Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Quaresma-Páscoa

Quaresma, Tempo de Renovação

QUARESMA, TEMPO DE RENOVAÇÃO  O tempo de Quaresma, ocasião privilegiada de renovação espiritual, deve levar-nos a examinar, antes de mais, o nosso próprio modo de recorrer ao Sacramento da Penitência, nomeadamente, se cumprimos as quatro condições de uma boa Confissão: sério exame de consciência, contrição sincera dos nossos pecados, confissão clara das nossas faltas e satisfação completa da penitência que nos for imposta.Mas há um aspecto da contrição em que talvez convenha insistir. Não nos referimos à clássica distinção entre contrição «perfeita» e «imperfeita», distinção muito importante e que deveríamos explicar com frequência aos fiéis; referimo-nos ao chamado «propósito de emenda».É certo que a contrição implica, por natureza, uma «conversão», isto é, a disposição de não voltar aos pecados confessados e perdoados, conversão que também se diz «metanóia», mudança interior do afastamento de Deus para o cumprimento, doravante, da sua Vontade. Mas quantas vezes até os mais piedosos fiéis se «queixam» de que, apesar do seu empenho, acabam por repetir «as mesmas faltas», sem emenda efectiva, e o confessor tem de consolá-los usando a velha comparação da nossa lavagem diária ou da limpeza periódica da casa…Neste ponto, contudo, devíamos reflectir: é verdade que as paixões e os maus hábitos não desaparecem por encanto, mas o propósito de emenda nalgum resultado prático se há-de traduzir. Porque não? Não será porque limitamos a nossa compunção a um – sincero – desejo de mudança, mas não nos dispomos a mudar as circunstâncias que nos arrastam para a tentação? Um jovem que se arrepende de tomar drogas, mas continua a frequentar os meios onde ela se vende…; alguém que se deixa arrastar pela luxúria, mas continua apegado à «navegação» internética para se «relaxar»…; ou simplesmente um pai que deseja tratar melhor os filhos, mas chega sempre a casa tarde, cansado e mal alimentado…; um piedoso fiel que fez o propósito de rezar o Terço, mas continua a deixá-lo para «antes de se deitar»…«Vinho novo, em odres novos» (cf. Lc 5, 37). A verdadeira contrição, se quer ser eficaz, não se reduz a uma boa disposição interior; exige habitualmente uma «reorganização» da nossa vida quotidiana.Se queremos realmente evitar as nossas fraquezas, faremos o que é óbvio quando adoecemos: diagnosticar ou pedir que nos diagnostiquem a enfermidade. Só depois descobriremos o remédio adequado, que, embora não seja de efeito imediato, algum bom efeito terá. Pois, se nos conformamos com as nossas faltas, sem esperança de melhoras, a compunção não passará de uma pena, do desgosto de «sermos assim». Será mesmo uma autêntica contrição?

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