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Quaresma-Páscoa

Livres para escolher

Livres para escolher

 

 Não somos livres para escapar às consequências das nossas escolhas

Quaresma não é tempo de mudar apenas aquilo que é mais grave em nós, mas também de crescer na fé e no amor. Esta é a conversão verdadeira: ser melhor para Deus. Deste modo, seremos melhores para o outro também.

Deus concede-nos a liberdade de aceitarmos algo ou não, de fazermos escolhas. Somos sempre livres e isto é bom, mas isto impõe-nos sempre uma responsabilidade muito grande, pois temos que fazer escolhas, e até o facto de deixarmos de escolher já é escolher algo.

Não somos livres para escapar às consequências das nossas escolhas. O discurso da primeira leitura de hoje é o discurso de quando Moisés está prestes a entrar na Terra Prometida. Ele diz: “Escolhe, pois, entre a vida e a morte. Escolhe, pois, a vida”. Escolher pela vida quer dizer escolher pelos preceitos de Deus. Se tu escolhes o que o Senhor diz, escolheste a vida.

As consequências das nossas escolhas trazem-nos vida ou morte. Quando escolho algo, escolho tudo o que tem entorno; é como alguém que, quando se casa, o faz também com o sogro, a sogra, os cunhados… Pegou numa coisa, pegou em tudo. É exatamente assim em todos os momentos da nossa vida. As nossas escolhas terão consequências no futuro.

As nossas escolhas nem sempre são definitivas, podemos voltar atrás e corrigir. A proposta da Quaresma é exatamente esta: quando cometemos grandes pecados, grandes erros, podemos corrigi-los. Não há ninguém perdido para sempre, mesmo as pessoas que estão afundadas na vida, em situações que só trazem sofrimentos, podem sair delas. Ninguém, nem o demónio, é capaz de tirar a nossa liberdade.

É importante termos uma visão do que queremos, buscarmos motivos para fazer as nossas escolhas. Para alguns casais, o namoro, o noivado e o início do casamento eram uma perfeição! Mas com o passar do tempo, começaram a surgir os conflitos e o casal começa a desconfiar que se casou com a pessoa errada. Então, alimenta-se desta ideia e rapidamente se separa. Não podemos ser assim.

Há casos em que a pessoa quis dar o melhor à família, por isso começou a trabalhar, a trabalhar, mas chegava a casa cansado e só brigava. Logo, os filhos deduzem que o pai não os ama, pois só vem a casa para brigar.

Proponho que esta Quaresma seja feita de penitências que realmente mudem a nossa casa. Por exemplo, a esposa parar de reclamar, o marido ficar mais em casa… Enfim, mudar o nosso coração. Nós não somos pecado ou falta de pecado, somos muito mais que isso.

Quaresma é tempo também de repensar a vida. Como é que as nossas atitudes afetam os outros? Os nossos gostos e o que queremos fazer ajuda, realmente, o que está ao nosso lado?

Se quisermos escolher pela vida, teremos de escolher as outras coisas que estão à volta. Precisamos, como São Paulo diz, de nos alimentarmos de coisas nobres; não nos encher de pensamentos que nos aprisionam. Se pensas que alguém não vai com a tua cara, pergunta-lhe o por quê!

Deus que nos garante a liberdade e é misericordioso connosco, Ele quer transformar o nosso coração para que sejamos instrumento de misericórdia. O Senhor sabe de tudo, está, inclusive, a ver-nos agora. Ninguém conhece alguém inteiramente senão Ele; porém, precisamos de nos esforçar, ao menos, para conhecer um pouco o outro e compreender as atitudes dele.

Dentro da nossa casa devemos oferecer sempre o perdão aos outros. A capacidade de perdoar é o termómetro do amor que sentimos pelo outro.

Que tenhamos a coragem de abrir o nosso coração para Deus, a fim de que Ele ilumine em nós as áreas mais escondidas para despontarmos na bondade.

Felicidade não é uma simples escolha, mas uma vida trilhada no caminho para a felicidade. Se queres, realmente, trilhar um caminho mais profundo, além de crescer nas coisas boas, é preciso mudar aquilo que não é tão bom assim.

Se quisermos salvar a nossa alma, temos de ceder. E só cedemos quando sabemos que aquilo é a vontade de Deus para nós. Peçamos-Lhe a graça de escolhermos a vida.

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