Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Quaresma-Páscoa

PÁSCOA

Imagem vazia padrãoTodos os cristãos sabem que Páscoa é o aniversário da ressurreição de Jesus. Muitos ignoram que Páscoa foi uma festa,

uma grande festa, muito antes de Jesus, no mundo.

O Evangelho, entretanto, convida-nos a reflectir nela. Ele não nos diz somente que cada ano Jesus ia a Jerusalém para a festa da Páscoa; ele não diz somente que a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus tinham lugar durante as festas da Páscoa; ele mostra-nos Cristo a ensinar aos seus discípulos que "a sua hora", era aquela da Páscoa: "Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco".

A Páscoa cristã saiu da Páscoa judaica, como de uma velha árvore um ramo cheio de seiva.

A Igreja aí não se engana. Durante a Semana Santa e especialmente na 6a Feira e Sábado Santo, ela multiplica as suas alusões à antiga Páscoa. Se queremos com ela celebrar a Páscoa Cristã, precisamos de ver a Páscoa judaica e retomar, para ultrapassar, a emoção e a alegria dos judeus quando eles iam cada ano a Jerusalém para festejar a Páscoa.

1. A PÁSCOA JUDAICA

Era a maior festa do ano. Para celebrá-la todo o judeu, a partir dos 12 anos, subia a Jerusalém. Era na cidade santa que se comia o cordeiro pascal. Mas por quê estas cerimónias? Por quê esta festa?

a) Uma intervenção de Deus

Naquele tempo, quer dizer, doze ou catorze séculos antes de Jesus Cristo, os judeus eram escravos no Egipto, sujeitos a duros trabalhos. O rei do Egipto, o Faraó, havia ordenado que fossem mortas todas as crianças do sexo masculino. Ele queria exterminar a raça. Factos recentes nos permitem compreender a grosseria da luta e o drama horrível das famílias.

Deus intervém para salvar este povo, e não somente para salvar, mas para lhe dar uma missão. Porque este povo devia preparar no mundo a vinda do Messias.

A libertação faz-se em três tempos: (Ex 12,1-14; 21-28)


PÁSCOA


1- Uma preparação misteriosa. Sob a ordem de Deus em cada família, matava-se um cordeiro e comia-se um cordeiro e comia-se à pressa, depois de ter colocado o seu sangue nos batentes das portas.

2- Uma situação desesperadora. Logo após esta ceia o povo colocar-se-ia sob a condução de Moisés. Mas Faraó e os seus exércitos alcançaram os judeus no momento em que eles chegaram ao Mar Vermelho. Encurralados no mar, sem armas, eles vão ser aniquilados. Os sobreviventes deveriam sujeitar-se a uma escravatura pior ainda que aquela que já conheciam.

3- Um milagre se processa. É então que Moisés, sob a ordem de Deus, estende a mão em direcção ao mar, e as águas abrem-se para dar passagem aos hebreus. Assim que eles terminaram de passar e que Faraó quer tomar o mesmo caminho, o mar volta ao seu percurso matando os egípcios e todo o seu exército. A alegria brilha. Um cântico de acção de graças ecoou. O povo está são e salvo, é livre. Vai assim caminhar para a Terra Prometida.

b) Uma Festa anual
A passagem do Mar Vermelho é a maior data histórica nacional dos judeus e uma das maiores da história religiosa do mundo.

Neste dia, graças à intervenção de Deus, os Judeus passaram (Páscoa quer dizer passagem) da escravidão à liberdade, do exílio à pátria, da terra dos ídolos à do verdadeiro Deus, do país de escravidão à terra prometida. Ontem eles esperavam a morte, hoje a vida é-lhes dada. Um tal acontecimento não poderia ficar na sombra.

Cada ano, na data do aniversário da passagem do Mar Vermelho, os judeus dirigiam-se a Jerusalém para ir celebrar uma festa: a Páscoa. Como outrora os seus pais, antes de deixar o Egipto, eles refaziam a misteriosa preparação, comiam um cordeiro, o cordeiro pascal; depois, durante a ceia, cantavam como os seus pais, outrora, depois da passagem do Mar Vermelho, salmos de louvor a Deus que libertou o seu povo.


2. A PÁSCOA DE CRISTO

Cada ano, Jesus celebrava a festa da Páscoa e comia o cordeiro pascal. Mas Ele sabia o que significava este alimento misterioso. Era Ele, o verdadeiro Cordeiro de Deus cujo sangue derramado sobre o madeiro da Cruz nos abriria o caminho do céu.
Uma Páscoa, uma outra passagem O esperava. Leiamos um trecho do evangelho de São Lucas, que nos coloca dentro desta realidade (Lucas 22,7-20).
É o início da Páscoa de Cristo...

PÁSCOA

a) Uma preparação misteriosa. Na Quinta Feira Santa, com os seus discípulos, Ele toma a ceia pascal, e pela primeira vez celebra a eucaristia. Ceia misteriosa também.

b) Uma situação desesperadora. Na Sexta Feira Santa, depois de uma agonia, dois processos, a flagelação, a coroação de espinhos e a pregação na cruz, Ele morre. Todas as esperanças desaparecem. Tudo parece perdido.

c) Um milagre sem precedente. Mas na manhã da Páscoa, Jesus ressuscitou. Ele só passou pela morte para entrar na vida. Passou agora da morte à vida, da vida do tempo àquela da eternidade, da escravidão para a liberdade, do sofrimento para a alegria, da terra dos ídolos àquela de seu Pai, do exílio à Pátria.
Esta passagem, esta Páscoa de Cristo, é a verdadeira Páscoa. A Páscoa antiga não é senão figura da nova Páscoa.



3. A PÁSCOA DOS CRISTÃOS


a) O Baptismo: É o Baptismo que nos associa à Páscoa de Cristo e traz até nós os seus benefícios. O Baptismo faz-nos passar, nós também, da terra dos ídolos à do verdadeiro Deus, do exílio à Pátria, do Império de Satã ao reino de Deus, da vida da terra à do Espírito, da escravidão do pecado para a liberdade dos filhos de Deus. Ele introduz-nos na Igreja, de que a terra prometida era uma figura.
Ele faz-nos passar da morte do pecado à vida da graça. Como a primeira Páscoa, ele opera-se na água. Como a Páscoa de Cristo ele dá-nos a vida eterna.


b) Uma Festa anual: A festa da Páscoa é a grande celebração anual da Páscoa de Cristo e do Baptismo. Toda a nossa liturgia nos convida a seguir, passo a passo, os gestos de Cristo durante os últimos dias da sua vida mortal e durante as primeiras horas da sua ressurreição. E quando chega o momento mais solene desta semana, no ofício do Sábado Santo, o Baptismo torna-se a grande preocupação da Igreja. Pelo Baptismo nós reproduzimos a morte e a ressurreição de Jesus.
Páscoa é um aniversário. Muito mais que um aniversário. Da mesma forma que os judeus, celebrando a sua Páscoa, davam graças a Deus pela sua libertação, assim também durante os dias da grande Semana da Páscoa, nós louvamos a Deus que nos resgatou e que faz de todos nós o seu povo.
E desde já, sabendo que a paixão, morte e ressurreição de Cristo nos merecem o céu, nós aspiramos por esta última Páscoa, que, um dia fará todos os baptizados entrarem no canto de acção de graças na verdadeira e definitiva Terra Prometida.

Os dias da Semana Pascal formam um todo. Páscoa não é um dia. Páscoa é uma passagem. A passagem da vida, restrita no tempo, à vida, marcada pela eternidade. A celebração desta passagem, na liturgia da Páscoa, começa no Domingo de Ramos e caminha até a aurora da ressurreição.
Não se deve separar o que Deus uniu. Não se deve olhar a cruz sem antever a ressurreição. Não se pode contemplar o Cristo Ressuscitado sem ver o seu corpo glorioso marcado pelas cicatrizes da Paixão.
São os sinais da sua passagem pela morte. São as provas irrecusáveis de que Ele nos mereceu a graça de passar da terra dos homens àquela de Deus.

A Páscoa é o início da NOVA CRIAÇÃO


Do sepulcro, Deus Pai fez sair o HOMEM NOVO, redimido pelo CORDEIRO PASCAL.
Da Páscoa nasce o NOVO POVO, A IGREJA.
O Baptismo é o sacramento pascal. A morte do pecador foi vencida pela morte do INOCENTE, livremente aceita por Jesus. “NINGUÉM ME TIRA A VIDA, mas SOU EU QUE A OFEREÇO LIVREMENTE” (cf Jo 10,18).

Quando perguntaram a Jesus qual o sinal que apresentava para assim agir Ele respondeu: “Destruí este templo e Eu O reconstruirei em 3 dias”(Jo 2,18.19).
Jesus falava do templo do SEU CORPO...e os discípulos acreditaram nas palavras de Jesus” (Jo 2, 21.22)
Graças à Ressurreição de Cristo “Nós somos cidadãos do Céu...Jesus TRANSFORMARÁ O NOSSO CORPO tornando-o semelhante AO SEU CORPO GLORIOSO”(Fp. 3 ,20.2 1). “Irmãos se ressuscitastes com Cristo procurai as coisas do alto...”(cf. Cl.3,1 ...).

Depois da celebração da Páscoa, todos devemos partir como os Reis Magos, “Por outro caminho”na vida cristã, familiar, profissional e no lazer. Com Deus em nossa vida e na família todos os problemas se resolvem mais facilmente.
Tempos novos, VIDA NOVA.
Esta é a Páscoa do Cristão.

 


PARA VIVER O TEMPO DA PÁSCOA 

O Ciclo da Páscoa tem como ponto de partida a Quarta-feira de Cinzas e encerra com a hora de Vésperas da Solenidade do Pentecostes.Inclui, do mesmo modo que o do Natal, um tempo de preparação (Quaresma), tempo festivo (oitava da Páscoa) e um prolongamento do tempo festivo (desde a oitava da Páscoa até ao Pentecostes). Com a Celebração da Missa Vespertina comemorativa da Ceia do Senhor começa o Tempo Pascal.APáscoa anual culmina na solenidade do Pentecostes. O Pentecostes (paramentos de cor vermelha) celebra-se no quinquagésimo dia da Páscoa, ou seja, 7 semanas depois dela (Lv 23,15-22). No Pentecostes, os judeus celebram a entrega do Dom da Lei (Torá) feita a Moisés no Sinai; os cristãos celebram o Dom do Espírito Santo à Comunidade reunida no Cenáculo (Act 2,1-13), consagrando-a como Igreja (o novo Povo de Deus) e inaugurando a sua expansão pelo mundo começada nesse mesmo dia, perante as pessoas de várias terras que acorreram junto do Cenáculo, atraídas pelo ruído – semelhante a uma rajada de vento ou a um trovão – que acompanhou a vinda do Espírito Santo.    

Algumas sugestões para o Tempo Pascal 

Recolhemos do Calendário Romano, n.º 22:

«Os cinquenta dias que se prolongam desde o Domingo da Ressurreição até ao Domingo do Pentecostes celebram-se na alegria e exultação com um único dia de festa, melhor, como um ‘grande domingo’. São os dias em que de modo especial se canta o Aleluia».  Cristo ressuscitou no primeiro fia da semana e habituou os cristãos a este ritmo de encontro dominical: neste mesmo dia apareceu às santas mulheres, visitou e confortou os Apóstolos no Cenáculo, reconquistou os discípulos de Emaús; num domingo também, oito dias depois, voltou ao Cenáculo para dissipar as dúvidas de Tomé; e foi também num Domingo (Pentecostes) que a Igreja fez a sua aparição solene perante o mundo.Além disso, o primeiro dia da semana – em breve conhecido pelo nome de Domingo – dies dominica, dia do Senhor – aparece com uma nova dinâmica: enquanto o sábado é a paragem para descansar do trabalho duma semana, o domingo é o primeiro dia, o reabastecimento de forças para enfrentar uma semana de trabalho. O sábado é ponto de chegada; o domingo é ponto de partida.Para nós, cristãos, o Domingo é a Páscoa de cada semana, porque nele celebramos o mistério Pascal de Cristo.Cada domingo é, pois, uma celebração especial da Páscoa, como sendo a Páscoa prolongada liturgicamente ao longo de todos os domingos do ano. Na verdade, a liturgia especificamente cristã tem como centro o Mistério Pascal. 

Cruz florida Da Árvore (madeiro) da Cruz, venerado na Quaresma, em especial na Sexta-Feira Santa, passamos à exaltação e veneração da Árvores da Vida que nos remete para a Primeira Criação do Génesis.  Não podemos ficar apenas com a cruz da dor, do sofrimento, da morte. A Liturgia expressa-o bem: «Adoramos, Senhor, a vossa cruz, louvamos e glorificamos a vossa ressurreição: pela árvore da cruz veio a alegria ao mundo inteiro» (Ant. Laudes de Sexta-Feira Santa).Sugere-se que, para a caminhada Pascal, se utilize esta Cruz florida.Permanecerá levantada ao longo dos 50 dias ou das 7 semanas da Páscoa até ao Pentecostes, e pode ser enriquecida com frases da liturgia referentes a cada Domingo da Páscoa.

Sugerimos, para cada Domingo: 

1º Domingo: RESSUSCITOU!

2º Domingo: A PAZ ESTEJA CONVOSCO

3º Domingo: EMAÚS

4º Domingo: O BOM PASTOR

5º Domingo: O CAMINHO 

6º Domingo: VOU PARA TI

7º Domingo: ASCENSÃO  

È preciso inculcar nos fiéis a verdade de que a Páscoa não acabava neste dia: os 7 Domingos seguintes são Domingos da Páscoa e não Domingos depois da Páscoa.   

SINAIS, GESTOS, ATITUDES, ACÇÕES PASCAIS 

A Igreja, tal como na Quaresma, sugere formas que nos podem ajudar a viver esta Cinquentena do Aleluia, para uso individual, em família, nos Grupos, na Catequese, na Comunidade que celebra a Eucaristia: Eis alguns:   

Cor Litúrgica Branca A cor da liturgia, em contraponto da cor roxa na Quaresma  

Via Lucis.Com textos e encenações das Manifestações do Ressuscitado, em paralelismo com a Via-Sacra.* 

Aleluia! Expressão por excelência neste Tempo: no canto, nos cartazes...  

Círio pascal.Em lugar de destaque, adornado, até ao Pentecostes, simboliza Cristo ressuscitado. Deve ser colocado junto do ambão e aceso durante a Celebração da Santa Missa. 

Aspersão da assembleia com Água. É o Acto Penitencial sob a forma de aspersão da água benzida, em recordação do Baptismo e mais recomendado neste tempo em que a recordação do Baptismo está especialmente presente.  

Fonte Baptismal. Procure-se valorizar o Baptistério: flores, iluminação, ícone... e convidar os fiéis, Catequese, Grupos a irem aí recolher-se em recordação do dia do seu baptismo.  

Outras Cruzes.Com lindas flores: nas nossas casas, Grupos, Catequeses.  

Cruzeiros. Enfeitar os cruzeiros dos nossos caminhos com coroas de flores.  

Cruz. Grande cruz no adro, com frases ao ritmo das 7 Semanas (Ver acima).  

Bíblia. Colocada em lugar de destaque, adornada, aberta nos textos pascais, nas famílias e nas salas dos Grupos  

Salmos. Particularmente os 104, 105 e 106 (salmos do ALELUIA!) Compasso. Onde for costume, promova-se a sua dignidade e proveito pastoral. É o anúncio da Ressurreição levado a cada família. A presença dos leigos ajuda a compreender que a Boa Nova não está apenas ao cargo dos sacerdotes, mas de todos os fiéis, segundo o mandato de Jesus Cristo.  

Trindades.

Em vez de «O Anjo do Senhor», diz-se a antífona «Rainha do Céu...».  

V. Rainha do Céu, alegrai-Vos!R. Aleluia!V. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventreR. Aleluia!V. Ressuscitou como disse,R. Aleluia!V. Rogai por nós a DeusR. AleluiaV. Alegrai-Vos e escutai, ó Virgem MariaR. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia! OremosÓ Deus que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos, Vos suplicamos, a graça de alcançarmos, pela protecção da  Virgem Maria, Sua Mãe, a glória da vida eterna. Por Cristo Nosso Senhor. Amen. 

Rezar às refeições.

Família reunida que partilha a refeição à luz do Ressuscitado. A oração (bênção da mesa) poderá ser feita pelo chefe de família ou pelos seus membros à vez. 

Uso do Incenso. Tempo próprio para realçar as celebrações litúrgicas da Páscoa.  

Toque festivo dos Sinos. Um repicar de sinos mais expressiva da Alegria Pascal  

Festa do Bom Pastor. Depois deValorizarmos a Semana das Vocações (3a semana), o Dia do Bom Pastor (4o Domingo), com a Celebração do Dia Mundial de Oração pelas Vocações tem aqui o seu espaço próprio.  

Dia da Mãe. Ocorre sempre dentro do tempo pascal.É preciso valorizar este Dia também na perspectiva da Páscoa.  

Rosário. Havemos desalientar e valorizar os Mistérios da Luz e da Alegria (MistériosGloriosos).  

Domingo da Misericórdia. Celebra-se no 2º DomingoOitava da Páscoa. Foi instituído pelo Servo de Deus João Paulo II.  

Vigília de Pentecostes. É umTempo de Oração, à noite, preparando a vinda do Espírito Santo.  

Neófitos: Tempo da «Mistagogia» dos que receberam o Baptismo na Páscoa.   

Convívio Pascal Das Comunidades e Grupos (mais significativos que as “Ceias de Natal”..).  

Rogações Procissão, bênção dos campos: quinta-feira da VI Semana da Páscoa  Pentecostes – 8.º Domingo: Festa do Espírito Santo. No fim da Eucaristia ou II.as Vésperas, valorizar o acto de retirar do Círio Pascal, como encerramento do Tempo da Páscoa  O círio, a água, o incenso, as flores, a cor dos paramentos e toalhas, os cantos apropriados (esse aleluia repetido alegremente, como um pássaro litúrgico cantando a primavera do Reino), as leituras bíblicas, o sacramento do Baptismo e, sobre tudo, a Eucaristia, todos esses sinais e símbolos nos convidam à celebração da Páscoa. Na Ceia eucarística, a partilha e o serviço, no maior amor, até o extremo da Cruz; na vitória da Ressurreição sobre o pecado, a escravidão e a morte. O problema está em passar da liturgia para a vida, em fazer da vida uma liturgia, em viver pascalmente a vida toda. Porque toda a nossa vida é, deve ser, tempo pascal. Tempo de conversão, de renovação, de vida nova, pessoalmente, familiarmente, comunitariamente, socialmente. Praticando a partilha, a solidariedade, o serviço fraterno, o verdadeiro amor, de modo especial e com peculiar atenção aos mais carenciados, neste tempo de crise. Carregando a cruz natural de nossa condição de criaturas e a cruz libertadora do trabalho e a luta. Celebrando a Natureza respeitada, a comum igualdade humana de todas as pessoas de todos os povos, a festa da Vida e as vitórias da Justiça, da Liberdade e da Paz... Passando – Páscoa é passagem – do Pecado e suas consequências à Graça e suas florações.Páscoa não foi apenas um dia. Sempre é Páscoa. A própria liturgia gosta de repetir, nas celebrações, que se trata de um «hoje» queé cada dia: o hoje do Deus libertador em Jesus Cristo, neste nosso pequeno hoje diário. Até chegarmos àquele Hoje sem ocaso da Páscoa plenamente desabrochada. 

Da Revista Celebração Litúrgica - Coordenou Fernando Silva







Regressar