Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Curiosidades

FÉRIAS COM JESUS

Se passas as férias de maneira dissipada, correndo daqui e dali, em passeios que cansam mais do que repousam, em lugares de calor esgotante, ouvindo barulhos fatigantes, músicas e vozes altas, no fim das férias não conseguirás evitar um sentimento de frustração, por o tempo ter passado, sem saberes como, e de irritação contra o trabalho que te espera.
Muito diferentes serão as férias, se as passares coMigo, mesmo que vás para fora, mesmo que faças alguma viagem, não Me esqueças.

Passeia, diverte-te, sim, mas reserva tempo para o repouso verdadeiro, mantendo a vida calma, o tempo de oração e o sentido da Minha presença.

É que durante as férias Jesus também está junto de ti.Então, não deixes passar o tempo sem Me dirigires, de vez em quando, alguma palavra, algum olhar de amor.

No fim estarás repousado, com novas forças e com vontade de trabalhar. Com o cérebro repousado, terás novas ideias, para executar o teu trabalho com maior eficiência e perfeição.

Vinde para um lugar deserto e descansai um poucoMc 6, 30-34

Nesta passagem do Evangelho, Jesus convida os seus discípulos a separar-se da multidão, do seu trabalho, e retirar-se com Ele a «um lugar deserto». E ensina-os a fazer o que Ele fazia: equilibrar acção e contemplação, passar do contacto com as pessoas ao diálogo secreto e regenerador consigo mesmo e com Deus.
O tema é de grande importância e actualidade. O ritmo de vida adquiriu uma velocidade que supera a nossa capacidade de adaptação. A cena de Charlot concentrado na linha de montagem em Tempos Modernos é a imagem exacta desta situação. Perde-se, desta forma, a capacidade de separação crítica que permite exercer um domínio sobre o fluir, frequentemente caótico e desordenado, das circunstâncias e das experiências diárias.
Jesus, no Evangelho, não dá a impressão de estar agitado pela pressa. Às vezes, ele até perde o tempo: todos O buscam e Ele não se deixa encontrar, absorto como está na oração. Às vezes, como nesta passagem evangélica, Ele inclusive convida os seus discípulos a perderem tempo com Ele: «Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco». E recomenda frequentemente que não se agitem. Também o nosso físico, quanto bem recebe através de tais «folgas».
Entre estas «pausas», estão precisamente as férias de verão. Elas são, para a maioria das pessoas, a única oportunidade de descansar um pouco, para dialogar de forma distendida com o próprio cônjuge, brincar com os filhos, ler algum bom livro ou contemplar a natureza em silêncio; em resumo, para relaxar. Fazer das férias um tempo mais frenético que o resto do ano significaria arruiná-las.
Ao mandamento «Lembrai-vos de santificar as festas», seria preciso acrescentar: «Lembrai-vos de santificar as férias». «Parai (tirai férias!), sabei que eu sou Deus», diz Deus num salmo (Sal 46). Um meio simples de fazer isto poderia ser entrar numa igreja ou numa capela de montanha, numa hora em que estiver deserta, e passar um pouco de tempo «solitário» lá, a sós connosco mesmos, a sós frente a Deus.
Esta exigência de tempos de solidão e de escuta apresenta-se de forma especial aos que anunciam o Evangelho e aos animadores da comunidade cristã, que devem permanecer constantemente em contacto com a fonte da Palavra que devem transmitir aos seus irmãos. Os leigos deveriam alegrar-se, não se sentir descuidados, cada vez que o próprio sacerdote se ausenta para um tempo de recarga intelectual e espiritual.
É preciso dizer que as férias de Jesus com os apóstolos foram de breve duração, porque as pessoas, vendo-O partir, seguiram-nO a pé até ao lugar de desembarque. Mas Jesus não se irrita com as pessoas que não Lhe dão tréguas, senão que «se comove», vendo-as abandonadas a si mesmas, «como ovelhas sem pastor», e começa a «ensinar-lhes muitas coisas».
Isto mostra-nos que é preciso estar dispostos a interromper até o merecido descanso frente a uma situação de grave necessidade do próximo. Não se pode, por exemplo, abandonar num hospital, um idoso sobre quem se tem a responsabilidade, para desfrutar de umas férias sem incómodos. Não nos podemos esquecer das muitas pessoas cuja solidão elas não escolheram, senão que a sofrem, e não por algumas semanas ou um mês, senão por anos, talvez durante a vida toda. Também aqui cabe uma pequena sugestão prática: olhar à nossa volta e ver se existe alguém a quem ajudar a sentir-se menos sozinho na vida, com uma visita, uma ligação, um convite a vê-lo um dia no lugar das férias: aquilo que o coração e as circunstâncias sugiram.

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