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Quaresma-Páscoa

DEUS, RICO EM MISERICÓRDIA

 DEUS, RICO EM MISERICÓRDIA

Aqui está uma leitura espiritual que pode gerar muitos frutos na tua vida. Foi tirada da encíclica de João Paulo II sobre a misericórdia (número 8):

“A Cruz de Cristo sobre o Calvário é também testemunha da força do mal em relação ao próprio Filho de Deus: em relação Àquele que, único dentre todos os filhos dos homens, era por sua natureza absolutamente inocente e livre do pecado, e cuja vinda ao mundo foi isenta da desobediência de Adão e da herança do pecado original. E eis que precisamente nEle, em Cristo, é feita justiça sobre o pecado à custa do Seu sacrifício, da Sua obediência até à morte. Aquele que era sem pecado, Deus O tratou, por nós, como pecador.

É feita justiça também sobre a morte, que, desde o início da história do homem, se tinha aliado ao pecado. E esse fazer-se justiça sobre a morte realiza-se à custa da morte daquele que era sem pecado e o único que podia, mediante a própria morte, infligir a morte à morte. Deste modo, a Cruz de Cristo, na qual o Filho consubstancial ao Pai presta plena justiça a Deus, é também revelação radical da misericórdia, ou seja, do amor que se opõe àquilo que constitui a própria raiz do mal na história do homem: opõe-se ao pecado e à morte.

A Cruz é o modo mais profundo de a divindade se debruçar sobre a humanidade e sobre tudo aquilo que o homem, especialmente nos momentos difíceis e dolorosos, considera seu infeliz destino. A Cruz é como que um toque do amor eterno nas feridas mais dolorosas da existência terrena do homem, é o cumprir-se cabalmente o programa messiânico, que Cristo um dia tinha formulado na sinagoga de Nazaré e que repetiu depois diante dos enviados de João Batista. Segundo as palavras da profecia de Isaías, tal programa consistia na revelação do amor misericordioso para com os pobres, os que sofrem, os prisioneiros, os cegos, os oprimidos e os pecadores. No mistério pascal são superadas as barreiras do mal multiforme de que o homem se torna participante durante a existência terrena.

Com efeito, a Cruz de Cristo faz-nos compreender as mais profundas raízes do mal que mergulham no pecado e na morte, e também ela se torna sinal escatológico. Será somente na realização escatológica e na definitiva renovação do mundo que o amor vencerá, em todos os eleitos, os germes mais profundos do mal, produzindo como fruto plenamente maduro o Reino da vida, da santidade e da imortalidade gloriosa. O fundamento dessa realização escatológica está já contido na Cruz de Cristo e em sua morte.

O facto de Cristo ter ressuscitado ao terceiro dia constitui o sinal que indica o arremate da missão messiânica, sinal que coroa toda a revelação do amor misericordioso no mundo, submetido ao mal. Tal facto constitui ao mesmo tempo o sinal que preanuncia um novo céu e uma nova terra, quando Deus enxugará todas as lágrimas de seus olhos; e não haverá mais morte, nem pranto, nem gemidos, nem dor, porque as coisas antigas terão passado. Na realização escatológica, a misericórdia se revelará como amor, ao passo que no tempo presente, na história humana, que é conjuntamente história de pecado e de morte, o amor deve revelar-se sobretudo como misericórdia e ser realizado também como tal. O programa messiânico de Cristo – programa tão impregnado de misericórdia – torna-se o programa do Seu povo da Igreja. Ao centro desse programa está sempre a Cruz, porque nela a revelação do amor misericordioso atinge o seu ponto culminante.

Enquanto não passarem as coisas antigas, a Cruz permanecerá como o lugar a que se poderiam aplicar estas palavras do Apocalipse de São João: ‘Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir, entrarei em sua casa e cearemos juntos, eu com ele e ele comigo’. Deus revela também de modo particular a sua misericórdia, quando solicita o homem, por assim dizer, a exercitar a misericórdia para com o Seu próprio Filho, para com o Crucificado.”

 

 


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