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Curiosidades

Uma história de gratidão

Uma história de gratidão 
 
Meu Pai:
Quem lhe escreve é o seu filho Francisco. Talvez nem saiba, mas estou vivo, graças a Deus, e tenho 30 anos. Foi há muito tempo que nos vimos pela última vez. Tinha eu 15 anos quando fugi de casa. Lembra-se? Fugi para procurar o afecto que não tinha em casa.
Você era rico mas queria ser ainda mais rico. Por isso, só pensava nos seus negócios. Não lhe sobrava tempo para conversar comigo, nem com a minha mãe e a minha irmã. Nós protestávamos, mas dizia que não tinha tempo porque estava a trabalhar para nós.
Um dia, a minha irmã, com 12 anos, chegou a casa a chorar porque teve um problema na escola. O pai não a escutou e desapareceu. Noutra ocasião, soube pela minha mãe que eu tinha tido uma nota negativa em matemática. Sem me escutar, deu-me uma bofetada.
As coisas eram assim, em casa. Não aguentei mais e fugi para muito longe. No princípio, até passei fome. Mas encontrei um amigo que me ajudou. Arranjei emprego numa loja e comecei novamente a estudar. Hoje sou economista, trabalho numa grande empresa e ganho bem. Casei com uma óptima rapariga e temos um filho de 3 anos. A minha mulher está sempre a dizer-me que gostaria de conhecer os meus parentes. E também o meu filhinho tem perguntado pelo avô. Isto dói-me muito, porque me lembro de si como um homem duro, talvez incapaz de retribuir o carinho de um neto, assim como foi incapaz de dar uma palavra de ternura aos seus filhos.
Mas hoje soube, por uma pessoa que o conhece, que o pai está doente e que tinha sido infeliz nos negócios. A minha primeira reacção foi de indiferença. Mas um filho é sempre um filho e um pai é sempre um pai. No fundo, ainda tenho muito amor pelo meu pai.
Esta carta é para lhe comunicar que na próxima semana irei visitá-lo, levando comigo a sua nora e o seu neto. Se nos permitir, gostaríamos de o ajudar naquilo que estiver ao nosso alcance.
Pai, não precisa de me pedir perdão pelas mágoas que me causou, pois eu também tive culpa. Em vez de fugir, deveria tê-lo ajudado a mudar de atitudes. Com um pouco de paciência, tê-lo-ia conseguido. Acho que errei mais do que você. Por isso, se alguém deve pedir perdão, esse alguém sou eu. Abra-nos a sua porta que quero dar-lhe o abraço da reconciliação. Você e eu ainda poderemos ser bons amigos. Até breve, se Deus quiser. Seu filho Francisco
 
 
 

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