Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Dia da Mãe

OBRIGADO, MÃE!

Como não agradecer-te, mãe, se é tanto o que és o que ofereces e o que semeias no meu ser? Mas como agradecer-te, mãe, se é tão pouco o que tenho para dizer, para te bendizer? O que o coração sente, os lábios não são capazes de balbuciar. Trémulos, hesitam e gaguejam, impotentes para soltar uma palavra ou articular qualquer som. Mas será que existe alguma palavra que consiga dizer o que o coração sente?
Dizer “obrigado” é pouco, mas dizer-te “obrigado” é tudo o que resta quando tudo já tiver sido dito.
Obrigado porque tiveste na tua vida um lugar para a minha vida, renunciando a tantas coisas boas que poderias ter saboreado. Porque – mais do que isso – fizeste da tua vida um lugar para a minha. E de muitas maneiras morreste para que eu pudesse viver.
Porque não eras corajosa, mas tiveste a coragem de embarcar numa aventura que sabias não ter retorno.
Porque não fizeste as contas para avaliar se a minha chegada era conveniente: abriste simplesmente os braços quando eu vim.
Porque não só me aceitaste como era, como estavas disposta a aceitar-me fosse eu como fosse. Porque dirias "o meu filhinho" mesmo que eu tivesse nascido deformado e me contarias histórias ainda que eu tivesse nascido sem orelhas. E me levarias ao colo mesmo que eu fosse leproso. E, mesmo com tudo isso, me mostrarias com orgulho às tuas amigas. Porque seria sempre o teu bebé lindo.
Devo-te isso porque, embora não tenha acontecido, sei que o farias.
Obrigado porque não tiveste tempo para visitar as capitais da Europa. Porque as tuas amigas usavam um perfume de melhor qualidade que o teu. Porque, sendo mulher, chegaste a esquecer-te de que havia a moda.
Porque não te deixei dormir e estavas sorridente no dia seguinte. Porque foste muitas vezes trabalhar com manchas de leite na blusa. Porque me sossegaste dizendo "não chores, filho, que a mãe está aqui", e estar no teu regaço era tão seguro como dormir na palma da mão de Deus.
Obrigado porque é pensando em ti que posso entender Deus.
Obrigado porque não tiveste vergonha de mim quando eu fazia birras nos museus, ou me enfiava debaixo da mesa do restaurante porque queria comer um gelado antes da refeição. E porque suportaste que eu, na adolescência, tivesse vergonha de que os meus amigos me vissem contigo na rua.
Obrigado por o teu coração ser do tamanho de me teres dado irmãos. Como eu seria pobre se não os tivesse!
Obrigado pelas lágrimas que choraste e nunca cheguei a saber que choraste.
Obrigado porque me ralhaste quando me portei mal, quando bati os pés com teimosia, quando "roubei" batatas fritas antes de o jantar estar servido, quando atirei a roupa suja para um canto do quarto. Obrigado por me teres mandado para a escola quando não me apetecia e inventava desculpas. E por me teres mandado fazer tarefas da casa que tu farias bem melhor e muito mais depressa.
Obrigado por teres mantido a calma quando eu num dia de chuva fui consertar a bicicleta para a cozinha.
Obrigado por teres querido conhecer os meus amigos, e por todas as vezes que não me deixaste sair à noite sem saberes muito bem com quem ia e onde ia.
Obrigado porque eu cresci e o teu coração parece ter também crescido. Porque me deste coragem. Porque aprovaste as minhas escolhas, e te mantiveste a meu lado apesar de ter passado a haver a distância. Porque levantas a cabeça – mesmo sabendo que eu estou muito longe – quando vais na rua e ouves alguém chamar: "mãe!".
Obrigado por guardares como tesouros os desenhos que fiz para ti na escola quando era, como hoje, o Dia da Mãe. E por ficares à janela a ver partir o carro, quando me vou embora, comovendo-te com os meus sinais de luzes.
Obrigado – já agora... – por não teres esquecido quais são os meus pratos favoritos; pelo meu quarto da tua casa continuar a ser uma extensão da minha casa; por teres ainda no mesmo lugar a lata dos biscoitos...
Como não agradecer-te, mãe, se é tanto o que és o que ofereces e o que semeias no meu ser?
Dizer “obrigado” é pouco, mas dizer-te “obrigado” é tudo o que resta quando tudo já tiver sido dito.
Na pobreza dos gestos, e na fragilidade das palavras, nada mais me ocorre que este “obrigado”.
É pequeno, mas é profundo, caloroso e sincero.
Entrego-o no colo de Maria, a Mãe de Jesus, a Mãe das mães.
Que ela te abençoe e proteja!
Que ela te conforte e compense por tudo quanto fazes, e por tudo quanto és, mãe!

 

 Simplesmente Mãe
Mãe ontem, Mãe hoje... Mãe sempre!

Mãe obrigada pelo teu ventre; o grande ninho de amor que me abrigou durante 9 meses e gerou em mim a vida. Mãe obrigada por ontem, pelas noites de sono, pelas lágrimas derramadas, pelas lutas do dia-a-dia, pelos passos firmes, pelo amor incansável.
Mãe obrigada por hoje.
Pelo calor do teu amor que sempre me aquece nas horas mais cinzentas e frias.
Obrigada pelas tuas mãos singelas que aliviam a minha dor;
Obrigada pelo teu sorriso terno que me acalma nos momentos mais tristes;
Obrigada pelo teu olhar profundo que sempre me leva a Deus;
Obrigada pela tua presença amiga que me sustenta e me faz acreditar no amor
Obrigada pelo teu abraço que acolhe todo meu ser;
Obrigada mais ainda pelo teu coração que me acolherá por toda vida.
Mãe ontem, Mãe hoje, Mãe sempre!
Mãe eu te amo! Parabéns por toda grandeza que és! 

 

 Motivo de orgulho:
''Profissão: Mãe''... Que carreira gloriosa!

Uma mulher foi renovar a sua carteira de motorista. Perguntaram-lhe qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
"O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho", exclamou. "Sou mãe".
"Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. Vou colocar Dona de casa", disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até ao dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona da situação.
"Qual é a sua ocupação?" perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: "Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa, a caneta a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
"Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz exactamente?"
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:
"Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (a minha família), e já recebi quatro projectos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?), o grau de exigência é em nível de 14 horas por dia (para não dizer 24 horas).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, levantou-se, e pessoalmente abriu-me a porta.
Quando cheguei em casa, com o título da minha carteira erguido, fui recebida pela minha equipa: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3 anos. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (um bebé de seis meses), testando uma nova tonalidade de voz. E senti-me triunfante!
Maternidade... que carreira gloriosa!

 

 

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