Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Quaresma-Páscoa

QUARESMA, TEMPO PRIVILEGIADO


A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Este caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao homem velho que actua em nós. Trata-se de romper com o pecado que habita em nossos corações, nos afastar de tudo aquilo que nos separa do Plano de Deus, e, por conseguinte, da nossa felicidade e realização pessoal.

No início da Quaresma, encontramos Jesus tentado pelo diabo. A Bíblia tem vários nomes para este personagem, mas em todos subjaz a mesma incumbência da sua missão: o que separa, o que arranca; diabo, dia-bolus: o que divide. O demónio – no meio do mundo que o ignora e o torna frívolo – está mais presente do que nunca: nos medos, nos dramas, nas mentiras e nos vazios do homem pós-moderno, aparentemente descontraído, brincalhão e divertido.

Com Jesus, como com todos, o diabo procurará fazer uma única tentação, ainda que com diversos matizes: romper a comunhão com Deus Pai. Para este fim, todos os meios serão aptos, desde citar a própria Bíblia até fantasiar-se de anjo da luz. As três tentações de Jesus são um exemplo muito actual: da tua fome, converte as pedras em pão; das tuas aspirações, torna-te dono de tudo; da tua condição de filho de Deus, coloca a tua protecção à prova. Por outras palavras: o dia-bolus buscará conduzir Jesus por um caminho no qual Deus ou é banal e supérfluo, ou é inútil e nocivo.

Prescindir de Deus porque eu reduzo as minhas necessidades a um pão que eu mesmo posso fabricar, como se fosse a minha própria mágica. Prescindir de Deus modificando o seu plano sobre mim, incluindo aspirações de domínio que não têm a ver com a missão que Ele me confiou. Prescindir de Deus banalizando a sua providência, fazendo dela um capricho ou uma diversão.

Isto torna-se actual se formos traduzindo, com nomes e cores, quais são as tentações reais (!) que separam – cada um e todos juntos – de Deus e, portanto, dos outros também. A tentação do deus-ter (em todas as suas manifestações de preocupação pelo dinheiro, pela acumulação, pelas “devoções” a lotarias e jogos, pelo consumismo). A tentação do deus-poder (com todo o leque de pretensões de ascensão, que confundem o serviço aos demais com o servir-se dos demais, para os próprios interesses e controles). A tentação do deus-prazer (com tantas, tão infelizes e, sobretudo tão desumanizadoras formas de praticar o hedonismo, tentando censurar inutilmente a nossa limitação e finitude).

Ninguém duvida que existem muitos diabos, que nos encantam e seduzem a partir da chantagem das suas condições e, apresentando tudo como fácil e atrativo, nos separam de Deus, dos outros e de nós mesmos.

Jesus venceu o diabo. A Quaresma é um tempo para voltarmos para o Senhor, unindo novamente tudo o que o tentador separou. “Jejuando quarenta dias no deserto, Jesus consagrou a abstinência quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós preparamo-nos para a Páscoa definitiva”.

Oremos:Ó Deus, que nos alimentaste com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos a graça de desejarmos Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda a Palavra que sai da vossa boca para vencer o pecado, a nós mesmos e ao diabo. Por Cristo, nosso Senhor. Amém

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