Mês do Sagrado Coração de Jesus
Jesus, o Médico das nossas Almas
- 18-06-2026
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Por muito que os médicos terrestres amem os doentes, nenhum toma sobre si as doenças para as curar. Somente Jesus foi o médico tão caridoso, que tomou sobre si todas as nossas enfermidades, e para delas nos livrar tomou o remédio amargoso de uma vida de trabalhos contínuos e de uma morte dolorosíssima sobre um patíbulo infame. Admiremos a grande bondade do divino Redentor, agradeçamo-la e retribuamos-Lhe com o nosso amor.
I. Virá, disse o Profeta, o vosso médico para curar os enfermos. Consolemo-nos e rendamos-lhe acções de graças. Diz Santo Agostinho: Jesus abaixou-se até ao leito do enfermo, quer dizer, até tomar a nossa carne; pois os corpos são como que os leitos das nossas almas enfermas. Por muito amor que os médicos tenham aos doentes, por muito que se esforcem para lhes restituir a saúde: qual é o médico que para curar um doente toma sobre si a doença? Esse médico foi somente Jesus Cristo, que para nos curar tomou sobre si todas as nossas enfermidades.
Nem quis mandar outro qualquer; ele mesmo quis vir para desempenhar o ofício de médico piedoso, para ganhar todo o nosso amor: “Tomou sobre si as nossas fraquezas, e ele mesmo carregou com as nossas dores”.
Com o seu próprio Sangue quis Jesus sarar as nossas chagas e com a Sua morte livrar-nos da morte eterna por nós merecida. Numa palavra, quis tomar o remédio amargo de uma vida de trabalhos contínuos e de uma morte crudelíssima, para nos dar a vida e nos livrar de todos os nossos males.
Foi necessário que Jesus Cristo abraçasse tantas ignomínias, para curar o nosso orgulho; que abraçasse uma vida tão pobre, para curar a nossa cobiça; que abraçasse um mar de sofrimentos até morrer de pura dor, para sarar a nossa avidez de prazeres.
II. Para retribuirmos a Jesus o seu entranhado amor para connosco, amemo-Lo com todas as nossas forças, e não recuemos diante de qualquer sacrifício por amor dEle. E como Ele disse que considera como feito a si o que fizermos a um dos seus irmãos mais pequeninos, amemos também o próximo por amor de Jesus Cristo; saibamo-nos compadecer das suas fraquezas e socorrê-lo nas suas necessidades.
Ó amado Redentor, seja para sempre louvado e bendito o Vosso amor! Que seria da minha alma, enferma e chagada como estava, pelos meus pecados, se Vós, ó meu Jesus, a não pudésseis e quisésseis sarar? Ó Sangue do meu Salvador, em Vós confio; limpai-me e curai-me. Meu amor, pesa-me de Vos ter ofendido. Para me provar o amor que me tendes, levastes uma vida tão cheia de tribulações e uma morte tão amargosa. Também eu quero provar-Vos o meu amor; mas que posso fazer, fraco e enfermo como sou? Ó Deus da minha alma, Vós sois Todo-Poderoso, Vós podeis-me curar e fazer-me santo.
Ó Senhor, acendei em mim um grande desejo de Vos dar gosto. Renuncio a todas as minhas satisfações para Vos agradar, meu Redentor, que tanto mereceis que a todo o custo Vos procure agradar. Ó Bem supremo, amo-Vos e estimo-Vos acima de todos os bens; fazei com que Vos ame de todo o meu coração e Vos peça sempre o Vosso amor. No passado ofendi-Vos e não Vos amei, porque não pedi o Vosso amor. Agora vo-lo peço, juntamente com a graça de o pedir sempre. Atendei-me pelos merecimentos da vossa Paixão.
— Ó Maria, minha Mãe tão querida, vós estais sempre disposta a atender a quem Vos roga, e amais a quem Vos ama: amo-Vos, minha Mãe e Rainha; alcançai-me a graça de amar sempre a Deus; é tudo quanto Vos peço.
