Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

São João Bosco

Quando Deus envia os anjos em forma de cão

O cão Grigio de Dom Bosco

Às vezes – para proteger de maneira visível a pessoa que lhe foi confiada –, o anjo da guarda até pode tomar a forma de animais.

Um exemplo: o cão Grigio de Dom Bosco que, em momentos cruciais, aparecia defendendo o santo de bandidos, assassinos e perigos de todo o tipo. Era “um grande cão semelhante a um lobo, medindo um metro de altura, pelo cinzento, focinho alongado e orelhas em pé”.

Numa noite escura e com muita neblina, Dom Bosco voltava do centro da cidade, mais precisamente do colégio eclesial. Para evitar ruas muito desertas, descia pela rua que vai do santuário da Consolata até à Pequena Casa da Divina Providência. Em certo ponto, percebeu que dois homens o seguiam a pouca distância, regulando o passo com o seu. Quando tentava ir para a calçada oposta para os evitar, eles colocaram-se à sua frente. Não havia dúvida: eles não estavam bem-intencionados. O Santo tentou voltar para se pôr a salvo em alguma casa próxima. Mas não teve tempo, pois os dois, sem pronunciar uma palavra, atacaram-no, cobrindo-lhe o rosto. Dom Bosco fez tudo para não se deixar dominar. Abaixando-se rapidamente, conseguiu soltar a cabeça por um instante e passou a se defender energicamente. Os agressores então tentaram prendê-lo com mais força e, para impedi-lo de gritar por socorro, amordaçaram-no com um lenço.

No meio daquela luta mortal, enquanto o seu coração invocava o Senhor, de repente apareceu Grigio, que se pôs a latir com tanta força, que mais parecia um urso enfurecido e logo se lançou contra um dos malfeitores, obrigando-o a largar o manto com o qual envolvia a cabeça do pobre padre. Depois, lançou-se sobre o outro e, mordendo-o, derrubou-o. Vendo isto, o primeiro logo tratou de fugir, mas Grigio não permitiu e, saltando sobre as suas costas, atirou-o na lama. Feito isto, parou, e, sempre rosnando, passou a olhar ameaçadoramente para os dois patifes. Então, de um momento para outro, a cena mudou, e eles puseram-se a gritar: “Dom Bosco, por caridade, diga-lhe que não nos morda! Piedade! Misericórdia! Chame-o!” O Santo respondeu: “Eu vou chamá-lo, mas vocês terão que me deixar em paz”. “É claro, sem dúvida! Mas, por favor, chame-o já!” Dom Bosco então chamou o cachorro. E Grigio, obediente, pôs-se a seu lado, libertando os malfeitores, que correram a grande velocidade. Apesar desta inesperada defesa, Dom Bosco não quis prosseguir o caminho até casa. Entrou no vizinho Instituto do Cottolengo e, passada meia hora, refazendo-se do susto, tomou a Rua do Oratório acompanhado por uma boa escolta.

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