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Os seis perigos

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Os seis grandes perigos que atacam e destroem a vida em nós:
rotina, mediocridade, omissão, egoísmo, preocupação e idolatria

 

1. A rotina. Nada pior na vida do que a rotina. E por quê? Porque envelhece e mata a vida, impede a esperança e a criatividade. A pessoa rotineira abraça o conformismo, a facilidade e a indiferença. Tudo se torna sem sentido e sem valor, sem interioridade. É o pecado capital da preguiça. A rotina torna a vida sem graça, monótona, sem expectativa de melhora e de transformação. A rotina é a morte do quotidiano, o desprezo dos valores e das maravilhas. É um caminho destrutivo.

2. A mediocridade. Precisamos sempre procurar “ser mais”, desejar ser melhores do que somos, corrigir os nossos defeitos e transformar a realidade. A mediocridade frustra tudo isto. Prefere-se o efémero, a meia-ciência, a vida “soft” e “light”. A pessoa medíocre não quer saber de estudo, da participação, de transformação. Vive na alienação, contenta-se com o menos, não quer compromisso. Faz um “pacto com a mediocridade”, isto é, com uma vida sem sacrifício, sem lutas, sem responsabilidade, com muita indiferença e desinteresse.
A pessoa medíocre é inimiga da disciplina e do sacrifício, gosta de se gabar dos seus pecados e de criticar e diminuir os outros. Desposa a superficialidade.
Podemos curar a mediocridade com a força de vontade, buscando convicções e conversão.

3. As omissões. Pecamos mais por omissão do que por acção. Omissão, é deixar de fazer o que devemos e podemos, como também, fazer mal o que podemos fazer de um modo bem melhor. A omissão é escape, fuga, desinteresse, irresponsabilidade. O mundo seria outro se não fôssemos omissos e acomodados.
Podemos vencer as omissões adquirindo o senso de justiça, a sensibilidade pelos outros, a compaixão pelo irmão e principalmente a autenticidade. Existimos para ajudar o outro a “ser mais e melhor”.

4. O egoísmo. A raiz do sofrimento moral é o egoísmo. As nossas brigas, ciúmes, discórdias, divisões são frutos do egoísmo. Quem é egoísta vive numa prisão. É escravo da dependência. Não tem liberdade interior. Não é capaz de discernimento. O egoísmo impele-nos à posse dos outros, das coisas e de nós mesmos. Isto gera muito sofrimento porque precisamos de defender os nossos egoísmos. Quando perdemos o objecto do egoísmo ficamos raivosos, tristes, decepcionados, porque somos escravos, dependentes, condicionados por ele [egoísmo].
O único caminho de nos libertarmos deste vício é abandonar o objecto de egoísmo, cuja recompensa é a liberdade interior, que significa sermos livres do mal para nos tornamos livres para a prática do bem. Vencemos o egoísmo pela consciência do seu negativismo.

5. A preocupação. Ocupação sim; preocupação não. A preocupação antecipa problemas, aumenta as dificuldades, desgasta as pessoas e não resolve nenhum problema. O que resolve é a ocupação. Além de prejudicar a saúde, a preocupação dificulta a convivência, alimenta o negativismo, o stress e a agressividade. Resolvemos o problema da preocupação com a fé na Providência Divina, com a previsão das soluções, com o bom senso e o discernimento. Mais solução; menos preocupação.

6. A idolatria. É tudo o que colocamos no lugar de Deus e endeusamos. Os grandes ídolos hoje são o poder, o prazer e o ter, desordenados.
No lugar de Deus, fabricamos deuses falsos, enganadores, opressores que são absolutizados como: sexo, drogas, bebidas, dinheiro, aparência, prestígio.
Os nossos ídolos são adorados, exaltados, divinizados e por isso mesmo escravizam-nos. Há ídolos pequenos e grandes. Todo o ídolo é falso, enganador, escravizador. Quem adora o Deus vivo e verdadeiro, obedece ao mandamento do amor a Deus, procura crescer na fé, livra-se dos ídolos.
Adorar em espírito e verdade é o ensinamento de Jesus.

 


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