busca da sabedoria, nós pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios. Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder e sabedoria de Deus. Portanto, o que é tido como loucura de Deus, é mais sábio que os homens, e o que é tido como fraqueza de Deus, é mais forte que os homens. Mas o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte. Assim, ninguém se pode vangloriar diante de Deus. É por Ele que vós estais em Cristo Jesus, que se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e redenção.

1º mistério: A RESSURREIÇÃO DE JESUS
“Cristo me enviou a pregar o Evangelho, sem recorrer à sabedoria da linguagem, para não esvaziar da eficácia da cruz de Cristo”. Com este pensamento, Paulo não desvaloriza o sacramento do baptismo, procurar é destacar que a sua missão primordial é dar a conhecer Jesus e o seu evangelho que se expressa de maneira misteriosa mas também sublime na cruz de Cristo. Que fala de por si e não precisa de grandes explicações e argumentos.

2º Mistério: A ASCENSÃO DE JESUS
“A linguagem da cruz é certamente loucura para os que se perdem mas, para os que se salvam, para nós, é força de Deus”. A cruz, vista com os olhos do pensamento humano, é um acontecimento dramático e violento. Para quem se abre ao amor de deus, a cruz torna-se a mensagem definitiva do amor de deus pelo homem. Como diz o evangelista João, “Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu filho unigénito. E esse amor é tão radical que foi ao extremo da morte de Cruz.

3º Mistério: A DESCIDA DO ESPÍRITO SOBRE MARIA E OS APÓSTOLOS
“Os judeus pedem sinais e os gregos andam em busca da sabedoria”. Os judeus tinham visto os grandes feitos da acção de Deus a favor do seu povo. Tinham visto o mar vermelho a dividir-se, permitindo ser atravessa-do a pé enxuto. Tinham visto Deus a providenciar o maná do deserto e a água saída do rochedo para sustentar o seu povo na travessia do deserto. Os gregos dedicavam-se à busca de uma sabedoria para compreender o mundo e a história, a fim de descobrir uma maneira de viver realizada. Tanto os judeus como os gregos procuravam Deus no espectacular do milagre, um Deus omnipotente e grandioso.

4º Mistério: A ASSUNÇÃO DE MARIA EM CORPO E ALMA
“Nós pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios. Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder e sabedoria de Deus”. O apóstolo apresenta um Deus cujo amor e cuja força se revelam na vida e morte de Jesus de Nazaré. Deus revelou-se na fragilidade humana de seu Filho, uma fragilidade que vai ao ponto de morrer na cruz. No seu Filho, Deus entregou-se totalmente em nossas mãos. Como diz o evangelista João, “a luz veio ao que era seu e os seus não quiseram recebê-la”. Para Paulo, a fragilidade de Deus que morre na cruz é a sua máxima palavra de amor por nós.

5º mistério: A COROAÇÃO DE MARIA COMO RAINHA
“Ninguém se pode vangloriar diante de Deus”. Descobrindo o amor de Deus na morte de seu Filho, na cruz, por nós e sem mérito algum da nossa parte, Paulo descobre que a nossa salvação brota apenas de amor de Deus por nós, de forma primeira e gratuita. Como diz o profeta Isaías, nos cantos do Servo sofredor, “diante Dele, os reis verão o que nunca pensaram ver!”. Nunca poderíamos ter sonhado que o amor de Deus por nós fosse tão grande e apaixonado!

ORAÇÃO FINAL: 15

DIA 11

Todo o anúncio e ministério de Paulo se destinam a converter-nos em discípulos de Cristo, numa conversão muito prática que não se contenta com simples boas intenções. Que nos diz Paulo desse caminho de conversão?

Leitura da Carta de S. Paulo aos Efésios (ef. 4, 22 – 32)
Deveis, no que toca à conduta de outrora, despir-vos do homem velho, corrompido por desejos enganadores; que vos deveis renovar pela transformação do Espírito que anima a vossa mente; e que deveis revestir-vos do homem novo, que foi criado em conformidade com Deus, na justiça e na santidade, próprias da verdade. Por isso, despi-vos da mentira e diga cada um a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Se vos irardes, não pequeis; que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento, nem deis espaço algum ao diabo. Aquele que roubava deixe de roubar; antes se esforce por trabalhar com as suas próprias mãos, fazendo o bem, para que tenha com que partilhar com quem passa necessidade. Nenhuma palavra desagradável saia da vossa boca, mas apenas a que for boa, que edifique, sempre que necessário, para que seja uma graça para aqueles que a escu-tam. E não ofendais o Espírito Santo de Deus, selo com o qual fostes marcados para o dia da redenção. Toda a espécie de azedume, raiva, ira, gritaria e injúria desapareça de vós, juntamente com toda a maldade. Sede, antes, bondosos uns para com os outros, compassivos; perdoai-vos mutuamente, como também Deus vos perdoou em Cristo.

1º mistério; A ANUNCIAÇÃO DO ANJO A NOSSA SENHORA
“Despir-vos do homem velho, corrompido por desejos enganadores”. Esta é a nossa vocação fundamental nascida do sacramento do Baptismo que recebemos. Despojar-se cada vez mais do homem velho com a sua maneira egoísta de ser e de agir é tarefa pessoal a cumprir em cada dia, na busca de uma perfeição de vida cada vez maior, como Jesus nos pediu no sermão da Montanha: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito!”

2º mistério: A VISITAÇÃO
“Deveis renovar pela transformação do Espírito que anima a vossa mente”. Esta renovação diária que é um verdadeiro combate espiritual nosso, nasce do impulso do Espírito e desenvolve-se com a sua força e ajuda.

3º mistério: O NASCIMENTO DE JESUS
“Deveis revestir-vos do homem novo”. O homem novo do qual somos convidados a revestir-nos é o homem criado por Deus, na qual transparece plenamente a sua imagem e semelhança com o Criador. É o homem regenerado pelo exemplo de Cristo que, nesse modo de viver, descobre um modo novo de ser e de se relacionar com Deus, consigo mesmo, com os outros e com a criação, uma nova relação que ultrapassa o mero egoísmo e se abre a graça e ao amor.

4º mistério: A APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO
“Não ofendais o Espírito Santo de Deus, selo com o qual fostes marcados para o dia da redenção”. Paulo está consciente que a nossa vida cristã não depende apenas de um mero impulso inicial. Esta nossa conversão definitiva em homens novos, à imagem de Cristo, é tarefa permanente e perseverante na sua decisão e constante no seu esforço. Como diz o livro do Apocalipse, “Aquele que perseverar até ao fim, darei a coroa da vida!”

5º mistério: PERDA E ENCONTRO DE JESUS
“Sede bondosos uns para com os outros; perdoai-vos mutuamente, como também Deus vos perdoou em Cristo”. Paulo evoca uma série de atitudes muito práticas e concretas a evitar porque não se ajustam à nossa busca de perfeição, não se coadunam com o nosso ser de Filhos de Deus. Devemos procurar evitar todos os comportamentos e atitudes que se oponham ou distanciem do amor, porque como disse Jesus na última ceia, “é pelo amor que os homens reconhecerão que sois meus discípulos!”

ORAÇÃO FINAL: 13

DIA 12

Paulo falava-nos ontem do nosso revestirmo-nos do homem novo, pronto para toda a espécie de boas obras. Essa conversão tem uma escola essencial: a família com a qual vivemos o evangelho em nossas casas, nas nossas profissões, nas nossas escolas. Que nos diz S. Paulo da família cristã? Ouçamos o seu testemunho:

Leitura da Carta de S. Paulo aos Efésios (Ef. 5, 25 - 6, 4)
Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para a santificar, purificando-a, no banho da água, pela palavra. Ele quis apresentá-la esplêndida, como Igreja sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante, mas santa e imaculada. Assim devem também os maridos amar as suas mulheres, como o seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. De facto, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo; pelo contrário, alimenta-o e cuida dele, como Cristo faz à Igreja; porque nós somos membros do seu Corpo. Por isso, o homem deixará o pai e a mãe, unir-se-á à sua mulher e serão os dois uma só carne. Grande é este mistério; mas eu interpreto-o em relação a Cristo e à Igreja. De qualquer modo, também vós: cada um ame a sua mulher como a si mesmo; e a mulher respeite o seu marido. Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, pois é isso que é justo: Honra teu pai e tua mãe - tal é o primeiro mandamento, com uma promessa: para que sejas feliz e gozes de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não exaspereis os vossos filhos, mas criai-os com a educação e correcção que vêm do Senhor

1º mistério: A AGONIA DE JESUS NO JARDIM DAS OLIVEIRAS
“Amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela”. Nós não somos seres únicos no mundo. O homem da Bíblia é um ser criado por Deus que se realiza na relação e na comunhão com o seu criador e com os outros homens. Realizamo-nos precisamente na medida em que dialogamos com um “Tu”. Somos convidados a amar ao jeito de Cristo, na partilha, no dom, no serviço.

2º mistério: A FLAGELAÇÃO DE JESUS
“Cuida dela, como Cristo faz à Igreja”. O amor do casal cristão e o amor em família ficariam empobrecidos se apenas fossem amor de boas intenções e de belas palavras. Somos impelidos a cuidarmos uns dos outros como Cristo cuidou e cuida da sua igreja, em palavras mas sobretudo em obras e gestos, dispensando a cada elemento do nosso lar o cuidado e carinho necessários ao seu pleno desenvolvimento.

3º mistério: A COROAÇÃO DE ESPINHOS

“Grande é este mistério; mas eu interpreto-o em relação a Cristo e à Igreja”. Esta é a grande vocação do amor do casal cristão: ao descobrirmos todos os gestos e palavras que o casal tem para se redizer continuamente o seu amor recíproco, no seu esforço por construir uma comunhão de vida que exige a morte do “eu” para o nascimento de um “nós”, podemos também sonhar e entrever o amor de Cristo pela sua Igreja, por nós. Por isso se diz que o amor do casal cristão é sacramento do amor de Deus pelos homens.

4º mistério: O CAMINHO DA VIA-SACRA ATÉ AO CALVÁRIO
“Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, pois é isso que é justo”. Paulo aconselha os filhos a descobrir a verdade e a sabedoria presentes nos seus pais. Sábio é saquele que se sabe nascido de uma cultura anterior a si mesmo. Por isso, os filhos são chamados a receber dos pais uma cultura e sabedoria evangélicas que se tradu-zem em valores cristãos que orientam o nosso estilo de vida como homens novos, regenerados pela morte de Cristo.

5º mistério: JESUS MORRE NA CRUZ
“Pais, não exaspereis os vossos filhos, mas criai-os com a educação e correcção”. O apóstolo desafia os pais a serem verdadeiros pedagogos que acompanham os seus filhos, procurando com eles (e não por eles!) incarnar os valores de Jesus no mundo e no tempo nos quais os seus filhos vivem e crescem. Nas relações entre pais e filhos que dizemos serem tão complicadas hoje, não esqueçamos a recomendação de Paulo: “revesti-vos da caridade que é o vínculo da perfeição, de mansidão e de paciência!”

ORAÇÃO FINAL: 12

DIA 13

“Pelo amor, os homens conhecerão que sois meus discípulos” disse Jesus, na última ceia. Acompanhemos hoje o apóstolo Paulo nos dos seus mais famosos textos acerca do Amor cristão.

Leitura da Primeira Carta de S. Paulo aos coríntios (1 cor. 12, 31 - 13, 13)
Aspirai, porém, aos melhores dons. Aliás, vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou. Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará. As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil. Pois o nosso conhecimento é imperfeito e também imperfeita é a nossa profecia. Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Mas, quando me tornei homem, deixei o que era próprio de criança. Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido. Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor.

1º mistério: A RESSURREIÇÃO DE JESUS
“Se não tiver amor, nada sou”. Paulo começa por relembrar-nos que sem amor até as melhores coisas se reduzem a nada: sem amor, nada significam os carismas mais valiosos, toda a sabedoria ou até toda a esmola que possa dar. Só o amor cristão faz com que tudo tenha valor e sentido,

2º Mistério: A ASCENSÃO DE JESUS
“O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
Nestes versículos, o apóstolo apresenta-nos um conjunto de 15 características ou qualidades do amor cristão. Essas qualidades são traços simples e quotidianos, de modo que ninguém possa pensar que se trata de um amor de “sábios e entendidos”! Fica o convite implícito a comparar a qualidade do nosso amor com este retrato que Paulo nos desenha do amor ao jeito de Cristo.
3º Mistério: A DESCIDA DO ESPÍRITO SOBRE MARIA E OS APÓSTOLOS
“Quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá”. Ser fiel a este amor cristão pressupõe um comportamento heróico nas coisas pequenas e simples da vida, na esperança da vinda do que é perfeito. Diante do absoluto, tudo adquire sua verdadeira proporção, não para diminuir ou retirar valor e bondade às coisas em si, mas sobretudo para relativiza-las diante do tesouro ou da pérola preciosa que é Cristo presente em nossas vidas.

4º Mistério: A ASSUNÇÃO DE MARIA EM CORPO E ALMA
“Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face”. Segundo a expe-riencia de Paulo, toda a nossa vida é crescimento em ordem a um encontro, uma visão definitiva, Paulo quase nos sugere que a vivencia deste amor cristão nos ajuda no crescimento para deixar de ser criança para ser homem, à medida e estatura de Cristo.

5º mistério: A COROAÇÃO DE MARIA COMO RAINHA
“Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor”. A nossa fé transformar-se-á um dia em encontro face a face com Deus e a nossa esperança em Deus de novos céus e nova terra onde Deus seja tudo em todos será plenamente realizada. Apenas o amor que é capaz de tudo transformar e de tornar grande todas as coisas por mais pequenas que sejam, não passará. Esse amor do qual Paulo disse coisas maravilhosas é o mesmo amor que foi derramado nos nossos corações pela força do Espírito Santo.

ORAÇÃO FINAL: 11

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