Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Curiosidades

Fernando Caló


Fernando Caló, aluno exemplar do Colégio Oficinas de S. José – Lisboa

No meio de tanta corrupção, um lírio de candura como o Fernando Caló é qualquer coisa fora do natural, que nos eleva e nos faz detestar a miséria e baixeza espiritual dos nossos dias. Modelo de piedade, de candura, de carácter de estudante, para a juventude dos nossos dias, deu-no-lo Deus, neste jovem de 17 anos, todo cheio de vida e vigor, de uma sede de santidade como as almas de eleição. Bendito seja Deus nos seus Anjos e nos seus Santos.

O doloroso calvário da sua doença foi o crisol onde o Divino santificador das almas a aformoseou dia a dia. As suas palavras, as suas conversas eram de uma elevação sobrenatural que mais pareciam colóquios; é que era Deus a falar por ele.

Do Retiro Espiritual de três dias, ficam aqui algumas das suas resoluções: “Eis que renovo o meu ideal: Quero fazer-me santo. Meu Jesus abençoa o meu ideal para nunca me afastar do Teu caminho. Quero fazer bem o meu retiro, pois dele terei que decidir sobre a minha vida”.
“Eu quero caminhar no caminho do Céu. Contra o pecado quero ser uma rocha, um leão, e praticarei à risca os conselhos do confessor. Jesus, quero ouvir a tua voz. Dá-me vontade para ouvir e seguir os conselhos do meu confessor e director espiritual”.
“Senhor, eu não quero tornar a ofender-Vos; é absurdo e ingratidão fazê-lo. Jesus, ajuda-me com a Tua Divina graça; eu quero e devo fazer-me santo com a Tua graça e a colaboração da minha vontade. De hoje para o futuro, antes quero morrer que pecar”.
“É preciso ser devoto de Nossa Senhora, por isso procurarei amá-la o mais que puder, para também ter a Sua protecção. Mãe querida, sê para mim, luz, amparo e guia para na minha vida triunfar, e seguir condignamente a minha vocação”.

Propósitos que eu, Fernando Caló, tomei e fiz no final do meu retiro espiritual: 
1º - Quero abater a minha curiosidade; quero mortificar a minha vista.
2º - Quero ser um apóstolo da Virgem Imaculada.
3º - Quero ser um santo sacerdote de Jesus.

No dia do aniversário da coroação de Sua Santidade o Papa, escreveu:
Ofereci a minha comunhão e boas, orações e tudo o que eu fiz durante o dia para o Santo Padre, para que o Senhor o conserve ainda por muitos anos a governar a Sua Igreja. À hora da comunhão disse a Jesus: Jesus, vou-te fazer um grande pedido: o Santo Padre está velhinho e eu sou novo. Por isso Te peço do fundo do coração, e se é da Tua santa vontade me tires os anos que quiseres e quantos forem precisos, a vida e os ponhas na conta do santo Padre. Ele é preciso ao Mundo e eu sou um estorvo. Se porém não aceitares a minha oferta, eu te peço me concedas a graça de escolher bem a minha vocação para melhor Te servir.

Ao ir para o hospital, disse ao director do Colégio que o acompanhava: - “Só me custa não poder sofrer sem gemer. A minha mãe padece muito ao ver-me assim e isto é o que mais me custa. Estou a ver que talvez não possa atingir o meu ideal. E nunca pensei tanto e nem desejei tanto ser padre como nestes dias. Mas faça-se a vontade de Deus”.
Era assim a alma do Fernando Caló, um astro radioso a apontar o caminho aos que o seguirem. É mais um herói a chamar os jovens dos nossos dias para o caminho da pureza e da santidade.

Ao nascer, sua mãe confiou-o a Nossa Senhora, e o Caló viveu como uma verdadeiro pagem de Nossa Senhora.

O seu ideal era ser sacerdote! Para isso preparava intensamente a sua alma. Porém, Jesus, o Eterno Sacerdote, quis fazer dele uma vítima, imolada no leito do sofrimento.

Um dia, a jogar a bola, embateu com tal violência contra uma coluna que partiu dois dentes.
Passado algum tempo teve que ser internado. Ali recebeu visitas de superiores e colegas. A um colega que era fraco em Matemática, sossegou: sim, eu rezarei por ti. Estuda e faz o que puderes. E este colega apanhou 18 valores na prova de exame.

Morreu às 15h30 do dia 26 de Julho de 1956. Tinha 17 anos. O seu funeral foi uma grande romagem de saudade.


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