Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Quaresma-Páscoa

QUINTA-FEIRA SANTA

QUINTA-FEIRA SANTA

A - MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR

1. INTRODUÇÃO
A celebração abre o Tríduo Pascal e é início dos acontecimentos do Mistério Pascal de Cristo.
Estão presentes nesta celebração todos aqueles momentos pelos quais passou o Senhor Jesus e aos quais ele associa a sua Igreja.
Nesta noite, temos diversos elementos que encontramos na Palavra de Deus e nas orações: lembramos aquela Ceia Pascal que já, desde o Egipto, é celebrada pelo povo de Deus. Cristo, dentro desta Ceia, continua a caminhada do seu povo e dá-lhe novo sentido. Não será mais o memorial da saída da escravidão do Egipto, como veremos na primeira leitura, onde Cristo que, com oseu sangue na cruz e a sua ressurreição, realiza a nova passagem da morte para a vida.
Jesus celebra uma ceia que contém não somente um passado e um presente, onde ele actualiza de maneira ritual o seu mistério, mas o futuro. Já se celebram o Corpo que é entregue e o Sangue que é derramado para a vida e salvação de todos. Nós celebramos a eucaristia e temos fé no memorial que ela realiza, tornando presente tudo o que Cristo fez para nos levar ao Reino de Deus, seu Pai. Jesus, ao celebrar a sua Ceia Pascal, antecipa e torna presente tudo o que ele realizará nos próximos dias. Vemos aí a unidade do Mistério Pascal: uno na sua realidade e diverso na sua realização.
Cristo, sumo sacerdote, associa a si os seus, para que continuem a fazer o que ele fez: “Fazei isto em memória de mim”. Todas as vezes que comemos o pão e bebemos o vinho, anunciamos a morte do Senhor, proclamamos s sua presença salvadora e santificadora. Nisto associa a si os apóstolos, como continuadores da sua missão sacerdotal, sacerdotes a serviço do povo sacerdotal naquelas coisas que se referem a Deus.
Dentro desta Ceia ele dá um mandamento, que é o seu, o único: o que vos mando é que vos ameis uns aos outros e que sejais um. O corpo unido dos fiéis conservará a memória. A Sua Eucaristia e amor reduzem-se a um gesto que Ele mesmo fez: tomou uma bacia e lavou os pés dos discípulos. Quem não aceita este modo de ser não tem parte com ele como diz a Pedro. E seremos seus discípulos se fizermos como ele fez. O amor que faz ser autêntica a Eucaristia será o serviço humilde e dedicado, o modo de ser dos ministros de Cristo, o que Cristo foi como sacerdote. A Sua presença permanente no Santíssimo Sacramento estimula-nos e anima a viver sempre os frutos salutares da sua paixão para chegar à Ressurreição.

2. ORAÇÃO
Deus constituiu Cristo Sacerdote para seu povo. Unidos a Ele vivemos o seu mistério. (Pág. 121, no 7)

3. PRIMEIRA LEITURA (Êx 2,1-8.11-14)
A Saída do Egipto, libertação do povo de Deus, é lembrada no memorial da Ceia Pascal que continua a tornar presente a acção libertadora de Deus. É prefiguração da Eucaristia que é memorial do Cristo que salva e liberta o seu povo. Nós, no Salmo Responsorial, damos graças a Deus oferecendo o cálice da salvação.

4. SEGUNDA LEITURA (1 Cor 11,23-26)
No ambiente de fraternidade de uma Ceia, Jesus institui a Eucaristia. Oferece à Igreja o mais preciso Dom: no sinal do pão e do vinho dá o seu Corpo e Sangue e a sua entrega a Deus. Participando da Eucaristia, sacrifício que ele oferece e do qual participamos, entramos em comunhão com Deus e com os irmãos.

5. EVANGELHO (Jo 13,1-15)
Cristo manifesta o fundamental da sua pessoa: o servo que se humilha e se põe ao serviço inaugurando um novo modo de ser diante de Deus, mostrando o sentido da sua missão redentora: um serviço a Deus e aos homens, que se realiza na sua paixão e morte. Chama à imitação: “Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”. Só serão reais no mundo a morte e ressurreição do Senhor no momento em que o serviço fraterno e caridoso se tiverem implantado. Aí teremos passado da morte para a vida.
Lava-pés: No momento central da celebração há a memória do gesto de Jesus que dá sentido a todo o seu mistério. É a escola de ser cristão e de atingir a maturidade da fé cristã: descobrir o serviço fraterno como o elemento que nos faz unidos ao mistério de Cristo.

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA
A oração que agora fazemos, acompanhando o sacerdote, é a Grande Acção de Graças (Eucaristia) pela obra de Jesus no seu mistério de Morte e Ressurreição. Nela, por Cristo no Espírito damos glória ao Pai. A oferta, a oblação que fazemos, como diz a prece eucarística, é para honrar o dia em que Cristo confiou aos seus discípulos a celebração dos mistérios do Seu Corpo e Sangue (Cânon Romano). Acentua-se o hoje da celebração: Celebramos o dia santíssimo no qual Jesus Cristo foi entregue á morte por nós.

7. TRANSLADAÇÃO E ADORAÇÃO DA EUCARISTIA
Terminada a celebração eucarística, o Santíssimo Sacramento é levado para o altar, onde ficará para a adoração dos fiéis. É um gesto necessário para a celebração da Sexta-feira Santa. A comunidade assume este momento para manifestar a sua adoração e agradecimento pelo imenso Dom de Cristo presente e permanente entre nós. A Eucaristia conservada para levar aos doentes é uma oportunidade no mundo a que seja fraterno.

8. DESNUDAÇÃO DO ALTAR
A cerimónia que encerra a celebração da Ceia do Senhor e dá o sentido para o dia seguinte é a manifestação exterior da mente da Igreja: despojar-se de tudo para se centrar em Cristo sofredor que faz a sua imolação. São retirados do altar todos os objectos e enfeites, ficando completamente despojado de tudo. O Centro é Cristo no seu mistério de total abaixamento. É o modo como devem viver os cristãos nestes dois dias: reflexão, recolhimento, deixando de lado a distracção e ocupar-se só com Cristo.

B - SUGESTÕES

1. Introdução:
Eucaristia, Sacerdócio, Mandamento do Amor costumam marcar esta celebração nitidamente pascal. A Quinta feira santa não deveria ser sentida como um hiato de alegria durante a Semana Santa, mas como a abertura do Tríduo Pascal. Ele oferece o rito que antecede, confere significação e perpetua o acontecimento pascal.
A Adoração e o silêncio que enceram a celebração não devem aparecer como expressão penitencial, mas como convite à interiorização e contemplação da novidade e da perfeição da Nova Páscoa realizada por Jesus e oferecida a nós em forma de Sacramento.

C - PREPARAÇÃO

a) em lugar conveniente do presbitério:
- vaso(s) ou âmbula(s) com partículas para consagrar para a comunhão do dia seguinte;
- véu de ombros;
- carvão, incenso;
- talha de barro ou turíbulo;
- tochas e velas.

b) no lugar onde se faz o lava-pés:
- assentos para as pessoas designadas;
- jarro com água e bacia;
- toalhas para enxugar os pés;
- toalha para o celebrante cingir a cintura;
- material necessário para se lavarem as mãos após o lava-pés.

c) na capela onde guarda o Santíssimo Sacramento:
- sacrário ou cofre para a reposição;
- luzes (velas, lamparina);
- flores e outros ornamentos adequados.

- Durante o canto do Glória, tocam-se os sinos, que permanecerão silenciosos até a Vigília Pascal;
-Não sendo possível tirar as cruzes da Igreja, é conveniente cobri-las.

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