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Página Eucarística

Por quê ir à missa se eu não comungo?

A Eucaristia é acima de tudo o sacrifício de Cristo que dá o seu corpo e o seu sangue. Portanto, participar na santa missa sem ir à comunhão pode ser questionável. Isto faz-nos lembrar que acolher Jesus não é uma questão natural e requer uma preparação do coração. Entenda

A missa à distância está agora menos na moda, e as pessoas voltaram à igreja. Para aqueles que podem comparecer fisicamente. Os outros ainda podem seguir a missa através da TV, sem ter comunhão, é claro. Qual é o objetivo de ir à missa se você não comunga?

Antes de tudo, há diferentes razões para não comungar. Um católico, em consciência, pode sentir que está em estado de pecado mortal – uma falta grave feita consciente e voluntariamente – e, neste caso, deve ir confessar-se, correndo o risco de acrescentar um mal a outro. Também pode ser que a pessoa que quer ser abençoada não esteja numa situação pessoal que manifeste comunhão com a Igreja, por causa de uma apostasia, concubinato…

Todos unidos à cabeça que é Cristo

Estas situações mostram claramente que a comunhão com o corpo de Cristo é a fonte de uma comunhão que deve ser a de todo o cristão com Deus e de todos os cristãos juntos. Além do corpo carnal que é consumido, o corpo de Cristo é a Igreja. Participar na missa, mesmo que não se comungue, é portanto um acto significativo, já que se trata de tentar viver como membros unidos à cabeça, que é Cristo.

Mais concretamente, a pessoa que vai à missa colhe muitos outros frutos além da graça própria de comungar. Ela reconhece que é pecadora e acolhe a misericórdia do Pai. Ela canta a Sua glória e escuta a Sua Palavra. Ao ouvir o Evangelho, ela recebe uma palavra que a conforta ou a ajuda a discernir sobre a sua vida. Na oração de todo o povo reunido, cada membro do fiel também é apoiado na sua fé. Na amizade da comunidade, ela pode tirar forças para lutar e a garantia de ser ajudada.

Dando um passo atrás

Em todo o caso, aproximar-se do corpo de Cristo sem o receber é um testemunho para todos os outros, a começar por aqueles – acontece com todos nós – que chegam à comunhão sem a consciência viva, por causa do hábito, do extraordinário dom do Senhor. A sua vida, o seu corpo, aqueles de Deus que se fizeram vulneráveis para que pudéssemos ser salvos. E nós já estamos, já que provamos o corpo do Ressuscitado, que certamente sofreu, mas cuja paixão não é a última palavra.

Além disso, não comungar pode nos permitir dar um passo atrás. E, acima de tudo, crescer em nós o desejo de viver pelo amor de Cristo, que por si só nos permite amar a nós mesmos, amar os outros e, portanto, amar a Deus. E se a graça age na hóstia consagrada, ela também passa por tudo o mais que compõe a Eucaristia. Permite-nos comunicar espiritualmente, ou seja, unir os nossos corações à oferta da vida de Jesus, dando-lhe a nossa própria vida. E esta comunhão, naturalmente, que tantas pessoas doentes ou isoladas fazem, é de grande benefício para a alma e para os nossos irmãos.

Então fica claro que devo ir à santa missa, mesmo se não vou receber a sagrada comunhão.

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